não quero chorar por sua causa.
pelo menos ainda não.
se a saudade que já sinto vai aumentar.
não sei, e não quero saber.
só sei que o sentimento que tenho
parece só aumentar.
parece só, exponencialmente, crescer.
não controlo, não tem controle.
foge de mim.. mas não como você.
você não foge, você parte..
longe de mim, e não tenho você.
e parte, e meu coração também.
Arquivado em: Não sei o quê
Não me acho “inviável” ou que não vá acontecer. Eu acredito nos sentimentos, acho que eles movem montanhas e pessoas, e coisas… e tudo. A gente podia morar na mesma cidade? Podia, mas não mora., e pra compensar você ainda vai se mudar pra outro país. Ah, potencialmente complicado? Posso ser, mas não é culpa minha, nós sabemos dos nossos compromissos e responsabilidades. Não sei explicar direito mas, quando se encontra uma pessoa com tantas qualidades e defeitos tão encantadores, não acho certo ficar quieto e não fazer nada. Mas na minha situação atual, eu não tinha, e ainda não tenho, o que fazer a não ser lamentar.
Não sei o quê você pensa, não sei o quê acha. Só sei que a você de hoje, não é a mesma que conheci pessoalmente. A de antes tinha um certo brilho no olhar, que parecia esperança. Daquelas que superam tudo e qualquer obstáculo. Parecia que, naquela época, você ainda acreditava que daria certo…
Só queria que você soubesse que não tenho como ficar mais triste com a sua partida. Só queria que você soubesse que você É SIM, muito mais que perfeita pra ocupar a vaga de “Relacionamento Sério” na minha vida.
Quando o universo começar a conspirar pra trazer você de novo pra perto de mim, talvez seja tarde demais pra nós dois. Talvez quando ele quiser tornar as coisas “potencialmente descomplicadas”, não seja mais tão interessante como é agora. Talvez outras pessoas entrem em nossas vidas e nos façam esquecer o pouco que a gente construiu, talvez não.
Mas queria que você soubesse que, mesmo tendo lágrimas nos olhos, ainda não conheci pessoa mais especial que você. E se eu queria você pra mim? Ah, como queria! Mas como nem tudo que a gente quer, pode se ter. Melhor me contentar com o que restar..
Ironicamente escrevo isso tudo ouvindo The Police:
“I can’t stand loosing you…” Que já emenda em “I feel so lonely..”
Muito ruim querer tanto uma pessoa e…
e…
NÃO!
Antes eu tinha tudo e não sabia.
Não sabia que se perdesse
Nunca mais poderia ter seu toque
E assim, viveria no limbo da solidão.
Dentre todas as situações que passei
Já não as enumero mais.
Agora percebo a falta que você faz.
Na vida a gente precisa valorizar
Isso é fato.
Restaurar a confiança ainda é complicado
Ainda é difícil, mas não impossível.
Simplesmente não desito.
Insisto, o quanto ainda puder.
Lanço mão do quê tenho
Vejo-te num futuro não muito oblíquo
E é isso que me faz seguir em frente.
Igual sentimento não há.
Reescrevo significados para velhos sentimentos
Antes esquecidos, agora plenos.
E se pudesse voltar no tempo
Se pudesse refazer algumas coisas
Inquestionavelmente te teria a meu lado
Lugar de onde você nunca devia ter saído.
Você não sabe que falta faz.
Antes eu tinha tudo, e não sabia.
Estava conversando, numa mesa de bar, com uma amiga que é psicóloga. E naquele papo de botequim, botávamos os assuntos em dia até mesmo por que sempre conversamos sobre vááários assuntos. Essa amiga, inclusive, já foi motivo de ciúmes de várias namoradas só por que, não sei explicar por que, o assunto flui muito bem nas nossas conversas e, por isso, sempre temos momentos bem agradáveis. Mas o assunto que conversávamos era trabalho, ou seja: Eu falei um pouquinho do meu, que de interessante não tem muita coisa a não ser pra quem já trabalha na área. Mas o trabalho dela é um assunto que me interessa muito, por que ela passa por diversas situações e, algumas, até muito inusitadas.
Sei que no fim das contas eu já estava contando uma situação que passei quando meu pai veio a falecer, por que minha mãe não conversava comigo já naquela época e me forçou a ir no psicólogo. Como eu tinha 10 anos na época, já estava puto por que meu pai havia morrido e ainda assim me forçaram a ir pro consultório, eu já chegava lá avesso à qualquer coisa e simplesmente não falava nada. Ou seja, passava 1 hora quieto, sentado, olhando pra cara do psicólogo sem falar nada, nem meu nome.
A única coisa que achei interessante, dei o braço à torcer e interagi com o psicólogo foi quando ele me passou uns testes de QI pra fazer (naquela época ainda não existia o conceito de QE).
Mas enfim, depois de contar toda a situação ela me deu uma resposta simples que me quebrou no meio, ela disse:
- Fabinho, é tudo uma questão de controle. Você só queria o controle e nada mais. E te digo mais, se você parar pra pensar direito, até hoje é esse o seu foco: CONTROLE.
Na boa? Os 5 segundos após ela ter dito isso, eu revi todas as situações que já passei e acabei tendo que concordar com ela. Realmente, controle é algo muito interessante sob qualquer aspecto. Tá bom, concordei com ela, mas ao mesmo tempo já comecei a pensar em inúmeras outras coisas que vinham à minha cabeça e foi quando cheguei à uma conclusão:
Viver é saber lidar com o quê não controlamos.
Não sei se fui mesmo eu que “inventei” essa frase, não sei já havia lido-a em algum lugar e acabei me lembrando naquele momento. Mas tive a nítida impressão de ter chegado à essa conclusão só pela conversa que tivemos.
Mas não é verdade? As coisas que controlamos, damos o rumo que quisermos. Como disse Marcelo Camelo:
“..aponta pra fé e rema.”
Ou seja, você tem o controle da situação, acredita que a sua influência sobre essa situação vai funcionar e pronto. Tudo se resolve como você previu ou quis. E caso o resultado não seja positivo (ou como você esperava) a culpa é sua, por que você tinha o controle.
Agora o problema é o quê não está sob controle, ou que não pode ser controlado por depender de outras pessoas, outras influências, fatores externos e etc…
E como controlar ansiedade, ter paciência e tudo mais pra que essas situações dêem certo e se resolvam positivamente? Daí a minha conclusão..
Enfim, não sei mesmo se fui eu que inventei isso e se não fui, por favor, me corrijam. Mas que isso foi uma coisa que ficou martelando a minha cabeça, devo admitir que foi. Afinal de contas o que incomoda no dia-a-dia são as coisas fora do nosso controle. E como lidar com essas situações? Melhor mesmo é ir vivendo, e vendo no quê dá…
Semana passada estava em São Paulo para participar de um curso. E quando estava na rodoviária, dentro do busu, me preparando pra a viagem de volta me deparei com uma cena muito legal. Um casal completamente apaixonado se beijava, e se despedia na rodoviária. Até aí tudo bem, eu contando assim você pára e pensa: “Mas e daí? Quantos casais se despedem por aí??”
O negócio, inicialmente, era que o casal era meio discrepante no tamanho e altura. E digo isso com propriedade, pois a moça devia ter um metro e meio de altura, bem baixinha mesmo. E o cara devia ter quase 2 metros e devia pesar uns 150Kgs. Parecia que ela era uma bonequinha que ele gostava muito de brincar, e ela via nele um puff gigante que, ainda sendo um pouco criança, adorava-o, abraçava e beijava-o sem parar, na barriga (onde ela podia alcançar sem dificuldades) e quando ele se abaixava, beijava-o à boca.
Enfim, uma cena normal, mas que simplesmente TODOS que passavam por perto se espantavam. E eu, pela janela do ônibus, via que o mais interessante era que além do casal chamar a atenção por serem tão diferentes, chamavam a atenção por demonstrarem tanto carinho um pelo outro. Num dado momento, parei de olhar para o casal e comecei a olhar para quem os olhava. E percebi que o amor que os dois sentiam era tão puro e sincero que acabava se espalhando pra quem apenas olhasse para os dois. Fiquei pensando que o amor em si, quando é muito aparente, ele é multiplicado por quem o presencia. Não importa o quanto os dois eram diferentes, eles se amavam e dava pra perceber isso nitidamente. E todos os que olhavam, inicialmente ficavam espantados pela diferença de tamanhos, mas logo já começavam a sorrir (inclusive os homens) mas mais por eles parecerem realmente apaixonados.
O amor é uma coisa tosca mesmo, não mede distância, não repara qual é a cor da pele ou o tamanho dela. Não quer saber se se é alto ou baixo, gordo ou magro, branco, preto, bege, careca, vesgo… Ele não tá nem aí. Quando bate, bate com força e não há como segurar, não há como conter. Tanto é que o amor dos dois era tanto que estava se espalhando por ali, causando um espanto engraçado que todos se contagiavam. Até um punk com fones de ouvido deu uma olhadela e um leve sorriso. Parece que contagia mesmo, não adianta tentar resistir.
Li no blog da Sisa, um post falando sobre a habilidade que o homem tem para tomar pra si algumas tarefas, tipicamente masculinas, que porventura algumas mulheres possam ser forçadas a passar. Trocar um pneu por exemplo, é uma tarefa que exige uma certa técnica e algum desapego com limpeza. Isso mesmo, é necessário seguir um passo-a-passo que na cabeça dos homens (pelo menos na minha) já fica subliminarmente inserido. Não pretendo “destronar” as rainhas sugerindo que não são capazes de trocar um pneu, pelo contrário. Me disponho, inclsuvive, à ajudar qualquer “Damsel in Distress” numa situação dessas.
Isso me trouxe à memória de um dia que estávamos eu e o meu filho, ele devia ter uns 5 anos na época, na estrada e o pneu do carro furou. Não dá pra esquecer a carinha de decepção dele quando falei que a viagem fôra interrompida por causa de um pneu furado. Não entendi muito bem a causa daquela frustração, mas logo entendi o por quê. Eu desci do carro e ele perguntou se poderia descer também (sabem como é né? Filho sempre quer fazer o quê a gente faz). Dada a autorização, ele desceu do carro e olhou o pneu e viu que não daria pra seguir viagem com aquele pneu. Aí ele virou-se pra mim, com as mãos na cintura, completamente desanimado, e perguntou:
- E agora papai? Sem pneu o carro não anda né?
- É, com o pneu furado o carro não anda. Vamos ter que trocar. – Respondi.
- Mas se você trocar, um dos pneus vai continuar furado. Se você colocar ele atrás, vai continuar furado e o carro não vai andar…
- Não rapaz, vamos trocar o pneu furado pelo step.
- Step? Isso não é aquela cordinha da prancha?
- Não, aquilo é strap. Step é esse pneu aqui ó. – Falei, mostrando o pneu debaixo do tapete do porta-malas.
- Ué! Quem colocou esse pneu aí?!?!?!?! – Completamente maravilhado.
- Rapaz, todo carro vem com um pneu sobrando. Justamente pra gente trocar, se algum furar.
- Ãhn….
À partir daí, pedi pra que ele ficasse num ponto seguramente distante de mim, mas perto o bastante pra ver o quê eu fazia. Áí comecei o check-list mental, enquanto executava-o:
1 – Sinalizar a estrada com o triângulo.
2 – Pegar chave de roda, macaco e step.
3 – Afrouxar os parafusos da roda em questão.
4 – Posicionar o macaco.
5 – Levantar o carro.
6 – Tirar os parafusos.
7 – Tirar a roda, e guarda-la no lugar do step.
8 – Colocar o step em posição.
9 – Colocar os parafusos, mas ainda sem apertá-los.
10- Descer o carro, e tirar o macaco.
11- Apertar os parafusos.
12- Guardar a chave de roda, o macaco e pegar o triângulo.
13- Parar no borracheiro mais próximo.
Bom, como o carro era novinho naquela época, o processo foi muito rápido e eficiente. Acho que em menos de 5 minutos já estávamos de volta à estrada. O quê depois meu filho ficou falando que havia sido um “pit-stop”. Quem o via contando como o pai dele havia sido um super-herói e trocado o pneu do carro tão rápido quanto um pit-stop de formula-1, não tinha como imaginar o quanto o pai dele sofreu na primeira vez que foi trocar um pneu. Bom, inexperiência conta muito nessas situações. Às vezes a vontade de fazer tudo muito bem feito é atrapalhada pela inexperiência. Na minha primeira vez(trocando pneus, que fique claro), tinha uns 16 anos, fiz uma merda atrás da outra:
1 – Levantei o carro com o macaco.
2 – Tentei desafrouxar os parafusos
3 – Derrubei o carro de cima do macaco (por sorte não caiu no meu pé)
4 – Lembrei do Triângulo (quando quase fui atropelado por um carro q passava)
5 – Afrouxei os parafusos.
6 – Levantei o carro e troquei o pneu.
7 – Tentei apertar os parafusos.
8 – Derrubei o carro de novo (dessa vez eu já tinha pulado pra longe!)
9 – Apertei os parafusos.
10- Segui viagem.
11- Voltei pra pegar a chave de rodas e o triângulo q tinha deixado pra trás.
Enfim, pode-se observar que foram menos itens seguidos mas o tempo gasto foi muito maior que o triplo do primeiro check-list. Mas esse é um dos problemas de aprender as coisas de orelhada. E como, nesse dia, só tinha eu de homem no carro e eu era quem melhor entendia o funcionamento de uma roda, acabei forçadamente fazendo o papel de macho-alfa.
Confesso, não resisto à ver uma “Damsel in Distress” que logo páro pra ajudar. Afinal de contas, nós gostamos de ajudar, e elas adoram serem ajudadas.. Não é verdade?
É bom que no fim do “pit-stop” só falta aquele suspiro delas dizendo: “- Meu Herói!”