Devaneios de um Qualquer


Série – Sugira e veja no que dá..
26 Janeiro, 2009, 12:38 pm
Arquivado em: Não sei o quê

Há algum tempo atrás tive a idéia de deixar um post aqui aberto à sugestões. Aí hoje resolvi colocar essa idéia em prática, portanto estou aberto à sugestões para os posts futuros. Sugira uma palavra, uma frase, uma idéia, que eu desenvolverei o texto..

Enfim, não sei quantas pessoas aderirão à idéia, mas inicialmente pensei em escrever sobre todas as sugestões.. Mas preciso de um limite, portanto serão aceitas as 5 melhores idéias/sugestões.

E vamo ver no que dá…



Aquele Amor
22 Janeiro, 2009, 5:59 pm
Arquivado em: Amor, Contos

Ele apenas queria o desconhecido. Queria provar de tudo que era tão novo pra ele quanto a própria idade. As atitudes, muitas vezes impensadas, eram imaturas e impulsivas, tomadas sempre com a emoção e nunca com a razão. Vislumbrava uma infinidade de opções que a vida lhe mostrava, e se perdia por entre os defeitos e qualidades de cada uma delas. Ainda não tinha noção do quê queria, do quê seria ou do quê faria. Mas amor, ele sempre quis um só. Sempre quis Aquele Amor, o amor dela. E ela era um amor, assim considerada pela família dele e, acima de todos, por ele. Ele a amava tão intensamente, que imaginar a dor de perdê-la já o colocava fragilizado, com os prantos a transbordar pelos olhos. Aquele Amor era recíproco, ambos se desejavam e compartilhavam de um carinho imenso, um companheirismo que só eram esquecidos quando o ciúme aparecia. Ciúme ainda imaturo, infantil, inconsciente, inoportuno, mas que ainda era pura demonstração de amor e afeto.
Ele demonstrava seu amor com olhares, com versos e prosa, com flores, com todo o sacrifício que lhe cabia e aceitava-o de bom grado. Afinal de contas, ele recebia o amor dela em troca. O amor dela era um amor lascivo, uma paixão estonteante. E ela demonstrava seu amor de modo insinuante, sempre exibindo suas curvas perfeitas para que ele se deleitasse, sempre o fazia rir com todas as brincadeiras possíveis. Ela era de beleza inigualável, de inteligência notável, de simpatia invejável. E, sim, ele a amava com todas as suas forças, e era amado em retorno.

Só que a imaturidade dele fez com que uma cadeia de acontecimentos se iniciasse. Uma atitude impensada, virou uma fofoca que virou conversa que virou discussão que virou briga que virou o fim. E como se o fim ainda não bastasse, ele brigou com o Pai dela. Disse todas as verdades que, à sua boca, ainda eram verdades, mas no ouvido do Pai dela eram insultos, enormes e gigantescos insultos. Ele foi rechaçado e desafiado a nunca mais voltar.
Ele se foi, e levou consigo a dor no peito de perder seu grande amor. Ambos eram apenas crianças, haviam sido namorados, amigos e amantes pela primeira vez. E ele nunca a esqueceria, assim como ela também não, como prometido. Ainda carrega a angústia de saber que ela é a mulher da vida dele e, que somente com ela, ele seria feliz.
Cada um seguiu seu caminho, viveu sua vida. E ele ainda carrega consigo Aquele Amor, ainda acredita que só ela o fará feliz. Não que não tenha sido feliz com outras, mas não era uma felicidade completa, que preenche todo o ser. Era feliz com outras, mas ainda pensava nela. Assim como ela tinha tido seus casos, mas sempre que se esbarravam era nítido em seus olhares que Aquele Amor ainda estava lá. Encontraram-se algumas vezes às escondidas, na calada da noite à luz da lua conversaram e se entreolharam sabendo que Aquele Amor ainda estava latente em ambos. Fizeram amor à luz do luar, contando estrelas. Reviveram, mesmo que momentaneamente, Aquele Amor que ainda ardia forte em seus corações. Aquele sentimento que não se explica, apenas se vivencia.

Ele ainda acreditava que cabia mais uma chance, mais uma oportunidade de demonstrar que os defeitos do passado ainda estão todos lá deixados pra trás, e superados, nos anos que se passaram. Acreditava que tudo o quê sentia só precisava dela para ser revivido, só precisava que ela também o quisesse. Mesmo sabendo que o amor que ele ainda carrega no peito seria o suficiente para os dois, ainda assim queria o querer dela. Queria ver aquele desejo nos olhos dela, ver Aquele Amor nos olhos dela. E bastaria apenas uma palavra para ele correr para os braços dela, e amá-la, como ninguém nunca amou ou amará. Mas para isso acontecer, ela tem que querê-lo.



QuickPost
19 Janeiro, 2009, 2:11 pm
Arquivado em: Não sei o quê

Gente, tá brabo.. Minha inspiração disse que ia na padaria comprar cigarros e ainda não voltou. Assim que possível vou postar algo que preste por aqui.. Enquanto isso, vai aí um poeminha que achei anotado na capa de um caderno meu da 7ª série…

Ainda que não me queira mais,
Que não queira o meu bem querer.
Sempre serás o meu cais.
Meu porto onde posso me ter.
Querer bem que não dissipará jamais.
Embora te querer ainda me faça sofrer.
Já tentei de todas as formas não te querer mais.
Mas meu coração só faz pensar em você.



Coadjuvante.
10 Janeiro, 2009, 10:48 pm
Arquivado em: Diversos, Não sei o quê

Tem gente que afirma que entre o mocinho e o bandido, é sempre melhor ser o mocinho. Aí eu coloco um “peraí”. Sinceramente? Não quero ser o cara que passa a vida toda esperando pelo final feliz sem fazer nada, só perdendo todas as batalhas iniciais, pra triunfar no final. Pode até ser legal este triunfo, mas qual é a graça de ser o cara que não se arrisca, que não põe tudo a perder pra ver no que dá? Já falei em outro texto que quando quero sei ter tudo de bonzinho, assim como de malvado. E entre os dois perfis prefiro um que obedeça às minhas vontades, não precisa ter o extremo, pode ser um meio-termo bem temperado.
Acho que existem coisas que merecem ser feitas às cegas, sem informação, sem certeza do fim, sem idéia do quê vão pensar, sem predição. Mas por quê? Por estar vivo, por querer que a vida tome as decisões, por depender de outros serem influenciados por nós, por depender de coisas que estão alheias ao meu controle. Eu SOU assim e, gosto, gosto muito disso. Acho que para cada sensação existe uma ação, e consequentemente uma reação. Só que a reação não é previsível, e daí a graça de viver. Daí o bom de tudo, de colocar a inteligência emocional em prática pra avaliar tudo e todos que me cercam, pra saber quando, como e onde falar e o quê falar. Saber ler olhares, saber identificar as expressões corporais, de saber escolher o momento certo pra colocar a palavra, e a frase certa.
Em certos momentos isso vira uma faca de dois gumes, por quê acaba por dar a oportunidade de perceber coisas que seriam melhores se não fossem, por mim, percebidas. Fazem com que eu leia nas entrelinhas, coisas que eu não quero ler, que não quero ouvir, que não quero saber. Comentei num site amigo dia desses, sobre a frase: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o quê é.” E acho que essa frase é completamente válida em inúmeros aspectos, por simplesmente expressar que cada um entende o quanto é fácil e difícil ser como é, cada um entende perfeitamente o quê tem de melhor e o quê tem de pior, cada um sabe do quê é e do quê não é capaz.
Então, por me conhecer e saber como são as coisas aqui dentro da minha caxola, eu sei que na verdade não gostaria nem de ser o mocinho, nem o bandido, acho que escolheria um papel coadjuvante. Um papel que fica em segundo plano, que às vezes pode passar despercebido, o cara que pára pra amarrar o cadarço fora de foco, aquele cara que no desenrolar da história não faz muito de interessante no que é o centro das atenções. Mas por trás dos panos tem uma história, e essa história só cabe a mim conhecer.
Aprendi em outro blog amigo, não o comentado anteriormente, a comentar músicas pertinentes ao texto, e aí vai:

God only knows all the places I’ve been.
But I love this life that I’m living in.
I won’t look back to regret yesterday.
So I’m headed for tomorrow, and now I’ll live for today.

But I’m still haven’t found what I’m looking for.

ARGH!
Aí fiquei com vontade de citar a subjetividade de Bob Marley (de novo):

When one door is closed, don’t you know? Others are opened.

Cuz’ I never give up the fight.

Enfim, quero ser coadjuvante.



Portanto..
9 Janeiro, 2009, 11:22 am
Arquivado em: Fragmentos, Poesias

De tanto eu falar, parece que as palavras já perderam o sentido.
De tanta estagnação, parece que parei de respirar.
De tanto ameaçar e não cumprir, já descaracterizou-se a ameaça.
De tanto continuar do mesmo jeito, não mudei.
De tanto insistir no erro, acabei acertando..
De tanto me enganar, me iludi.
De tanto mentir, me convenci que era verdade.
De tanto dizer a verdade, me arrependi.
De tanto mudar, melhorei.
De tanta dor, fiz alegria.
De tanta saudade, fiz muita dor.
De tanto pensar, cansei.
De tanto ler, aprendi.
De tanto gostar de viver, vivi. Intensamente.
De tanto me magoar, entendi o quê não quero.
De tanto repetir a mesma coisa, passei a ignorar.
De tanto ignorar, não quis me acomodar.
De tanto não dar certo, joguei tudo pro alto.
De tanto viver, escrevi.



Desejo Meu
6 Janeiro, 2009, 11:24 pm
Arquivado em: Poesias

No desleixo dela
Estão os defeitos meus
Entre os seios dela
Estão os desejos meus
Naquela boca macia
Descansam os beijos meus
E seus olhares cortantes
Que derretem a minha pele
São os segredos meus
Aquela voz em meu ouvido
Desfaz a minha carne
Rodopia a minha mente.
Entre os suspiros dela
Encontro a minha paz, o meu desapego
Entre os minutos distante
Uma saudade lanscinante
E nos reencontros, aquele sorriso
Que trás tudo de volta.
Uma paz, e o inferno
Um verão e um inverno
Naquele cólo, tenho-me de volta.
Me convenço da vida
Me agrado do gozo dela
E me acabo no meu.
Mas aquela boca, aqueles olhos
Aquele fogo, logo me fazem querê-la de novo
E ela, me querer bem.