Devaneios de um Qualquer


Eu, a Gis e mais 998 Casmurros.
28 Novembro, 2008, 4:17 pm
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Ae, dei uma passada básica pelo blog da Gis (Caixa de Gis) e vi um post falando sobre uma iniciativa, na minha opinião claro, muito massa. Trata-se de uma leitura coletiva de Machado de Assis.. Quem quiser conferir, ou deixar seu vídeo, basta acessar o site Mil Casmurros e seguir os passos no site, é moleza.

Meu trecho já tá lá… ;) e aqui tb.

(vídeos e fotos servem apenas pra lembrar o quão feio se é, pqp. :D )



Eu sou preconceituoso, vai encarar?
25 Novembro, 2008, 11:49 pm
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Queridos leitores: O assunto desperta a indignação, e como esta leva à inspiração para o discurso. Perdoem-me pelo tamanho, mas acho leitura válida.

Li num blog (Café e Papo – Linkado aí ao lado) hoje um texto escrito pelo Sebastian, aquele negão que faz propagandas pra C&a. Tá mas antes de mais nada queria te perguntar uma coisa: Você vê problema em ele ser chamado de negão??? Eu não, ele é um negão mesmo. E no texto que escreveu ele fala com orgulho disso. Afinal de contas se me virem andando sem camisa pela rua, com certeza me chamarão de branquelo e estarão cobertos de razão. O problema é usar o termo no sentido pejorativo, falar de forma agressiva, diminutiva. Mas no mais, se fala a verdade. Até mais por ser uma diferença notável no fenótipo do indivíduo, nada mais.

No referido blog, inclusive, fiz um comentário (praticamente um post) sobre o assunto e me senti na obrigação de falar algumas coisas a respeito, mas sob o meu ponto de vista.

Pra começo de conversa os lugares onde morei sempre foram repletos de neguinhos assim como branquelinhos.. Sabe como é né? Cidade pequena, colégios públicos decentes, tudo muito perto de todo o resto da cidade, e eu morando num lugar relativamente distante em relação ao centro da cidade. Assim que cheguei na cidade, só tinha um “colego”. Mas depois já conhecia todo mundo, numa determinada faixa etária, que morava nos 20 quarteirões próximos à minha casa. Aí era apelido que não acabava mais: Cabeção e depois Pitô(eu), Jesus (usava mullets), banha, Vevé,Uéito (abreviação de Wellington), Rato, Tripa, Moça, Fael, Mael, Canelinha, Êra, Mula Russa, Jão bito, Garga, Cota(Cotonete), Tixago, Filhote, Son e mais outros que eram chamados pelo nome por serem tão feios que nem dava pra identificar alguma coisa similar pra usar como apelido. Basicamente o quê contava era o quê cada um era, por que na hora de jogar bola era o quanto cada um jogava. Na hora do pique-esconde era quem sabia se esconder melhor. Na “boleba” era quem mandava melhor no triângulo ou na baiana. Na pipa era necessário saber cortar e aparar. Então, a cor da pele nem era levada em consideração. Simplesmente não vejo por quê ainda existem imbecis – deixa eu repitir: IMBECIS! – que teimam em achar que podem avaliar o quão boa é uma pessoa pela quantidade de melanina no corpo. Pelamordedeus né?

À partir dessa infância meu preconceito sempre cresceu muito. É sim, tenho preconceito. Sou preconceituoso e admito. Mas direciono esse preconceito aos racistas, à quem comete qualquer ato discriminatório. Acho que eles são dignos de pena, por quê deixam de conhecer maravilhosas pessoas por acharem válidos os “super poderes de qualificação por medição de melanina na pele alheia” por exemplo. Onde já se viu? Esses filhos da puta deveriam ser punidos por isso sabia? Não digo serem punidos por executarem atos racistas, deveriam ser punidos por PENSAR assim.

E tenho que confessar que já fui discriminado mesmo sendo branquelo. É sério, imagina a situação: Chego, eu, num pagode de uma galera que eu conhecia e peço pro cara que tava tocando tã-tã pra deixar eu tocar umas músicas. Detalhe que ele me conhecia, o vocalista do pagode não. E o vocalista, que também tocava cavaquinho, me olhou de cima a baixo e disse:

- Ah, fala sério né? Tá bêbado já ô branquelo?

- Tô bêbado sim, mas deixa eu tocar só pra dar um descanso pra ele aqui?

O resultado disso, sem falsa modéstia, foi o cara pedindo o celular do branquelo aqui pra tocar com eles. Tá vendo? Filho da puta! Se fudeu por julgar pela quantidade de melanina na pele.

Além de ter a visão sobre fatos pequenos, também vejo outras atrocidades sendo cometidas na sociedade por eleitores cegos e por alguns governantes que instituíram o sistema de cotas em inúmeras faculdades no Brasil. Tá, o sistema de cotas tá certo de ser implementado mas estão usando um critério de avaliação errado. Novamente o super-poder funciona e a razão e a inteligência falham, pois os candidatos ao vestibular deveriam ter um sistema de cotas com o aluno sendo beneficiado pela faixa de remuneração familiar, não pela cor da pele. Isso sim não seria discriminatório, por que eu sou branco e fui pobre e tive que me ferrar pra conseguir uma faculdade descente. E também até mesmo por quê alguns dos argumentos dados para aprovação do sistema de cotas era aumentar a quantidade de cidadãos considerados pobres nas faculdades públicas e privadas. E como já foi provado por pesquisas que a maioria dos cidadãos classificados como pobres são negros, essa “solução” seria literalmente paliativa como todas as outras dadas pelo governo de uma forma geral. Mas, na minha opinião, está erradíssima.

Dia da Consciência Negra por exemplo é outra palhaçada, comparável na estupidez da criação ao dia Internacional da Mulher. Já pensou? Para cada merda que a sociedade contemporânea faz, é criada uma data comemorativa para “celebrar” a mudança de pensamento, e relembrar os tempos ruins??? Onde já se viu? Dia do Orgulho Gay é pra lembrarmos daqueles caras do exército, que cometiam “Loucuras de Caserna” e foram presos e humilhados em cadeia nacional??? Tomara que não tenhamos o Dia Internacional das Criancinhas estupradas né??
O Dia Internacional da Mulher surgiu de mulheres que protestaram contra a diferença de direitos em relação aos homens. Quer dizer, querem lembrar das raízes machistas da sociedade? Comemorar uma coisa que devia ser direito desde sempre? É, essas datas, em parte, têm a sua glória. Lembram de direitos que foram conquistados, erros deixados pra trás. Mas ainda acho que tá errado mesmo assim.

Infelizmente temos que viver numa sociedade racista, machista, e hipócrita. Que pra mim são três adjetivos que traduzem basicamente preconceito puro, contra as mulheres e os negros, os pobres, os deficientes,e por aí vai… É mesmo, tenho preconceito de pessoas que pensam que tem super-poderes avaliadores de diferenças físicas ou visuais sem nem ao menos conhecer, sem saber dos sonhos, das experiências, de tudo de cada um.

Digo isso tudo por saber que é bom ter namorada negra, morena, mulata. Por saber que é bom ter amigo gay (amigo gay é MARA como diz uma amiga da faculdade), por quê eles conhecem um moooonte de garotas e sabem de TU-DO da vida delas. Digo por guardar até hoje inúmeras amizades de infância, que resistiram ao tempo sem se importar com a cor da pele.

Fala sério. Tenho preconceito mesmo, e aí? Você não tem super-poderes né?



Olhares que falam.
25 Novembro, 2008, 4:45 pm
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Se pudesse descrever o quanto quero-te.
Seria descrever desejo sem medidas.
A falta de palavras e a sobra do que não falar.
Te decifro, você sabe.
Te desejo, você nega.
Como não gostar sem ao menos provar?
Mas se provar, irá se lambuzar.
Pra não se apegar, deverá esquecer.
Que às estrelas posso te levar.
Ao meu mundo, te apresentar.
E no meu sexo, te enlouquecer.
Seus olhares, pra mim, são frases.
Simples e diretas, que traduzem tudo.
Explicam sua essência, sem querer.
Me fazem, mais ainda, ansiar para te ter.



Diversão
21 Novembro, 2008, 3:03 pm
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A luz da lua entrava por entre as cortinas da janela, cálida pelos reflexos do lençol de seda rubro, quando entraram no quarto. A cama parecia ansiosa para recebê-los.

Ela o trazia pela mão, havia preparado tudo e não queria que nada fosse diferente do quê havia planejado. O vestido, o batom, o jantar, o vinho, Portishead como fundo musical, as velas, tudo havia sido premeditado. A entrega dela era notável. E ele a agarrou pela cintura, ainda de pé, e lhe beijou a boca lânguida com a volúpia que o momento requeria. Retirou uma das alças do vestido, deslizou a mão pelo ombro nu, admirando a suavidade de sua pele enquanto olhava em seus olhos. Conseguia sentir a respiração ofegante, o coração dela acelerado. Mas ele não tinha pressa, ansiava por aquele momento tanto quanto ela e queria extrair cada detalhe de cada segundo. Pressionando-a contra seu corpo, para que sentisse seu membro rijo, beijou seu pescoço e murmurou em seu ouvido:

- Hoje vou te ter como sempre quis, inteiramente minha.

Ela consentiu apenas com um pequeno sorriso no canto da boca e retirou a outra alça, fazendo com que seu vestido caísse deixando à mostra seu corpo, inteiramente nu. Ela o ajudou a se despir e, ainda de pé, se beijaram mais uma vez. Naquele momento parecia que seus sentidos estavam mais aguçados, os cheiros de seus corpos já transcendiam a luxúria. Liam seus olhares e, através deles, parece que sabiam o quê fazer e como fazer.

Ele ainda parecia não acreditar que aquela mulher o queria. Sabia o quanto já havia sonhado, e ansiara por aquele momento. Deitados lado a lado, ele parou enquanto passeava seu tato por todo o corpo dela, fazendo-a sentir a leveza de seu toque, depois a leveza de seus lábios pelo corpo todo, até chegar a seu sexo que, úmido, inebriava-o com um odor maravilhoso, um convite para degustá-la. E ela delirava às carícias feitas por ele, ao seu toque, ao seu olhar direto no dela. Pois até isso ele queria guardar, o rosto contorcido de prazer, os gemidos, o gosto, os odores.. tudo. Mas não era só ele que queria ver expressões de prazer, sentir o gosto do sexo. Isso também era interesse dela e, de súbito para que não chegasse ao clímax antes da hora, inverteu a posição e começou a proporcionar mais prazer do quê ele já havia sentido. E o olhar dela, a vontade que ela tinha em satisfazê-lo, dava mais prazer a ele.

Ela então, atendendo a um pedido dele, voltou a beijar-lhe a boca enquanto unia os sexos dos dois praticamente em um só, que ardiam de vontades. Depois os corpos se impactando um contra o outro. Cada minúcia era importante, o suor e os líquidos do sexo eram aparentes, agradáveis e confortáveis. Ditavam o odor da luxúria, de dois corpos se amando com velocidade crescente. Até que o êxtase chegou explodindo os sentidos como fogos de artifício numa noite linda e clara de ano novo. Haviam chegado à simplicidade de sua essência juntos, e explodiram em um riso descontrolado, aconchegante. E ali ficaram se olhando e rindo, ele ainda com o sexo dentro dela.. Exauridos e estupefatos, mas ainda rindo. Afinal, haviam se divertido. Os beijos continuaram, o riso também. Nada de dormir nessa noite, uns minutos depois voltaram a se amar novamente, e assim foi até o raiar do dia. Afinal de contas pra quê fechar os olhos se o seu sonho está bem diante de você?



Eu e ele..
18 Novembro, 2008, 11:20 am
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- Pai, você podia ser rico hein?
- Mas eu já sou rico ué.
- Né nada.
- Sou sim. Mas o que você acha que é ser rico?
- Ter uma casa grande, um carrão bonito, um monte de dinheiro..
- Mas isso aí é ter muito dinheiro, é disso que você tá falando? Ou ser rico de verdade?
- Não sei.
- Por que? Não entendeu?
- Não.
- Ser rico, quer dizer que você tem muito alguma coisa, mas nem sempre isso quer dizer só dinheiro.
- Ãhn..
- Entendeu agora?
- Mais ou menos.
- Eu sou rico.
- Rico como?
- Já consegui alcançar muitas coisas que queria, e por tudo o que vivi, tenho sorte de ser o que sou hoje e ter o que tenho.
- Mas você não é rico.
- Não, não sou rico de dinheiro. Mas tenho minhas riquezas e você é uma delas.
- Ah Pai, pára de brincadeira.
- Tô falando sério. Me responde uma coisa, você tem quantos brinquedos?
- Não sei.
- Por quê?
- Tenho um monte ué, nunca contei.
- Então, me considero rico por você poder ter um monte de brinquedos.
- Mas isso não é ser rico.
- Se você tivesse apenas 1 carrinho pra brincar, você se sentiria rico de brinquedos?
- Não.
- Então, comigo foi assim eu ganhei um carrinho que durou 5 anos. Claro que ganhei outros brinquedos, mas dá pra contar eles nos dedos de uma mão. Aí me considero rico de dinheiro o suficiente pra poder te dar quantos brinquedos eu quiser, e achar que você merece.
- Você não ganhava presente??
- Ganhava, às vezes eu ganhava 3.
- É, você me deu 3 presentes no meu aniversário.
- Mas eu ganhava 3 presentes por ano.
- O QUÊ?
- É verdade, ganhava 1 no meu aniversário, 1 no dia das crianças e outro no Natal.
- Por quê só isso?
- Por que brinquedo não é tão importante como comida, por exemplo.
- Mas não tinha dinheiro pra comprar comida?
- Às vezes a comida era o suficiente contado para o mês. E depois que seu Avô morreu, a gente foi morar numa casa que sempre que chovia forte, entrava água de esgoto no quarto onde eu e seu tio dormíamos. Aí sua Avó gastava com o quê era necessário, não com brinquedos.
- E você continuava dormindo lá?
- Uhum, não tinha outro lugar pra onde ir ué.
- Mas se você não tinha brinquedos, brincava de quê?
- Ah, o único presente que fiz questão de atazanar a sua Avó até ela me dar, foi uma bicicleta.
- Aí você só andava de bicicleta?
- A noite sim, durante o dia vendia verduras, pão que sua avó fazia, consertava outras bicicletas, isso tudo indo na casa dos outros e batendo de porta em porta.
- Você fazia isso sozinho? Pra quê?
- Uhum. Era a minha mesada ué.
- Quantos anos você tinha?
- Onze.
- Ah, então você era mais velho que eu sou.
- Mas na sua idade eu ia pro colégio de ônibus, sozinho. E ia de ônibus por que seu avô ainda tava vivo, e dava pra ir pra um colégio melhor mas que ficava mais longe.
- E você não tinha medo?
- Medo de quê?
- De andar de ônibus ué.
- TInha nada, só não gostava de ter q pegar dois ônibus pra ir e dois pra voltar.
- Mas pra você me dar brinquedos, tem que ser rico de dinheiro né?
- Na verdade “ser rico” pra mim é poder te dar o que não tive, o que não puderam me dar, não deixar você passar pelas mesmas coisas que passei.
- Hum…
- Quê foi?
- Não, nada não.
- Fala rapá.
- Não, é que queria te perguntar se quando a gente chegar em casa você quer meu carrinho novo pra você.
- Meu presente eu já ganhei, pode ficar com seu carrinho novo.
- É? O que você ganhou?
- Você.
- Pára Pai.
- Quando chegar em casa a gente brinca de banco imobiliário.
- Tá bom. Mas pode deixar que vou deixar você ficar rico..
- Rico de quê?

- Dinheiro de papel Pai.



Aquele beijo.
17 Novembro, 2008, 11:10 am
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Minha mente não me obedece ultimamente.
Teima em recordar-me daquele beijo
Em trazer de novo o gosto da tua boca,
O teu cheiro, o teu ar, o teu olhar
Ainda lembro da sua respiração
Do teu corpo contra o meu.
Mãos, bocas, línguas..
Por alguns instantes se tornaram um só.
E frações de segundos se tornaram
Uma eternidade em minhas memórias.
Onde cada detalhe, cada minúcia é real.
Revivo-as desapercebidamente, inadvertidamente.
Me desconcertam, me desconcentram.
Me fazem querer mais, te querer mais.
Me fazem quere-te como meu bem querer.


Meme
13 Novembro, 2008, 4:37 pm
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Atendendo a pedidos da Srta. Ana Rosa ( http://vdcotidiana.blogspot.com/ ), seguem os memes respondidos:

O 1º

A ÚLTIMA PESSOA COM QUEM FALOU HOJE: Meu colega de trabalho.
A ÚLTIMA COISA QUE FALOU: Ah muleke!
O ÚLTIMO PENSAMENTO: Tenho que estudar pra prova de banco de dados.
A ÚLTIMA PESSOA QUE SE RECONCILIOU: Minha irmã.
A ÚLTIMA PESSOA COM QUEM BRIGOU: Minha irmã.
A ÚLTIMA PESSOA QUE FALOU DE DEUS PRA VOCÊ: Um colega de trabalho.
ÚLTIMO LUGAR QUE VOCÊ GOSTARIA DE ESTAR: No trabalho.
O ÚLTIMO FILME QUE ASSISTIU: O caçador de pipas.
O ÚLTIMO LIVRO QUE VOCÊ LEU OU ESTÁ LENDO: Os Cem Contos de Ouro da Literatura Brasileira
O ÚLTIMO PRESENTE QUE GANHOU: Um chaveiro que peida.
A ÚLTIMA COISA QUE GOSTARIA DE ESTAR FAZENDO: Queria um show da minha banda em qualquer lugar, com meus amigos.
O ÚLTIMO TELEFONEMA FEITO OU ATENDIDO NO SEU CELULAR OU TELEFONE: Da Lara, perguntando sobre o trabalho que a gente tem q fazer pra aula de Estrutura de Dados.
O ÚLTIMO CONSELHO QUE DEU E PRA QUEM DEU: Acho que você devia incluir seus arquivos na rede, pra fazer parte do backup – Meu gerente.
A ÚLTIMA VEZ QUE CHOROU E PQ: Ontem, chorei de rir por ver o Vasco ser massacrado pelo Atlético Mineiro.
O QUE FARIA HOJE SE FOSSE SEU ÚLTIMO DIA DE VIDA: Pediria desculpas por males que tenha causado, e se desse tempo faria tudo o quê pudesse antes do tempo acabar.

O 2º

Nome: Fabio Fernandes
Idade:28 anos
Local de Nascimento: Magé – Rio de Janeiro
Peso: 85KgsAltura: 1,83m
Apelido de infância: Fabim
Qual é a sua maior qualidade? (Poxa, meio tosco isso hein?) Sei lá, prestar atenção em tudo.
Pior defeito: Todos os que tenho.
Qual é a característica mais importante em um homem? Caráter.
E em uma mulher? Caráter também.
Qual é a sua idéia de felicidade? Conquistar tudo o quê almejo.
E o que seria a maior das tragédias? Perder meu filho.
Quem você gostaria de ser se não fosse você mesmo? Não gostaria de ser outra pessoa.
E onde gostaria de viver? Em todos os lugares ao mesmo tempo.
Qual é sua cor favorita? Preto
E o seu desenho animado favorito? Bob Sponja
Qual o seu escritor favorito? Maquiavel e Cecília Meireles
E seus cantores e / ou grupos musicais? Bob Marley, Metallica, Pearl Jam e DEBORESTE ( http://palcomp3.com.br/deboreste/ )
O que te faz feliz instantaneamente? Meu filho.
Quais dons você gostaria de possuir? Ler os pensamentos das mulheres.
Tem medo da morte? Não.
Quem é seu personagem de ficção favorito? O interpretado pelo David Belle no filme “O 13º Distrito” (convenhamos, Le Parkour é foda.)
Qual defeito é mais fácil de perdoar? Impaciência.
Qual é o lema de sua vida? Fazer o quê quiser, quando quiser ou quando puder. Mas nunca fazer mal a ninguém, a não ser para revidar.
Qual sua maior extravagância? Comer fora TODO sábado.
Qual sua viagem preferida? Qualquer uma…
Se pudesse salvar apenas um objeto de um incêndio, qual seria? Meu Laptop.
Qual é o maior amor de sua vida? Meu filho e a própria vida.
Onde e quando foi mais feliz? Quando meu filho nasceu.
Qual é sua ocupação favorita? Tocar bateria e (por enquanto) andar de skate(Longboard).
Pensa em ter filhos? Já tenho.
Quantos? Se pudesse teria uma.
Um animal de estimação: Cachorro.
Uma atividade física: Qualquer uma..
Esporte: Bodysurf, Skate, peladinha com os amigos…
Prato que sabe fazer: Salmão ao molho de maracujá.
Uma comida que gosta: Todas.
Uma invenção tecnológica sem a qual não vive: iPod.
Gasta mais dinheiro com: Gasolina
Uma inabilidade: Pintar/desenhar – Tato para falar a verdade.
O que não faria em nome da vaidade? Nada.
Uma mania: Mexer na barba, quando barbudo.
Uma saudade: Meu Pai.
O primeiro beijo: Memorável.

Vou repassar para… pra…. ah, quem quiser pega ae e faz também.



“Given to Fly”
11 Novembro, 2008, 4:59 pm
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flying-angel-724963.jpg

Podia ter se adaptado, mas preferiu ser como queria. Depois de tudo o quê havia passado, podia se dar a esse luxo. Ao ouvir o mínimo murmúrio do vento, se escondia. Através daqueles corredores o ar se tornara gélido, insuportável para ele. Não sabia explicar o porquê de tanto medo, mas sabia que havia algo de estranho entre ele e o vento. Mas um dia, numa noite clara e quente, furtivamente resolveu fugir, tentar escapar daquela prisão mesmo ainda não sabendo ao certo se a prisão era sua mente ou aquelas paredes. Correu sem parar, à luz da lua cheia, ainda um pouco receoso pois, sabia que a qualquer momento o vento poderia surpreendê-lo. Então começou a perceber o quê perdia por estar preso, viu inúmeras cenas ao ar livre passarem por sua cabeça e ao mesmo tempo sentiu ódio por privarem-no daquilo. Foi então que, de súbito, decidiu enfrentar seu maior pesadelo, exorcizar seus medos. Subiu até a montanha mais alta disposto a encarar o vento, e admitir que não tinha mais medo dele. E com um abismo à sua frente, o mar batia contra às pedras lá embaixo, ele encarou o horizonte e gritou:

- Não tenho mais medo de você!!

Foi aí então que o vento bateu como uma onda, arremessando-o para o ar. Ele subiu sem parar, rodopiando e ao mesmo tempo são de tudo o quê se passava. A terra se distanciava cada vez mais rápido de seus pés, e ele pôde perceber suas enormes asas brancas que o levavam para longe dali. Ainda não conseguia controlá-las, parecia que tinham vida própria. Elas o levaram para uma altitude quase sufocante, rarefeita, e o ar frio fazia o medo aumentar mais ainda. Então as asas o fizeram planar e ele, aterrorizado, começou a perceber que elas não lhe queriam mal. O faziam sobrevoar toda a costa por onde sempre se imaginou correndo, o mar era mais belo àquela hora, e a lua estava tão grandiosa no céu que parecia olhar para ele. Foi então que começou a se acostumar e até tentou aproveitar o vôo, mas nesse momento sentiu que tomava o controle das asas. Aí todo o medo ficou pra trás, toda a angústia que lhe afligia a alma fora esquecida. Se sentia pleno, nato, vivo. Todo aquele constrangimento da vida se tornara plena satisfação. Esse era o ingrediente que faltava pois agora tinha certeza que estava em seu habitat natural, percebera o seu lugar.

Vôou de volta até onde havia sido aprisionado, para destruir as correntes que aprisionaram tantos outros, por tanto tempo. Fez com que todas as correntes e grades fossem abertas só com a força de suas asas. Mas havia sido pêgo de surpresa quando sentiu seu sangue escorrendo por onde uma faca havia lhe penetrado a carne. Tal faca era de homens sem face que o aprisionaram. Tentaram detê-lo inutilmente, mas ele ainda se manteve de pé e libertou a todos. Pois o novo amor pela vida era o suficiente para ele e para todos que o acompanhassem.

Às vezes ainda se vê um estranho ponto no céu, um ser humano que recebeu o dom de voar.

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Texto baseado na música Given to Fly – Pearl Jam.



Fez parte do meu show…
10 Novembro, 2008, 12:00 am
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Era sua primeira vez. Simplesmente era impossível esconder o nervosismo. Repassava, mentalmente, inúmeras vezes o quê havia tanto ensaiado. Mas mesmo assim ainda parecia que estava faltando alguma coisa para lembrar. O nervosismo já se tornara incontrolável. E se quando a hora “H” chegasse, falhasse? Nunca precisou de drogas para se animar, fazia questão de frisar isso. Mas naquele dia, o nervosismo era tanto que podia até ser uma boa idéia. Faltavam poucos minutos, e eles eram intermináveis. Queria saber logo se seria fracasso ou sucesso, orgulho ou fiasco. Não pensava no fim, só imaginava o começo. Se se atrapalharia, se todas as dificuldades seriam deixadas pra trás. A ansiedade e a insegurança lhe faziam companhia, era inegável. As unhas já haviam se ido. O relógio já tinha virado lugar favorito do olhar. Não via a hora de livrar-se daquela angústia. Até que o momento chegou. Mesmo com o coração na boca, com as mãos e pernas trêmulas. Colocou-se em seu lugar, e tentou engolir o coração. Não podia mais desistir, agora era tudo ou nada. Teve que encará-la, não podia se amedrontar naquele momento. Caminhou até ela seguro de si, ao menos era o que demonstrava, sentou-se e apenas a observou. Naquele momento esqueceu todo o nervosismo, toda a insegurança, e sentiu uma confiança que levantou o seu moral. Assim que começou a tocá-la, demonstrou ainda uma certa incerteza do quê estava fazendo. Mas logo pegou o jeito e a tocava do jeito que mais gostava, com toda a força. Usava todo o sentimento que possuía para tornar aquela ocasião especial o quanto era merecido. Os amigos incentivavam minutos antes, ajudaram involuntariamente a recuperar o auto-controle. Mas e toda aquela gente olhando? Teria que ignorá-los e fazer tudo como se não estivessem ali. No início não era uma sensação confortável, parecia que cada olho presente aumentava suas possibilidades de fracasso. Mas não se abateu. Manteve-se firme, afinal de contas sabia o quê estava fazendo. Sabia ninguém mais poderia fazê-lo, que não cabia a mais ninguém fazê-lo. E se surpreendeu, e se superou. Superando assim as expectativas de todos. E depois de duas horas, percebeu que a habilidade sempre sobrou, o que faltava era a experiência. Mas vale lembrar, aquela foi apenas a sua primeira vez..



Um e Outro.
9 Novembro, 2008, 10:46 pm
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Um é alegre.
O outro é eufórico.
Um costuma ser consciente.
O outro insiste em falar alto.
Um não deixa escapar nenhum detalhe.
O outro deixa os detalhes pra trás.
Um sempre sabe o quê dizer.
O outro não sabe quando calar.
Um sabe como se esconder.
Outro não seria mais óbvio.
Um sabe quem ama.
O outro ama quem puder.
Um, pensa e faz.
O outro só faz.
Um diz o quê quer.
O outro mente descaradamente.
Um radicaliza.
O outro descarta a idéia.
Um sabe tudo.
O outro sabe mais ainda.
Um se controla.
Não mexa com o outro!
Um planeja apenas.
O outro executaria sem titubear.
Um dorme.
O outro desmaia.
Um arruma.
O outro bagunça.
Um sóbrio.
Outro ébrio.
Um escreve.
O outro também.