Devaneios de um Qualquer


Platônico²
20 Agosto, 2009, 2:23 pm
Arquivado em: Não sei o quê

É, não adianta. Ultimamente não tenho conseguido tirar você da minha cabeça. Sei que já era pra eu ter esquecido essa história há muito tempo, mas não consigo. É difícil ter você perto de mim e não poder falar nada, não poder demonstrar o quê sinto.
Ainda não consegui decifrar os seus olhares, não sei dizer por quê. Não sei se é por você ainda não ter certeza de nada ao olhar pra mim. Mas sei que ao menos alguns pensamentos devem estar povoando a sua imaginação. Não sei se é coisa boa, mas pelo menos tenho certeza que você pensa em mim.
Acho uma pena que nossos destinos não tenham se cruzado antes, acho que muita coisa teria sido diferente na minha vida. Eu teria aprendido coisas sobre o amor que hoje em dia desconheço completamente. E por isso acho que não consigo tirar você dos meus pensamentos. É uma coisa um tanto quanto complicada pra mim, e sei que é culpa minha apenas. Fiz coisas que não devia ter feito, e você mesma já me recriminou por isso. Mas gostaria que entendesse que você sempre foi um “caso perdido”, sabe? Algo platônico até o fim. Um inalcançável que parece que escapa pelos meus dedos. Então assim vou permanecer com seus olhares, seus sorrisos, sua voz que tanto me agrada. Fazer parte de parte da sua vida, vai ter que ser o suficiente. Pelo menos enquanto você não me quiser de verdade…



Vitorioso é quem sabe vencer.
11 Agosto, 2009, 7:49 pm
Arquivado em: Diversos, Indignação, Não sei o quê

Outro dia, passei por uma situação nada agradável, séria. Daquelas que quando acabam deixam a gente com o peito apertado e não dá pra pensar em mais nada, a não ser a maneira como se deveria mesmo ter agido. Acabei pensando muito nas coisas erradas que fiz, pensei que não havia mesmo nada que eu pudesse fazer pra reparar a minha situação naquele momento. Cheguei à conclusão que deveria me submeter ao que me fosse imposto, e que nada mais havia para ser feito.
Mas antes do fim dessa situação, surgiu um sorriso sarcástico do meu interlocutor. O tipo de coisa que não se espera para um momento tão sério. O tipo de coisa que acende a chama do ódio, arde o peito e ferve o sangue. E por conhecer bem o sarcasmo, por já ter me utilizado dele inúmeras vezes, assimilei calado. Esbocei apenas singela reação. E daí surgiu outro sorriso sarcástico. Nesse momento, com minha cabeça à mais de mil por hora, mantive a calma. Medi, e escolhi à dedo, cada palavra que deveria dizer. Cada sentença, cada frase foi pensada. E no fim das contas eu, ainda no mesmo personagem, entendi que nada devia fazer naquele momento para revidar, afinal de contas a vingança não combina muito comigo.
Mas aquele sorrisinho sarcástico não me saiu da cabeça por muito tempo. A situação, em si, já foi deixada pra trás, mas não aquele sorriso. Nunca esquecerei. Afinal de contas o sarcasmo serve para desvalorizar a ofensa direta, para mascarar a verdade. Serve, também, para dizer o quê se deveria dizer com outras palavras. Serve para abrir os olhos algumas vezes. Comigo, foi como um clarão que iluminou meu céu, meu mundo, minha vida. Abriu portas em minha mente que há muito haviam sido fechadas, trancadas e as chaves jogadas fora. Enfim, me tocou profundamente.
Se pensei em me vingar? Claro, pensei inclusive em todas as formas possíveis. Pensei em inúmeras maneiras que no fim me levariam à um mesmo objetivo. Pensei no que eu deveria fazer, e como faria. Quais seriam os cuidados necessários e todos os outros pontos que se deve considerar numa vingança. Mas, felizmente, concluí que a vingança de nada me adiantaria, nada me acrescentaria, não me faria crescer.
Então resolvi mudar e mudando, percebi que poderia retribuir aquele sorriso sarcástico. E quando vislumbrei essa possibilidade, parei e pensei que não o faria. Pelo simples fato de não querer me igualar. Pelo simples fato de saber que sou muito, mas muito melhor do que aquele sorriso. Por saber que meus atos, dali em diante, seriam meticulosamente pensados e no fim o meu objetivo, muito mais nobre e poético, seria alcançado com louvor. No fim, percebi que faltava essa idéia de superação, isso sim faz mais o meu feitio. Isso sim me impulsiona mais. E isso é o quê vai me fazer vencer no final, vai me fazer olhar para baixo e poder ajudar quem, por mim, for derrotado. Pois é disso que se fazem os verdadeiros vencedores. Já dizia meu pai: “É necessário saber perder, mas mais ainda é necessário saber vencer.” É Sr. Fernandes, o Sr. Sempre esteve coberto de razão. Uma pena eu ter demorado tanto para atentar para tal fato. Eu soube perder e o quê ganhei? Um sorrisinho sarcástico…

Mas quando eu vencer, vou estender a mão, de coração. Daí fica clara a nobreza na vitória.



Perto de mim.
11 Agosto, 2009, 1:55 pm
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Sinto você perto de mim.
Sinto, e distingo, seu perfume dentre a multidão.
As músicas que ouvimos juntos me trazem você.
Trazem pensamentos impuros, sentimentos inoportunos.
Seu cheiro ainda está em mim, e aposto que você ainda tem o meu.
Não sei por quê não apago você, mas minhas memórias..
Ah, quantas memórias. Quantas aventuras.
Seu toque, seus olhares e, de novo, seu perfume.
A marca que deixaste em mim..
Não há ferro em brasa que cauterize meu peito.
Não há sedativo que me faça entorpecer.
Não há nada que me faça esquecer.
Você sempre me vem à cabeça.
Esse fulgor que nasce em meu peito, pra começar basta pensar em ti.
Se preciso mesmo te sentir de novo? Não sei.
Se gostaria? Com certeza.
Se te rejeitaria depois? Talvez.
Se te quereria mais uma vez? Depende de você.
Ainda sou todo seu, ainda sinto você perto de mim.
Sinto muito por não poder fazer nada.
Ou não querer fazer o quê posso.
Mas espero por você, decisão que não cabe à mim.
Ainda sinto você perto de mim.



Agora sim, falando de mim.
10 Agosto, 2009, 11:55 am
Arquivado em: Fragmentos, Não sei o quê, Poesias

Nem tudo na vida é coisa boa.
Nem sempre é amor e alegria.
É, às vezes, pouca luz em pleno dia.
É às vezes canto que desentoa.

Assim vou vivendo.
Sendo franco e honesto.
Mesmo seguindo sofrendo.
Sei que ainda tenho o resto.

O resto que é alegria não é resto.
É o quê resta do que há de bom.
Onde o dia se torna claro.
E o canto de novo volta para o tom.

Sou o que sou.
Sei onde estou.
Sei pra onde vou.

Expresso o quê quero, quando e como quero.
Não me interprete mal, assim espero.
Não se confunda tentando me entender.
Pois vou te convencer a, comigo, se entreter.

Meu verbo costuma ser vasto.
Minha verba, nem tanto, às vezes escassa.
Meu silêncio é inoportuno, indesejado.
Minha boca, seu prazer e seu agrado.



..e do nada ela diz:
6 Agosto, 2009, 7:53 pm
Arquivado em: Amor | Tags: , ,

- E se eu te dissesse que te amo, faria alguma diferença?

- Se me dissesse, ou se eu acreditaria ou não?

- Eu te amo. Eu realmente amo. Não sei se você acredita em mim ou não. Existe alguma forma de você entender que você é o único homem que pôde me entender?

- Eu também te amo. E penso em você o tempo todo. Eu penso em você até quando está comigo. Eu te olho e não consigo parar de olhar. Eu te olho e penso: Essa mulher, ela me conhece melhor do quê ninguém..



Perfect
4 Agosto, 2009, 2:42 pm
Arquivado em: Amor

Acho você perfeita, e sei que pra mim assim você seria. Tenho certeza disso por achar até os seus defeitos, agradáveis. As circunstâncias não ajudam muito, eu admito. Mas sei que as suas qualidades balanceariam perfeitamente os meus defeitos e vice-e-versa. Às vezes, me sinto constrangido por lhe direcionar olhares, por perceber que você também me olha sem as intenções nada puras que tenho. Já sonhei inúmeras vezes com você, já imaginei cada minúcia do seu corpo, cada afago que faria e palavra que diria.

Tenho dúvidas se te mereço ou não, se isso é apenas um devaneio alheio à toda a nossa realidade. Mas confesso que tenho vontade, e muita. Acho que o meu destino mais parece com um infortúnio do quê outra coisa.

Não sou perfeito, sei disso. Mas por você eu me disporia a ser, a tentar e realizar. Já tive inúmeras outras oportunidades de assim ser, mas sem um real motivo que me levasse a mudar minhas atitudes, de encarar a vida com a seriedade contida nos seus olhos, no seu ser. Me sinto como uma criança, um garoto perto de você, mas não por invejar a sua maturidade e sim por saber que perto de você eu posso ser criança também. A sua felicidade, pra mim, é tão simples. Uma pena eu não poder ser a razão dela.

Não me sinto um covarde por não dizer isso tudo pessoalmente. Covarde é quem tem medo do quê desconhece, e eu não sou assim. Na verdade sei exatamente qual será a resposta às minhas perguntas, então não há razão para fazê-las.

Mas saiba que eu morreria por você, basta você pedir.
Saiba que eu mudaria toda a minha vida por você.
Faria o quê ninguém nunca fez por você.
Seria quem ninguém conseguiu ser por você.
Lhe escreveria versos, poesias e poemas.
Seria o seu amor, o seu porto seguro, o seu cais.

Lhe peço que não me queira mal, ou me negue a sua amizade, por dizer isso. Saiba que existem diferentes tipos de amor, e o meu é tão especial e diferente dos outros que não sei como explicar. Não te quero pra mim, não sou tão egoísta assim. Apenas desejo que um dia me queira como te quero, que um dia pense em dar essa oportunidade a esse amor. E se esse dia não chegar, saiba que apenas a sua companhia já me basta. O seu sorriso distante, e seus olhares às vezes, enchem os meus dias de alegria. Até quando você não percebe.. ;)

Quem sabe um dia, o universo conspire à meu favor e te traga pra perto de mim?

“I couldn’t help it. It’s all your fault…”
(Alanis Morissette)