Publicado por: Fabio | 1 Março, 2012

O título é o fim do texto

O amor é uma merda.
Às vezes nos pega desprevenido
Ataca de um flanco desprotegido
Indaga sobre dúvidas sem resposta
Afirma sobre questões impostas
Mesmo tendo um argumento cabível
Não cabe, não acaba, não basta
E ao mesmo tempo se encaixa
E encontra o seu lugar
Te pega no pulo e te joga no chão
Te arrasta, te bate e te corta
Perdura e dura o quanto precisar
Duro, áspero e vil
Limita o ilimitado
Cabe no descabível
Te empurra e puxa
Te sacode e te bagunça
É, às vezes ele te pega deprevenido
Mas se estiver preparado, lhe tira o preparo
Te deixa vago, vazio e te rodopia
Te faz chorar, mesmo que depois sorria
Alcança um peso na balança que antes não se percebia
É sal e doce, quente e frio
É verão, chuva, cheio e vazio
Consome a alma, consome a calma
Nada descreve por inteiro
Nada faz pensar tanto primeiro
Não te preenche completamente
Não completa a mente.
Esvazia, enche e duvida
Dúvida que não cessa, fala que não cala
Silêncio que inquieta.
Tensão que atormenta.
Acalenta.
Acalma.
Acolhe a alma.
Ou não, se não correspondido.
Senão corre pro dito e não dito
Dita o pulso do coração
Predomina, ou senão..
Apenas compõe o incompleto cidadão.
Profundo, não?


Respostas

  1. Bom… O sentimento é correspondido. Essa é a única certeza que tenho….
    Luv u.

  2. Surpreendendo como de costume!!
    Amei demais…
    Com certeza, muito profundo!
    Parabéns sempre por essa capacidade de tocar as pessoas com o que você escreve! =]

  3. o que mais pode amadurecer uma pessoa se não a dor de amor??

    (respondendo o “pra que isso”)


Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Categorias

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.