Não quero mais tentar.
Faço do desgosto um alívio.
Entre súplicas e lamúrias
Sei que não vou alcançar.
Busca vã pelo meu norte.
Companhia incessante da solidão
Não pude contar com a sorte
Desse amor em meu coração.
A porta aberta, o porto certo.
A casa, o cais, o caos.
Por aqui, só um peito aberto.
O vazio, o vacilo, os vãos.
Bem não podes me querer.
Querer assim, não é o que quero.
Quero amor sincero, de estremecer.
De toda alma, assim espero.
Hei de saber o quê pensas.
Não tende à meu favor, entendo.
Não dormir em noites tensas
Apenas sonhando, não vivendo.
Tuas lembranças eram acalentos
Suas histórias me traziam momentos
Seus olhares traziam sentimentos
E de sua boca, hoje, o meu maior sofrimento.
Devolva a minha paz, o meu sossego.
Faça com que eu possa sonhar novamente.
Deixe-me livre, e liberte-se também.
Pois preciso tentar ser feliz com outro alguém.
Bom, pra começo de conversa sei que muitas leitoras não ficarão satisfeitas com o assunto desse texto. Mas é uma coisa que tem me deixado tão incomodado que não tenho como não comentar. Todo mundo que me conhece sabe o quanto não gosto de novelas, mas essa nova novela das 8 é um profundo absurdo. Tá, eu entendo que é entretenimento para as massas e, inclusive, há muita gente que goste de verdade. Mas eu simplesmente acho muito mais interessante assistir a um documentário do Discovery Channel do quê assistir as baboseiras comportamentais que a Globo tenta empurrar pra dentro de nossas cabeças.
Primeiramente é fato que a Rede Globo é uma das mais ricas emissoras de televisão do Brasil. Isso se deu pela esperteza do Sr. Roberto Marinho que, desde cedo, soube explorar o mercado televisivo, além de ter buscado outros mercados para as novelas “made in brazil”. Então, por isso, a Globo faz propaganda de seus próprios produtos de maneira intensiva e, às vezes, até subliminar pois somos bombardeados o tempo todo por trechos das novelas sendo exibidos. E como se não fosse o bastante, ainda somos obrigados a ouvir as músicas das trilhas sonoras das respectivas novelas nas propagandas do CD feito pela, subdivisão da Globo Marcas, Globo Music.
Outro fator que me incomoda muito é a futilidade dos assuntos tratados nas novelas. Tá, tudo bem que ultimamente os autores têm tentado impor um cunho social para cada nova novela. Em uma se fala da situação do racismo, em outra se fala dos homossexuais, em outra se fala da violência e assim, aos poucos, a globo vai fazendo todos engolirem as intrigas de relacionamentos e ainda acharem que estão fazendo as pessoas pensarem. O quê na verdade não acontece, pois ao invés da Dona de casa pegar um livro pra ler depois de um dia estafante de trabalho, é muito mais fácil se sentar em frente a TV e engolir todo o texto fútil que está ali, previamente digerido e encenado, na forma das falas e encenação dos atores.
Pra mim a novela nada mais é do quê uma forma de fofoca. Basicamente você assiste, participa dos diálogos e no fim das contas vai comentar com a vizinha sobre o capítulo de ontem da novela, e mesmo se não comentar já é fofoca por ter se interessado pelo cotidiano de outra pessoa. Não há como negar que é a mais pura verdade.
Além de haver o fato que, para cada novela, há um nicho de expressões e frases prontas que são, prontamente, repetidas pela população e passam a fazer parte do cotidiano de todos, inclusive do meu que odeio novelas. “Hare baba”? Quê porra é essa???
Tá, já que é pra não gostar, antes tenho que conhecer. Aí ontem estava fazendo uns trabalhos da faculdade e deixei a TV ligada depois do Jornal Nacional (que também manipula algumas informações), quando começou a novela o assunto principal do capítulo era o comportamento de uma brasileira que havia se casado com um indiano mas ainda não havia se acostumado com os costumes de lá. Respeito costumes, mas alguns devem ser questionados afinal de contas assim se dá a evolução. E o quê eu mais ouvi foi o Tony Ramos falando com a esposa fictícia sobre o quê as pessoas iriam pensar quando o filho dele passasse na rua com uma estrangeira. Vê se tem cabimento uma porra dessas??? O costume impõe que ele esteja mais feliz vivendo de aparência, do quê zelar de verdade pela felicidade de um filho??? Ah tá, é costume. Mas eu me acostumei a questionar tudo e ainda bem que sou brasileiro. Porra, uma hipocrisia do cacete mostrada em horário nobre?? Na minha cabeça isso simplesmente dá overflow, não consigo processar.
Sabe por que o incentivo ao teatro não é lá grandes coisas? Por influência da globo, que só passa essa falsa impressão que leva “conhecimento” para à população. A Malhação, por exemplo, é um ninho de atores que poderiam ser direcionados para o teatro, mas isso só não ocorre por ser mais difícil para o ator conseguir um patrocinador que incentive o teatro. Hoje em dia, já foram descobertos tantos “novos talentos” que outras emissoras de TV já estão entrando no mercado de novelas também utilizando somente ex-globais. Sinceramente? Por que não direcionar esse talento todo para produção de filmes??? Por quê??? Por que as novelas dão dinheiro a apenas 1 emissora, pelo menos por enquanto é assim.
Tenho muito prazer de ser brasileiro, e tenho muito orgulho também. Por isso que sempre prestigio o cinema nacional que, inclusive, tem produzido enormes sucessos que, na minha opinião, batem de longe muitos dos filmes hollywoodianos.
Outro problema sério é que nunca são retratados problemas como eles acontecem de verdade. Você nunca verá como são as margens do Ganges na novela, por que fica feio mostrar os corpos dos mortos que são velados no rio no horário nobre da TV, e ainda assim as pessoas vão lá se banhar, beber a água, e levar pra casa para fazerem orações e benzimentos. Você nunca verá o quanto a Índia é um país de maioria pobre, e o mais populoso do mundo, onde as pessoas defecam nas ruas (de verdade), onde animais transitam livremente pelas ruas caóticas, onde o que há de mais marcante é o cheiro podre da cidade(pergunte pra qualquer um que já foi lá.), onde existe tanta desigualdade social que nem cabe comentar aqui.
Mas não verá isso só por que não é interessante pra Globo fazer essa parte “social”.
Enquanto isso, sou obrigado a conviver com todo mundo falando “Hare”, “Hare baba”, “Tic” e inúmeras outras expressões circenses impostas pela Globo e pela falta de interesse em procurar um bom livro antes de ligar a TV.
Certa vez, li que:
“Pessoas inteligentes conversam sobre idéias. Pessoas normais conversam sobre coisas. E pessoas fúteis conversam sobre outras pessoas.”
Minha Vó que me desculpe – por que ela sim é uma noveleira daquelas que não se pode perguntar nada sobre novela senão ela reprisa, mentalmente, todos os capítulos de cabeça – mas eu penso que existe vida lá fora.
- Alô?
- Sentiu saudades minhas?
- Uhum. Que voz de sono hein?
- Meio cansado, mas tenho que terminar uns trabalhos…
- Hum, entendo.
- Mas pode esperar, prefiro falar com você.. E aí? Fez o quê hoje?
- Levei a Tati no dentista, e depois dei uma volta na rua.
- Poxa, super aventura hein?!
- A volta na rua ou o dentista com a Tati?
- As duas coisas né?!
- Hum..
- Tá, tudo bem que ela é sua amiga, mas precisava levá-la??
- Ah, mas ela tava morrendo de medo.
- Do dentista ou da volta na rua?
- Do dentista, pára a palhaçada. Ela tava suando frio, inclusive.
- E você? Como está?
- Um pouco cansada dessa situação.
- Da Tati no dentista, cansada de estar longe de mim ou cansada mesmo?
- Ah, um pouco dos três.
- Bom, eu consigo resolver os três problemas.
- Consegue é?
- Uhum, você vem morar comigo e quando você precisar acompanhar sua amiga ao dentista, eu te faço companhia na sala de espera.
- Hum, te amo e to morrendo de saudade sabia?
- Adoro quando você diz isso. Mas me fala, tá ansiosa pra se mudar?
- Meio apreensiva, vou me sentir um peixinho fora d’água.
- Apreensiva? Fala sério.
- Mas é sério.
- Ó, te falo como vai ser: Na primeira semana você se acostuma com o lugar, e se localiza (mas só um pouquinho), provavelmente não vai ficar muito longe de casa ou dos seus pontos de refêrencias… Depois, até o fim do primeiro mês, você já se solta mais um pouco. Aí fica com saudade de casa… Aí, depois disso, começa a se acostumar com o resto da cidade. No 2º mês você sente saudade quase na mesma proporção. Mas já lida melhor com a situação… (visita a sua casa a cada 15 dias) Aí eu te levo num monte de lugar legal, você se apaixona de novo por mim, o Cirilo fica com a Maria Joaquina, e pronto. Viveremos felizes para sempre. Não tem com o que se preocupar.
- Simples assim?!
- Uhum.
- Então vai ser moleza.
- Vai sim, você vai ver. Já não expliquei direitinho?
- Explicou, tô meio lesada hoje.
- ÔÔÔÔÔÔnnn tadjééééééénha dééééééla…. Queria poder te dar colo…
- Eu ia adorar.
- Essa é uma vantagem que você aproveitaria se acreditasse em mim…
- Eu acredito, só quero que seja real.
- Vai ser, eu vou fazer ser. Você vai ver.
- Não fala assim. Parece até um sonho, e tenho medo de acordar.
- Pode deixar que eu desligo o despertador, tá?
- Não, deixa eu sonhar.
- Não, você não entendeu.. Não vou deixar o sonho acabar.
- Você me deixa tonta sabia?
- É, você faz a mesma coisa comigo.
- Mas não eram três coisas que você ia solucionar?
- Ãhn?
- Não eram três problemas que você disse que solucionaria?
- Ah é. Esqueci de te falar que entrei no Shiatsu.
- E como foi?
- Melhor te mostrar do que falar, vai dormir. Beijo, tchau.
Eu sou aquele chato. Aquele que sempre tem algo a dizer, que ninguém sabe, sobre um assunto numa mesa de bar. Sou daqueles que quando paro de falar quando começa a reflexão e a busca por um novo assunto, por ter sempre conclusões complexas. Costumo ser aquele que alimenta as gargalhadas quando junto aos amigos. Gosto de ser o cara que todos recebem com sorrisos e, ao mesmo tempo, sou daqueles que causa inveja por ser tão querido por muitos. Faço de tudo para manter um amigo, mas vou ser o primeiro a rechaçá-lo caso aja erradamente. Sou meio tosco às vezes, tenho manias estranhas. Não me peça para ficar caso eu queira ir embora, não me peça para fazer algo que eu não queira. Não tente adivinhar as minhas expressões, elas nem sempre são sinceras. Mas acredite em minhas palavras, pois dificilmente direi alguma inverdade. Não queira impor a sua opinião, explique-a da melhor maneira possível e quem sabe assim eu não poderei ao menos te entender? Então, obviamente, não queira discutir religião, futebol ou política, caso não esteja realmente preparado. Sou daqueles que gosta de ouvir por também gostar de ser ouvido. Sou daqueles que fala demais às vezes, mas me desculpo assim que percebo a gafe. Gosto de ser ombro amigo. Gosto de tentar achar a solução pros problemas dos outros, mas não tente opinar sobre os meus. Ninguém tem o meu ponto de vista, mas eu entendo o de todo mundo. Sou daqueles que você pode contar caso precise de verdade, mas não vou pedir ajuda facilmente. Caso se aventure comigo em minhas peripécias, esteja preparado para superar seus limites pois assim lhe encorajarei. Se houver uma pedra para pularmos numa cachoeira, pode deixar que eu pulo primeiro e te mostro como é, para depois ficar gritando lá de baixo: “Uhuuuulll!!! IRADO!! Pulaê pô!”. Se estivermos pegando jacaré, acredite em mim por que as ondas não são tão bravas como aparentam. Se eu oferecer montar uma bandinha pra tocar na sua festa de aniversário, aceite. É garantia de diversão. Sou daqueles apaixonados incompreendidos, um cara que gosta de viver a vida que tem mesmo com todos os problemas do cotidiano. Sinto saudades, sinto raiva, sinto solidão às vezes, sinto que cada vez mais eu me esforço pra melhorar mas nem sempre sinto melhoras visíveis. Tenho um talento nato para fazer amizades e, involuntariamente, o mesmo talento para fazer inimigos. Gosto de coisas simples. Não gosto de planos que tenham mais que 1 semana de previsão. Gosto do desconhecido, gosto do quê não aparento. Ouço reggae todos os dias, mas não duvide que sei tocar tan-tan e pandeiro numa roda de pagode. Sou um branquelo sambista, bateirista que gosta de tocar violão, metido à surfista e skatista, gosto de bicicletas, gosto de futebol com chuva, sou metido à escritor, gosto de coisas que quando as faço ouço: “Você é doido!”. Gosto de contar minhas aventuras pra minha mãe e vê-la ficar com aquela cara de que sabe que aquele menino de 10 anos ainda é parte grande de mim. Quando estou junto com meu filho, não queira a minha atenção porquê não vou querer te dar. Sou mais amigo do que pai, sou mais “colego” do que alguém que impõe regras, nossas brincadeiras são sempre as melhores e se você duvidar eu te mostro como são legais.
Mas quando eu disser que preciso de alguém, estenda-me a mão. Por quê pra admitir que preciso, é por quê já não consigo mais sozinho..
Pra início de conversa não quero me justificar, gostaria mais de passar a idéia de desculpas do quê qualquer outra coisa. Eu sou um cara relapso com certas coisas sabe? Por exemplo, às vezes deixo alguma louça suja para ser lavada no outro dia, uso o mesmo par de meias mais de uma vez, não curto fazer a barba sempre porquê é um saco, dentre outras coisas… Mas a minha maior displicência é com o fato de não guardar datas. Sinceramente isso é uma merda. Eu bem que tento me esforçar pra poder gravar o aniversário de todo mundo, mas simplesmente não consigo. Ano passado esqueci o aniversário da minha irmã e ela ficou completamente possessa comigo não pelo fato de eu ter esquecido, mas pelo fato dela precisar me lembrar. Por que mesmo depois de tê-la encontrado várias vezes depois do aniversário ela virou-se pra mim e disse:
“- Sabia que você esqueceu meu aniversário esse ano?”
Aí respondi:
“- Bom, só te digo que não foi por mal.”
No fim das contas a gente conversou, ela só me deu os parabéns com 2 dias de atraso no aniversário desse ano pra se vingar, e pronto. Tá, ela é a minha irmã e me perdoa por me amar incondicionalmente, e ela também sabe que eu não guardo datas.
Sinceramente sou péssimo com datas, as que tenho decoradas são a do meu aniversário, no aniversário do meu filho, natal e ano novo. Simplesmente não consigo decorar outras. Já tentei inúmeros “métodos infalíveis”, mas não dá. Aí de uns tempos pra cá eu desisti.
Só que as pessoas se magoam comigo, e eu queria deixar bem claro que não faço por mal. Simplesmente é da minha natureza não decorar datas. No trabalho, por exemplo, tenho inúmeros post-it’s colados no meu monitor, com datas de reuniões, prazos para entregar trabalhos, data de início e término de projetos e por aí vai. Porque eu não consigo decorar tudo. O problema maior é explicar isso pra alguém que fez aniversário e eu não lembrei.
Além de ter esse “alzheimmer residual”, tenho tido bastante stress em tudo o quê faço, seja em casa, no trabalho, na faculdade. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E isso tudo associado ao fato de eu não ficar com meu celular o tempo todo à tira-colo, acaba por fornecer espaço suficiente para malentendidos.
Não faço por mal, juro. Só que não dá pra explicar como é estar sob pressão o tempo todo e, mesmo assim, ainda ter que lidar com as coisas do cotidiano com a mesma avidez de como se não tivesse nada pra fazer. E tem mais, o fato de não ter tempo disponível pras coisas que eu tenho como lazer, também é fator coadjuvante pra piorar minha situação porque eu viro outra pessoa. Sem skate, sem praia, sem bateria, sem banda, sem nada de lazer, eu praticamente viro um autômato autônomo. Não penso, só executo. Aí quando consigo uma folguinha pra escapulir e fazer o quê preciso fazer pra desanuviar as idéias e a cabeça, simplesmente largo tudo e saio correndo.
NADA justifica esquecer o aniversário de alguém querido. NADA, de verdade. E quanto à mim, só me resta tentar dizer que não foi por mal e tentar expressar o quanto essa pessoa é importante e especial pra mim. Mas nem sei se isso interessa mais para essa pessoa, até mesmo porque já demorei muito a me tocar que havia esquecido a data, mas pra mim interessa… e muito.
Então, feliz aniversário pra você. E, acredite em mim, não foi por mal. Não foi mesmo.
Arquivado em: Poesias
Se perco a calma, acalmo a fera em mim.
Atenho-me à simplicidade, a tenho me dizendo o quê fazer.
Perdido o pedido de desculpas, de culpas não medidas.
Me dite o quê fazer, e medite sobre o quê farás.
Meça suas palavras e assim encontre a razão.
Me satisfaça com seu aço e seu açoite.
Dê-me motivo para domá-la com minha fala.
De um pouco cego à um completo surdo, me confundo.
Fundo, pro fundo, e profundo o propósito de minhas palavras.
Raso o intuito de suas vãs idéias.
Não bastante minha sinceridade, e o bastante de seu descaso.
Descalço, me sinto como um flagelado jogado ao chão.
Gelado o seu coração, que não perdoa.
Brado alto o meu amor por ti, mas sem emitir som.
Sou apenas um nada inerte, inerente à minha natureza.
Fraco e franco, faço o quê posso.
Posso ser um poço de lealdade.
Ou apenas para trazer-te à minha realidade.
Não veja pelos meus olhos o meu ponto de vista.
Aviste a sua idéia do quê tenho em vista.
Assim, tendemos a entendermo-nos.
Nesse caso não chega a ser má coisa, admitir ter inveja.
Acabo por desejar o que, em parte, é do outro.
Mas não consigo apenas contentar-me em apenas olhar.
Preciso tocar, sentir, saber do seu cotidiano.
Conheço cada parte do que espero, por já tê-lo tido aquela vez.
E se precisar fazer o impossível se tornar possível, assim o farei
Para que não seja mais inveja o sentimento, para que se torne puro amor.
Para que eu a tenha de volta em meus braços.
Assim sonho, assim espero.
Assim me contento com um futuro próximo.
Com seu amor, perto de mim.
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Fim de semana legal, vi meus amigos, tive uma surpresa pra lá de especial, bebi muita tequila e falei o dobro de besteira.
Como disse antes, ia passar e passou.. Até mesmo por quê é melhor ter a esperança de que um dia vai dar, e estar, tudo certo do que ter a certeza do contrário.
Sugestão: Utilize a coluna ao lado para ler posts interessantes, esse aqui não vale a pena.
Tô cansado de estar longe.. Longe da minha família, longe do meu filho, longe de encontrar o meu amor, longe de onde me imaginei um dia estar, longe de ter o quê sonho, longe de ser o profissional que almejo ser, longe da imagem que gostaria que tivessem de mim, longe dos meus amigos de verdade, longe da minha banda, longe de poder tocar bateria todo dia, longe de ter sossego e paz, longe de ser capaz, longe de ser um bom rapaz… E longe disso tudo pareço tão distante, mas não o bastante por estar perto de tantos problemas que me cercam, por estar tão perto de tudo o quê não dá certo, por saber o quê tenho como incerto, perto da falta de solução, de inspiração..
Às vezes comigo é assim, parece que a vontade de melhorar é sempre tão grande que me coloca longe de tudo, a saudade é tão grande que aumenta essa distância de tudo, sei lá. Queria poder aproximar as coisas boas e ter uma previsão de onde e quando acertarei bem perto de mim, pra poder ter certeza que no fim não vai ser o fim, mas o início do quê há de bom que me espera.
Por exemplo, nesse momento, acho que esse texto está longe de ser um post decente. Mas como minha inspiração também está bem longe, terei que me contentar com o quê posso fazer. Na verdade, dificilmente me contento com o que faço. Geralmente me cobro demais pra produzir sempre meu máximo, e quando não consigo fico frustrado, cabisbaixo, decepcionado por não ter conseguido ou não ter me empenhado o bastante. Nunca fui tão intimista por aqui, mas me cobro bastante com relação ao blog, pois gostaria de escrever todo dia. Mas não dá, simplesmente não dá, não consigo. Gosto muito quando paro na frente do teclado e os dedos só param no último ponto final, sem necessidade de revisão, de correção. Mas ultimamente isso tem se tornado mais difícil de acontecer, embora eu deseje o contrário.
É foda, tem horas na vida que só dá pra ver céu cinza, nublado.. Nada de sol, nada de luz. Só o opaco, turvo e embaçado da incerteza.
Foi mal, momento meio “saco cheio de tudo”, daqui a pouco passa..