Devaneios de um Qualquer


É, não vale à pena.
20 Junho, 2009, 4:22 am
Arquivar em: Amor

Não vale a pena sabe? Você realmente não presta.
Bem que tentou me avisar. Eu que não quis acreditar.
Parecia tudo tão certo, pelo menos pra mim parecia.
Só que o quê é certo pra mim, pode não ser pra você.
Aquele dia, no show, desci do palco e você veio.
Depois de poucas palavras, um beijo. Uns beijos.
Eu ainda achava que poderia dar certo, ir adiante.
Mas você me avisou, você não presta.
Não obstante eu insisti, eu queria mais.
Pra quê?
Nem a nada chega a ser.
Nem um nada chego a ser.
Você bêbada, trôpega, desinibida, puta.
Num relicário que ninguém toca, ninguém mexe.
Só andei à sua procura, por que te queria.
Só, andei pensando por quê te queria.
Não há mais música agora, não há mais palco.
Não há cenário para encenarmos nada.
Seus defeitos óbvios agora são muito nítidos.
Não há filtro para separar o quê há em você.
Ingenuidade minha pensar que siginificava algo.
Imparcialidade sua pra exacerbar o óbvio.
Você não me quer, nunca quis.
Não quer ninguém a não ser a si mesma.
Se ilude, se vinga, se maltrata, depois se consola comigo.
Não mais serei esse engôdo, esse placebo.
Desisto de tentar ter um significado pra você.
Desminto qualquer conselho que tenha te dado.
Retiro cada palavra que disse, cada afago.
A sua realidade é muito dura, já te basta.
Ela, por si só, será o seu castigo.
Não imposto por mim, mas por você.
Não vale a pena, você não presta.



Sacanagem é bom, e eu gosto.
17 Junho, 2009, 12:57 pm
Arquivar em: Amor, Diversos

Sempre acompanho as estatísticas do blog, mas obviamente levo em consideração que deve haver alguma margem de erro que não demonstra os acessos ao blog com 100% de precisão. Mas uma coisa que constatei é que os textos mais “calientes” são sempre os mais acessados. Sério gente, os posts “Diversão” e “Bom dia” são os mais acessados daqui… Não sei dizer se isso é bom ou se é ruim, mas sei que isso quer dizer que todo mundo só pensa em sacanagem. Não que, obrigatoriamente, todo mundo pense em sacanagem mas é que alguns tem a coragem de admitir isso, enquanto outros só pensam. Sei que pode ter gente que ao ler isso pode pensar: “Eu não penso em sacanagem.”. Mas pensa sim, nem que seja com a pessoa amada ou com aquela paquera que você viu na hora do almoço, ou se não pensa de verdade é por que tem vergonha até de pensar.
Mas isso deveria mesmo ser visto como um tabu? Acho que hoje em dia não existe mais esse negócio de casar virgem… Bom, pode até existir, mas eu acredito que seja utópico demais. Tento imaginar um camarada que se mantém virgem com o objetivo de encontrar uma mulher na mesma condição pra, daí, pensar em namorar e casar, mas não consigo ver lógica nisso. Não que eu seja contra, que isso fique bem claro: Acho que cada um tem o direito de fazer o quê achar melhor da própria vida, mesmo que isso não faça o menor sentido pra quem é expectador dela.
Outro dia conheci um cara que é assim, tudo bem que essa opinião dele foi embasada numa criação com muitos domingos na igreja, muita conversa com os pais que impunham inúmeras outras regras. Aí concluí que ele é assim porquê quer. Ok, ele “quer” pois foi condicionado para aceitar, até mesmo por quê regras no meu ponto de vista são feitas para serem quebradas, mesmo que ninguém esteja olhando. Tentei conversar com ele, mas de forma alguma eu tentei convencê-lo de que o quê fazia era errado ou que ele deveria agir de outra forma, eu só queria entender como ele processava a informação. E não encontrei explicação, ele só quer ser assim por que acha que é assim que tem que ser, por que “Deus” vai querer que assim seja a vida dele e ponto final.
Mesmo assim esse troço não entrou na minha cabeça, eu ficava pensando assim:

“Tá, você vai querer casar virgem, mas aí vão ser você e a sua esposa virgens e o sexo? Como vai ser? Quem vai ensinar o quê o outro deverá fazer???”

Não agüentei, aproveitei o gancho e perguntei logo com toda a cara de pau do mundo:

“- Mas como vai ser? Quem vai ensinar o quê pra quem? A parada vai rolar só no instinto mesmo?”

Resposta:
“- Na verdade isso não é base pra um relacionamento. Não sei por quê você se importa tanto com isso.”

Excelente resposta evasiva que ele deu, mas não saber por que me importo tanto com isso???? COMOASSIMBIAL? Tão conseguindo pegar o quanto as minhas idéias estavam longe das dele?? Eu simplesmente não conseguia ver isso com naturalidade. Até mesmo por que, pra mim, sacanagem é necessária, todo o tempo possível SIM. Imagina você casar virgem, e ainda marcar um dia na semana pra “praticar sexo” (assim ele me falou)??? Ah tá, agora entendi, na verdade você só é alienado mesmo né?
Fiquei me questionando sobre a durabilidade de um casamento assim. Tá, em parte até concordo que realmente sexo não é a base de um casamento, pode não ser a base mas compõe uns 45% da parada. Até mesmo por quê senão o amor entre marido e mulher viraria amor de irmão, ou de “enteados”. Imagina você chegar em casa e encontrar a sua “amiga”, só que nesse caso é só amiga e vocês ainda têm um dia na semana pra “praticar sexo”. Sinceramente? Pra mim não dá. Tem que ter aquela atração sabe? Aquela coisa doida que, às vezes, pega a gente desprevenido no trabalho e quando a gente dá por si a imaginação tá longe, obscena e indecente que só. Claro que quando isso acontece e você tem a pessoa certa pra povoar seus pensamentos, isso fica até mais fácil, até mais propenso à criatividade. Por que, num relacionamento, é dever agradar em todos os sentidos, inclusive quando o assunto é sexo. Mas todo mundo sempre acaba pensando numa sacanagenzinha de vez em quando, nem que seja pra depois não admitir ter pensado e muito menos pensar que precisa admitir.

Me acho bastante indecente sabe? Não consigo ver uma mulher bonita e já não pensar inúmeras coisas que é melhor não comentar aqui, mas eu penso e ainda admito. Eu sou assim, e digo que é bom pra caramba ser assim. Não lamento pelo cara que vai casar virgem, pelo contrário, acho mesmo que ele deve fazer o que mais lhe agradar. Mas que eu não consigo entender, não consigo. Acho que se me impusessem tantas regras e tabus eu ia explodir uma hora, literalmente, tanto em hormônios como psicologicamente. Mas é da minha natureza questionar, é da minha natureza atender aos meus desejos e vontades, por que pra mim é disso que a vida se trata. Não só sonhar, mas realizar o que se sonha e objetivar novos sonhos para serem realizados. Eu sou assim, mas esse cara em questão não é…

Não adianta, sacanagem tá mesmo na cabeça de todo mundo e, provavelmente, esse cara que vai casar virgem também tem sacanagem na cabeça. Só torço pra que, quando ele encontrar a virgem dele, ele não se arrependa muito por não ter experimentado antes.

Depois eu digo se esse post fez sucesso nas estatísticas… :D



Direito de resposta.
15 Junho, 2009, 3:14 pm
Arquivar em: Indignação

Minha criação? Não a repassarei ao meu filho. Eram surras desnecessárias, às vezes desavisadas e sem motivo. Acho que me fizeram aprender que não são funcionais, não educam, portanto jamais as utilizarei com ele. Você sempre soube disso.

Minhas responsabilidades? Não assumi as que não precisava. Sempre soube avaliar quando a minha atuação era necessária ou não. Então só agi quando minha ação era realmente necessária. Você nunca antes havia me cobrado por saber disso.

Minhas amizades e companhias? Não cabe a ninguém julga-las, assim como não cabe julgamento ao que se desconhece. Eu não me relacionaria com quem não fosse interessante. Então não diga com quem eu devo andar. Você não tem o direito de me privar de quem você não gosta.

Minhas atitudes? Algumas impensadas, outras equivocadas, mas a maioria condizente com o meu caráter. Se eu devia ter feito mais? Acho que sim, e até posso apontar o quê deveria ter feito. Mas num minuto ouço que de nada adiantaria eu ter feito tudo certo, e logo depois sou criticado por não ter feito nada. Então o problema não é atitude e sim entendimento, e você nunca me entendeu nem quis entender.

Meu interesse por sexo? Não condiz a você, e saiba que eu nunca quis uma “mulher gostosa pra guardar no guarda-roupa e só”. Na verdade entre nós sempre ouve o mínimo que podia haver pelas suas imposições, restrições e tabus. Então não queira me criticar por não ter interesse. Você sempre soube se esquivar quando necessário.

Minha falta de interesse pelo quê diz? Não é que não me interesse nos seus assuntos, falta apenas concisão no quê você tem a dizer. Detalhes desnecessários são desnecessários de serem ouvidos, caminhos mais longos para contar uma história sem graça só aumentam o martírio de ser seu ouvinte.

Ouvi tudo o que você tinha a dizer, sem questionar, sem revidar, sem sequer querer argumentar. Até mesmo por que tudo o que eu dissesse seria uma verdade que você não percebe, nunca quis ver e nunca verá. Não quero me desgastar mais, já me esgotei. Já cansei de pensar em respostas pras suas acusações infundadas, pras suas agressões aleatórias em momentos impróprios. Já cansei de você querendo ditar o quê eu deveria ou não fazer. Cansei de ter que ser alguém que não sou, de ter que agir de forma contrária aos meus princípios para te agradar, e mesmo assim nunca conseguir te satisfazer. Como você disse tudo o quê queria, acho que já deve estar satisfeita.

Só espero que você não tenha que se arrepender do quê disse. Por que eu não vou te dar oportunidade de dizer tudo de novo.



O pior.
8 Junho, 2009, 12:26 pm
Arquivar em: Amor, Fragmentos, Poesias

O meu silêncio é resultado da sua inquietude,
Da sua pressa, algo que te cega, te ilude.
Momentos bons que tivemos foram poucos.
Embora estivéssemos agindo como loucos.
Não pudemos ver o que seria, até onde iria.
Nossas idéias não compartilham a mesma alegria.
Um agrado, um afago, um nada eu esperei.
E de bom grado, vago te presenteei.
Mentiras sinceras não me interessam.
Ao meu passado esquecido, me regressam.
Tornam mais pálido e opaco o meu futuro.
Me trazem pensamentos vis e impuros.
Não espero que aprove o quê escrevo.
Não digo o quanto machuca o quê descrevo.
Guardo pra mim o quê achar melhor.
Nada espere de mim, a não ser o pior.



Obrigado.
2 Junho, 2009, 7:46 pm
Arquivar em: Amor, Indignação

Obrigado por admitir que não me quer mais. Sei que suas palavras não foram completamente sinceras, até mesmo por quê um amor assim não se apaga tão facilmente, mas obrigado por dizê-las. Não sei mais o quê você pensa, ou acha, a meu respeito. Provavelmente você acha que eu ainda sou aquela quantidade de imaturidade e ciúmes de anos (e diga-se de passagem são muitos anos) atrás, e por isso tem medo de dar o braço a torcer. Mas mesmo assim devo lhe agradecer, por ter me deixado sonhar alto que um dia poderia ser feliz de verdade, por ter alimentado esperanças que enchiam meu mundo de alegria e luz, por me fazer entender que um amor pode resistir à tudo.
Mas fomos uma exceção não é? No nosso caso ele não resistiu tanto assim. Acho que, na sua concepção, a mesmice é muito mais aceitável do quê viver um amor intenso e verdadeiro. A facilidade de permanecer num estado mórbido de comodidade com a situação atual, lhe faz pensar que é melhor ficar assim como está. Parabéns pela belíssima conclusão errada.

Bom, já me agradeci pela libertação que me destes. Mas não tenho como não penar por saber que tomaste esta atitude arbitrária sem estar certa do quê seria, mesmo eu sabendo que você não tem a menor certeza do quê será sem mim. Disse-lhe que é melhor ter certeza que você não me quer do quê permanecer na dúvida se um dia eu te teria, mas isso não se aplica a você já que preferiu se acomodar com um amor que não se compara ao meu, já que preferiu se apegar a preconceitos e a concepções que o tempo já fez questão de mudar à base de muita dor, angústia e sofrimento. Não soube entender que isso foi um aprendizado enorme pra mim e que, por isso, não sou o mesmo de antes.
Mas obrigado por me deixar ir, me deixar livre, me deixar buscar o quê sempre tive por você em outra pessoa.

Não vou dizer que espero que você seja feliz com outro, mas digo que espero que você seja feliz. E admito que é difícil dizer isso sabendo que você não será feliz, pois as dúvidas do passado sempre te atormentarão, você sempre terá um “E se..” que me trará de volta às suas memórias. Fico triste por saber que o seu medo e seu orgulho não te fizeram ver o óbvio, não te fizeram vislumbrar um mundo novo, tão colorido e claro que quase ofuscam os olhos do coração. Não te fizeram entender que o tempo muda as pessoas mas não por quê passou, e sim por que se tornou passado! E passado é um tempo que deve ficar pra trás, deve ser lembrado para servir de exemplo de como se viver o presente e planejar o futuro. Mas você não me quis, e mais uma vez sou obrigado à agradecer por isso.

Espero, sinceramente, que você me tire de seus pensamentos por saber o quanto me incomoda ter você só neles e não na realidade. Espero que você seja feliz com o quê encontrar e não precise comparar mais ninguém à mim, pois você sempre chegará à conclusão que fui incomparável mesmo com todos os meus erros e defeitos.

Espero que você saiba que deu um fim às minhas expectativas e, acima de tudo, à minha dor. Mas a sua está apenas começando…

Então, me sinto obrigado a dizer: Obrigado, e sigo como consigo.

___________________________________________________

Adeus você (Los Hermanos).

Adeus você.
Eu hoje vou pro lado de lá.
Estou levando tudo de mim.
Que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar.

Cuida do seu.
Pra que ninguém te jogue no chão.
Procure dividir-se em alguém.
Procure-me em qualquer confusão.
Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar.

Quero ver você maior meu bem.
Pra que minha vida siga adiante.

Adeus você,
Não venha mais me negar se há,
Teu choro não me faz desistir,
Teu riso não me faz reclinar.
Acalma essa tormenta e se aguenta que eu vou pro meu lugar.

É bom, às vezes, se perder.
Sem ter porquê.
Sem ter razão.
É um dom saber envaidecer por se saber mudar de tom.

Quero não saber de cor, também.
Pra que minha vida siga adiante.



O caos, ou o cais?
29 Maio, 2009, 5:26 pm
Arquivar em: Amor, Fragmentos, Poesias

Não quero mais tentar.
Faço do desgosto um alívio.
Entre súplicas e lamúrias
Sei que não vou alcançar.

Busca vã pelo meu norte.
Companhia incessante da solidão
Não pude contar com a sorte
Desse amor em meu coração.

A porta aberta, o porto certo.
A casa, o cais, o caos.
Por aqui, só um peito aberto.
O vazio, o vacilo, os vãos.

Bem não podes me querer.
Querer assim, não é o que quero.
Quero amor sincero, de estremecer.
De toda alma, assim espero.

Hei de saber o quê pensas.
Não tende à meu favor, entendo.
Não dormir em noites tensas
Apenas sonhando, não vivendo.

Tuas lembranças eram acalentos
Suas histórias me traziam momentos
Seus olhares traziam sentimentos
E de sua boca, hoje, o meu maior sofrimento.

Devolva a minha paz, o meu sossego.
Faça com que eu possa sonhar novamente.
Deixe-me livre, e liberte-se também.
Pois preciso tentar ser feliz com outro alguém.



“Hare baba” de c* é rola!
26 Maio, 2009, 10:19 am
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Bom, pra começo de conversa sei que muitas leitoras não ficarão satisfeitas com o assunto desse texto. Mas é uma coisa que tem me deixado tão incomodado que não tenho como não comentar. Todo mundo que me conhece sabe o quanto não gosto de novelas, mas essa nova novela das 8 é um profundo absurdo. Tá, eu entendo que é entretenimento para as massas e, inclusive, há muita gente que goste de verdade. Mas eu simplesmente acho muito mais interessante assistir a um documentário do Discovery Channel do quê assistir as baboseiras comportamentais que a Globo tenta empurrar pra dentro de nossas cabeças.

Primeiramente é fato que a Rede Globo é uma das mais ricas emissoras de televisão do Brasil. Isso se deu pela esperteza do Sr. Roberto Marinho que, desde cedo, soube explorar o mercado televisivo, além de ter buscado outros mercados para as novelas “made in brazil”. Então, por isso, a Globo faz propaganda de seus próprios produtos de maneira intensiva e, às vezes, até subliminar pois somos bombardeados o tempo todo por trechos das novelas sendo exibidos. E como se não fosse o bastante, ainda somos obrigados a ouvir as músicas das trilhas sonoras das respectivas novelas nas propagandas do CD feito pela, subdivisão da Globo Marcas, Globo Music.

Outro fator que me incomoda muito é a futilidade dos assuntos tratados nas novelas. Tá, tudo bem que ultimamente os autores têm tentado impor um cunho social para cada nova novela. Em uma se fala da situação do racismo, em outra se fala dos homossexuais, em outra se fala da violência e assim, aos poucos, a globo vai fazendo todos engolirem as intrigas de relacionamentos e ainda acharem que estão fazendo as pessoas pensarem. O quê na verdade não acontece, pois ao invés da Dona de casa pegar um livro pra ler depois de um dia estafante de trabalho, é muito mais fácil se sentar em frente a TV e engolir todo o texto fútil que está ali, previamente digerido e encenado, na forma das falas e encenação dos atores.

Pra mim a novela nada mais é do quê uma forma de fofoca. Basicamente você assiste, participa dos diálogos e no fim das contas vai comentar com a vizinha sobre o capítulo de ontem da novela, e mesmo se não comentar já é fofoca por ter se interessado pelo cotidiano de outra pessoa. Não há como negar que é a mais pura verdade.
Além de haver o fato que, para cada novela, há um nicho de expressões e frases prontas que são, prontamente, repetidas pela população e passam a fazer parte do cotidiano de todos, inclusive do meu que odeio novelas. “Hare baba”? Quê porra é essa???

Tá, já que é pra não gostar, antes tenho que conhecer. Aí ontem estava fazendo uns trabalhos da faculdade e deixei a TV ligada depois do Jornal Nacional (que também manipula algumas informações), quando começou a novela o assunto principal do capítulo era o comportamento de uma brasileira que havia se casado com um indiano mas ainda não havia se acostumado com os costumes de lá. Respeito costumes, mas alguns devem ser questionados afinal de contas assim se dá a evolução. E o quê eu mais ouvi foi o Tony Ramos falando com a esposa fictícia sobre o quê as pessoas iriam pensar quando o filho dele passasse na rua com uma estrangeira. Vê se tem cabimento uma porra dessas??? O costume impõe que ele esteja mais feliz vivendo de aparência, do quê zelar de verdade pela felicidade de um filho??? Ah tá, é costume. Mas eu me acostumei a questionar tudo e ainda bem que sou brasileiro. Porra, uma hipocrisia do cacete mostrada em horário nobre?? Na minha cabeça isso simplesmente dá overflow, não consigo processar.

Sabe por que o incentivo ao teatro não é lá grandes coisas? Por influência da globo, que só passa essa falsa impressão que leva “conhecimento” para à população. A Malhação, por exemplo, é um ninho de atores que poderiam ser direcionados para o teatro, mas isso só não ocorre por ser mais difícil para o ator conseguir um patrocinador que incentive o teatro. Hoje em dia, já foram descobertos tantos “novos talentos” que outras emissoras de TV já estão entrando no mercado de novelas também utilizando somente ex-globais. Sinceramente? Por que não direcionar esse talento todo para produção de filmes??? Por quê??? Por que as novelas dão dinheiro a apenas 1 emissora, pelo menos por enquanto é assim.

Tenho muito prazer de ser brasileiro, e tenho muito orgulho também. Por isso que sempre prestigio o cinema nacional que, inclusive, tem produzido enormes sucessos que, na minha opinião, batem de longe muitos dos filmes hollywoodianos.

Outro problema sério é que nunca são retratados problemas como eles acontecem de verdade. Você nunca verá como são as margens do Ganges na novela, por que fica feio mostrar os corpos dos mortos que são velados no rio no horário nobre da TV, e ainda assim as pessoas vão lá se banhar, beber a água, e levar pra casa para fazerem orações e benzimentos. Você nunca verá o quanto a Índia é um país de maioria pobre, e o mais populoso do mundo, onde as pessoas defecam nas ruas (de verdade), onde animais transitam livremente pelas ruas caóticas, onde o que há de mais marcante é o cheiro podre da cidade(pergunte pra qualquer um que já foi lá.), onde existe tanta desigualdade social que nem cabe comentar aqui.
Mas não verá isso só por que não é interessante pra Globo fazer essa parte “social”.

Enquanto isso, sou obrigado a conviver com todo mundo falando “Hare”, “Hare baba”, “Tic” e inúmeras outras expressões circenses impostas pela Globo e pela falta de interesse em procurar um bom livro antes de ligar a TV.

Certa vez, li que:

“Pessoas inteligentes conversam sobre idéias. Pessoas normais conversam sobre coisas. E pessoas fúteis conversam sobre outras pessoas.”

Minha Vó que me desculpe – por que ela sim é uma noveleira daquelas que não se pode perguntar nada sobre novela senão ela reprisa, mentalmente, todos os capítulos de cabeça – mas eu penso que existe vida lá fora.



Cotidiano no telefone
20 Maio, 2009, 1:32 am
Arquivar em: Amor, Contos

- Alô?
- Sentiu saudades minhas?
- Uhum. Que voz de sono hein?
- Meio cansado, mas tenho que terminar uns trabalhos…
- Hum, entendo.
- Mas pode esperar, prefiro falar com você.. E aí? Fez o quê hoje?
- Levei a Tati no dentista, e depois dei uma volta na rua.
- Poxa, super aventura hein?!
- A volta na rua ou o dentista com a Tati?
- As duas coisas né?!
- Hum..
- Tá, tudo bem que ela é sua amiga, mas precisava levá-la??
- Ah, mas ela tava morrendo de medo.
- Do dentista ou da volta na rua?
- Do dentista, pára a palhaçada. Ela tava suando frio, inclusive.
- E você? Como está?
- Um pouco cansada dessa situação.
- Da Tati no dentista, cansada de estar longe de mim ou cansada mesmo?
- Ah, um pouco dos três.
- Bom, eu consigo resolver os três problemas.
- Consegue é?
- Uhum, você vem morar comigo e quando você precisar acompanhar sua amiga ao dentista, eu te faço companhia na sala de espera.
- Hum, te amo e to morrendo de saudade sabia?
- Adoro quando você diz isso. Mas me fala, tá ansiosa pra se mudar?
- Meio apreensiva, vou me sentir um peixinho fora d’água.
- Apreensiva? Fala sério.
- Mas é sério.
- Ó, te falo como vai ser: Na primeira semana você se acostuma com o lugar, e se localiza (mas só um pouquinho), provavelmente não vai ficar muito longe de casa ou dos seus pontos de refêrencias… Depois, até o fim do primeiro mês, você já se solta mais um pouco. Aí fica com saudade de casa… Aí, depois disso, começa a se acostumar com o resto da cidade. No 2º mês você sente saudade quase na mesma proporção. Mas já lida melhor com a situação… (visita a sua casa a cada 15 dias) Aí eu te levo num monte de lugar legal, você se apaixona de novo por mim, o Cirilo fica com a Maria Joaquina, e pronto. Viveremos felizes para sempre. Não tem com o que se preocupar.
- Simples assim?!
- Uhum.
- Então vai ser moleza.
- Vai sim, você vai ver. Já não expliquei direitinho?
- Explicou, tô meio lesada hoje.
- ÔÔÔÔÔÔnnn tadjééééééénha dééééééla…. Queria poder te dar colo…
- Eu ia adorar.
- Essa é uma vantagem que você aproveitaria se acreditasse em mim…
- Eu acredito, só quero que seja real.
- Vai ser, eu vou fazer ser. Você vai ver.
- Não fala assim. Parece até um sonho, e tenho medo de acordar.
- Pode deixar que eu desligo o despertador, tá?
- Não, deixa eu sonhar.
- Não, você não entendeu.. Não vou deixar o sonho acabar.
- Você me deixa tonta sabia?
- É, você faz a mesma coisa comigo.
- Mas não eram três coisas que você ia solucionar?
- Ãhn?
- Não eram três problemas que você disse que solucionaria?
- Ah é. Esqueci de te falar que entrei no Shiatsu.
- E como foi?
- Melhor te mostrar do que falar, vai dormir. Beijo, tchau.



A quem possa interessar
14 Maio, 2009, 10:27 am
Arquivar em: Diversos, Não sei o quê

Eu sou aquele chato. Aquele que sempre tem algo a dizer, que ninguém sabe, sobre um assunto numa mesa de bar. Sou daqueles que quando paro de falar quando começa a reflexão e a busca por um novo assunto, por ter sempre conclusões complexas. Costumo ser aquele que alimenta as gargalhadas quando junto aos amigos. Gosto de ser o cara que todos recebem com sorrisos e, ao mesmo tempo, sou daqueles que causa inveja por ser tão querido por muitos. Faço de tudo para manter um amigo, mas vou ser o primeiro a rechaçá-lo caso aja erradamente. Sou meio tosco às vezes, tenho manias estranhas. Não me peça para ficar caso eu queira ir embora, não me peça para fazer algo que eu não queira. Não tente adivinhar as minhas expressões, elas nem sempre são sinceras. Mas acredite em minhas palavras, pois dificilmente direi alguma inverdade. Não queira impor a sua opinião, explique-a da melhor maneira possível e quem sabe assim eu não poderei ao menos te entender? Então, obviamente, não queira discutir religião, futebol ou política, caso não esteja realmente preparado. Sou daqueles que gosta de ouvir por também gostar de ser ouvido. Sou daqueles que fala demais às vezes, mas me desculpo assim que percebo a gafe. Gosto de ser ombro amigo. Gosto de tentar achar a solução pros problemas dos outros, mas não tente opinar sobre os meus. Ninguém tem o meu ponto de vista, mas eu entendo o de todo mundo. Sou daqueles que você pode contar caso precise de verdade, mas não vou pedir ajuda facilmente. Caso se aventure comigo em minhas peripécias, esteja preparado para superar seus limites pois assim lhe encorajarei. Se houver uma pedra para pularmos numa cachoeira, pode deixar que eu pulo primeiro e te mostro como é, para depois ficar gritando lá de baixo: “Uhuuuulll!!! IRADO!! Pulaê pô!”. Se estivermos pegando jacaré, acredite em mim por que as ondas não são tão bravas como aparentam. Se eu oferecer montar uma bandinha pra tocar na sua festa de aniversário, aceite. É garantia de diversão. Sou daqueles apaixonados incompreendidos, um cara que gosta de viver a vida que tem mesmo com todos os problemas do cotidiano. Sinto saudades, sinto raiva, sinto solidão às vezes, sinto que cada vez mais eu me esforço pra melhorar mas nem sempre sinto melhoras visíveis. Tenho um talento nato para fazer amizades e, involuntariamente, o mesmo talento para fazer inimigos. Gosto de coisas simples. Não gosto de planos que tenham mais que 1 semana de previsão. Gosto do desconhecido, gosto do quê não aparento. Ouço reggae todos os dias, mas não duvide que sei tocar tan-tan e pandeiro numa roda de pagode. Sou um branquelo sambista, bateirista que gosta de tocar violão, metido à surfista e skatista, gosto de bicicletas, gosto de futebol com chuva, sou metido à escritor, gosto de coisas que quando as faço ouço: “Você é doido!”. Gosto de contar minhas aventuras pra minha mãe e vê-la ficar com aquela cara de que sabe que aquele menino de 10 anos ainda é parte grande de mim. Quando estou junto com meu filho, não queira a minha atenção porquê não vou querer te dar. Sou mais amigo do que pai, sou mais “colego” do que alguém que impõe regras, nossas brincadeiras são sempre as melhores e se você duvidar eu te mostro como são legais.

Mas quando eu disser que preciso de alguém, estenda-me a mão. Por quê pra admitir que preciso, é por quê já não consigo mais sozinho..



Feliz Aniversário atrasado… sempre atrasado.
13 Maio, 2009, 7:13 pm
Arquivar em: Diversos, Não sei o quê

Pra início de conversa não quero me justificar, gostaria mais de passar a idéia de desculpas do quê qualquer outra coisa. Eu sou um cara relapso com certas coisas sabe? Por exemplo, às vezes deixo alguma louça suja para ser lavada no outro dia, uso o mesmo par de meias mais de uma vez, não curto fazer a barba sempre porquê é um saco, dentre outras coisas… Mas a minha maior displicência é com o fato de não guardar datas. Sinceramente isso é uma merda. Eu bem que tento me esforçar pra poder gravar o aniversário de todo mundo, mas simplesmente não consigo. Ano passado esqueci o aniversário da minha irmã e ela ficou completamente possessa comigo não pelo fato de eu ter esquecido, mas pelo fato dela precisar me lembrar. Por que mesmo depois de tê-la encontrado várias vezes depois do aniversário ela virou-se pra mim e disse:

“- Sabia que você esqueceu meu aniversário esse ano?”

Aí respondi:

“- Bom, só te digo que não foi por mal.”

No fim das contas a gente conversou, ela só me deu os parabéns com 2 dias de atraso no aniversário desse ano pra se vingar, e pronto. Tá, ela é a minha irmã e me perdoa por me amar incondicionalmente, e ela também sabe que eu não guardo datas.
Sinceramente sou péssimo com datas, as que tenho decoradas são a do meu aniversário, no aniversário do meu filho, natal e ano novo. Simplesmente não consigo decorar outras. Já tentei inúmeros “métodos infalíveis”, mas não dá. Aí de uns tempos pra cá eu desisti.

Só que as pessoas se magoam comigo, e eu queria deixar bem claro que não faço por mal. Simplesmente é da minha natureza não decorar datas. No trabalho, por exemplo, tenho inúmeros post-it’s colados no meu monitor, com datas de reuniões, prazos para entregar trabalhos, data de início e término de projetos e por aí vai. Porque eu não consigo decorar tudo. O problema maior é explicar isso pra alguém que fez aniversário e eu não lembrei.
Além de ter esse “alzheimmer residual”, tenho tido bastante stress em tudo o quê faço, seja em casa, no trabalho, na faculdade. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E isso tudo associado ao fato de eu não ficar com meu celular o tempo todo à tira-colo, acaba por fornecer espaço suficiente para malentendidos.

Não faço por mal, juro. Só que não dá pra explicar como é estar sob pressão o tempo todo e, mesmo assim, ainda ter que lidar com as coisas do cotidiano com a mesma avidez de como se não tivesse nada pra fazer. E tem mais, o fato de não ter tempo disponível pras coisas que eu tenho como lazer, também é fator coadjuvante pra piorar minha situação porque eu viro outra pessoa. Sem skate, sem praia, sem bateria, sem banda, sem nada de lazer, eu praticamente viro um autômato autônomo. Não penso, só executo. Aí quando consigo uma folguinha pra escapulir e fazer o quê preciso fazer pra desanuviar as idéias e a cabeça, simplesmente largo tudo e saio correndo.

NADA justifica esquecer o aniversário de alguém querido. NADA, de verdade. E quanto à mim, só me resta tentar dizer que não foi por mal e tentar expressar o quanto essa pessoa é importante e especial pra mim. Mas nem sei se isso interessa mais para essa pessoa, até mesmo porque já demorei muito a me tocar que havia esquecido a data, mas pra mim interessa… e muito.

Então, feliz aniversário pra você. E, acredite em mim, não foi por mal. Não foi mesmo.