Arquivado em: Contos, Diversos, Humor | Tags: cantadas, mulheres, mundo feminino
O homem que nunca se sentiu confuso ao pensar em como, quando, onde, com quê pretexto, qual cantada, qual roupa, perfume, próprio hálito e tudo mais que se leva em consideração no momento de chegar em uma mulher que levante a mão bem alto pra que eu possa vê-lo daqui e chama-lo de mentiroso. Por que, mesmo com toda a auto-estima do mundo, não há quem fique com alguma dúvida na cabeça. Não que falte conhecimento próprio, no meu caso, mas mesmo se garantindo no papo (existem mulheres que não levam em consideração uma cara não tão bonita*) persistem ainda algumas dúvidas. Por que, convenhamos (incluindo vocês mulheres), o universo feminino é bastante complicado.
Já passei por situações onde tinha certeza mais que absoluta que a mulher (me) queria, mas mesmo depois de muita conversa e gracejos, a dondoca ainda fez o favor de me dar mais incerteza.
Conclusão nº 1: as mulheres não têm certeza do quê querem.
Já houveram casos onde eu nem desconfiava que havia interesse, da senhorita comentar com minhas amigas que eu era frouxo e tudo mais. E quando eu cheguei pra conversar, gelo novamente:
Conclusão nº 2: quando elas têm certeza, podem se dar ao luxo de mudar de idéia.
E quando a gente tá num lugar onde a mulher mais bonita é maiomeno pádaná, gasta conversa com ela, e ela passa a noite inteira rindo de tudo o que a gente diz, dando pinta que tá gostando do papo, e quando a gente chega ela diz que não, e não chega em mais ninguém e vai embora e não fica com ninguém?
Conclusão nº 3: às vezes ela gostou da sua companhia, mas isso não quer dizer que ela vá ficar com você. (Mas pq ela não diz isso logo pra não fazer a gente perder tempo?)
Tem também aquelas situações onde, num grupo de mulheres, você conhece apenas uma e tenta sondar informações das outras do grupo e não percebe que a que você conhece tá te dando mole e já não gostou do fato de você não ter percebido…
Conclusão nº 4: quando elas sabem o quê querem, a gente nem desconfia o quê é…
Às vezes, pra quem tem uma cara não tão bonita*, aquela mulher mais bonita da festa chega em você e começa a conversar. No meu caso, eu desconfio. Desconfio mesmo, ainda mais se a moçoila não me conhecer com antecedência. Provavelmente deve estar meio bêbada, com raiva do (ex)namorado, com vontade de se vingar da sua namorada ou de alguma ex. Enfim, algum motivo ela deve ter. Mas analise antes pra evitar problemas depois…
Conclusão nº 5: Quando parece impossível, elas fazem ser possível.. mas cuidado pra não se arrepender depois.
Outro dia vi na televisão, aquele programa da Fernanda Lima. Ela montou um casal pra ver se rolava alguma coisa. Os dois foram pra balada e não rolou nada.. Mas ambos estavam interessados, mas admito que o cara deu mole.
Conclusão nº 6: Não adianta só ela querer. Se você não se jogar e agarrar logo, vai dançar.
Provavelmente as senhoritas que lerem esse texto já terão uma resposta para cada uma das situações mostradas anteriormente. Mas gostaria que ficasse claro que o problema, no momento da “chegada”, é que existe todo um contexto que vocês desconhecem. Portanto, as conclusões se aplicam de forma unicamente generalizada no sentido em que homens leiam o texto, e comparem as minhas conclusões às próprias. E assim concordem que vocês mulheres são mesmo complicadas, mas tenho plena certeza que é isso o que mais me chama atenção nas mulheres.
Então, depois de tantas conclusões, admito que as mulheres são complicadas. Inevitável, inquestionável, invariável, inadvertidamente complicadas. Por isso, vale levar em consideração uma máxima que sempre mantive em mente quando saia pra balada:
O “Não” já está garantido. O negócio é arriscar pra ganhar o “Sim”.
Mas antes de atirar, escolha cautelosamente seu alvo, senão o tiro sai pela culatra.
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* Sinônimo de feio.
Não tenho tido muita coisa pra escrever por aqui ultimamente, muita coisa “maiomeno” acontecendo… Trabalho e faculdade à todo vapor, enfim cotidiano em rotina encravado na pele. Então, como tá faltando novidade vou falar sobre Bob Marley. Mas assim, uma coisa levou à outra por que estava eu, ouvindo Bob no trabalho e tive que desconectar o fone do computador deixando o som alto pra caramba, e o Estagiário logo se pronunciou:
“- Caraca, você ouve essa música de maconheiro?”
Bom, pra começo de conversa ele é estagiário e tem o direito de dar esses vacilos. Só que reparei todo o preconceito com o qual ele formulou a pergunta. Ficou aparente não só o preconceito para com os usuários da cannabis, mas também uma profunda ignorância musical. Digo isso por quê Bob Marley não foi apenas um “maconheiro” não caberia esse termo pejorativo sabe? Fumava maconha? Fumava e não devia ser pouca. Mas ele praticamente inventou um estilo musical, e hoje em dia isso é muito raro de se ver. Pegou parte do Ska Americano, diminuiu a batida, introduziu outros instrumentos, backing vocals e tudo mais que o Reggae representa hoje em dia. Além dessa iniciativa bárbara em relação à música, ele SEMPRE trazia em suas letras, mensagens de paz, amor, às vezes de alerta e em outras tantas um grito de guerra para que os povos africanos se unissem e lutassem contra a opressão que foi vivida no passado que ainda perdura em alguns pontos do mundo.
Enfim, Bob Marley tinha defeitos? Claro, ele era um homem como outro qualquer, mas não pode ser menosprezado por consumir Cannabis. Diga-se de passagem eu não tenho nada contra quem consome, até mesmo por quê não me fazem mal. Por mim, seria até legalizada por que aí geraria impostos, seria regulamentada e não contribuiria pro tráfico. Diferentemente dos consumidores de drogas lícitas como o álcool (o qual sou consumidor eventual) e o tabaco. Quantas vezes já presenciei cenas deploráveis de pessoas dormindo no chão, vomitando em si próprias devido ao consumo do álcool, isso sem contar a quantidade de acidentes automobilísticos que ocorrem mesmo com a vigência da lei seca?? Nunca vi em nenhuma manchete de jornal:
“MACONHEIRO ULTRAPASSA SINAL VERMELHO E ATROPELA 20 PESSOAS”
Pelo contrário, já vi gente dentro de carro desligado viajando sem sair do lugar.
Já o tabaco, que é considerado um dos piores vícios que uma pessoa pode ter por ser o mais difícil de se abandonar, é mais incômodo ainda pra quem não fuma. Tudo bem que hoje em dia existem leis pertinentes que ajudam os fumantes passivos, mas mesmo assim ainda é uma merda chegar num lugar e ter uma pessoa fumando perto de você com toda aquela fumaça vindo pra sua cara… Os fumantes que me desculpem, mas que é incômodo, ah isso é.
Enfim, voltando ao estagiário vacilão, ele acabou merecendo uma aula sobre as mensagens de amor do Bob, além de haverem também mensagens de motivação. Separei umas interessantes para dizer pra ele:
“The stone that the builder refuse, could always be the head-corner-stone.”
A pedra que o construtor recusa, poderá vir a ser a pedra-mestra.
Ou seja, se você se sente rejeitado, reprimido, ainda há esperança que existe um propósito para sua existência. Cabendo até uma interpretação de Deus para “Builder”.
“If you are a big tree, We’re the small axe. Sharpened to cut you down, ready to cut you down.”
Essa era uma mensagem ao governo opressor, de fácil tradução:
“Se você é uma árvore grande, nós somos um machado pequeno. Afiados para te derrubar, prontos para tal.”
Uma que alerta para lutar pelos próprios direitos (Todos, sem exceção):
“Get up, stand up. Stand up for your rights! Don’t give up the fight!”
Sabe, dizendo essas coisas para o estagiário, até fiquei pensando na força que Bob tinha enquanto era vivo, tanto foi que escreveu uma música descrevendo a emboscada (Ambush in the night) que sofrera quando invadiram sua casa e atiraram nele e sua esposa (Rita Marley) mas felizmente, sem sucesso.
Uma perda enorme foi sua morte. E eu sou defensor das mensagens de paz, amor, união e esperança que ele sempre pregou. Ainda não consegui encontrar outra pessoa que faça isso hoje em dia, a não ser ele. Por quê até hoje os discos dele vendem muito bem, obrigado. E farei o quê precisar para passar a mensagem dele adiante, sem apologia a nada que não seja o amor, paz e esperança. Afinal de contas, precisamos bastante disso hoje em dia não é mesmo?
Sem preconceito, sem as idéias embaladas que a mídia faz todos engolirem, é até melhor pra ver a realidade.
Estava conversando, numa mesa de bar, com uma amiga que é psicóloga. E naquele papo de botequim, botávamos os assuntos em dia até mesmo por que sempre conversamos sobre vááários assuntos. Essa amiga, inclusive, já foi motivo de ciúmes de várias namoradas só por que, não sei explicar por que, o assunto flui muito bem nas nossas conversas e, por isso, sempre temos momentos bem agradáveis. Mas o assunto que conversávamos era trabalho, ou seja: Eu falei um pouquinho do meu, que de interessante não tem muita coisa a não ser pra quem já trabalha na área. Mas o trabalho dela é um assunto que me interessa muito, por que ela passa por diversas situações e, algumas, até muito inusitadas.
Sei que no fim das contas eu já estava contando uma situação que passei quando meu pai veio a falecer, por que minha mãe não conversava comigo já naquela época e me forçou a ir no psicólogo. Como eu tinha 10 anos na época, já estava puto por que meu pai havia morrido e ainda assim me forçaram a ir pro consultório, eu já chegava lá avesso à qualquer coisa e simplesmente não falava nada. Ou seja, passava 1 hora quieto, sentado, olhando pra cara do psicólogo sem falar nada, nem meu nome.
A única coisa que achei interessante, dei o braço à torcer e interagi com o psicólogo foi quando ele me passou uns testes de QI pra fazer (naquela época ainda não existia o conceito de QE).
Mas enfim, depois de contar toda a situação ela me deu uma resposta simples que me quebrou no meio, ela disse:
- Fabinho, é tudo uma questão de controle. Você só queria o controle e nada mais. E te digo mais, se você parar pra pensar direito, até hoje é esse o seu foco: CONTROLE.
Na boa? Os 5 segundos após ela ter dito isso, eu revi todas as situações que já passei e acabei tendo que concordar com ela. Realmente, controle é algo muito interessante sob qualquer aspecto. Tá bom, concordei com ela, mas ao mesmo tempo já comecei a pensar em inúmeras outras coisas que vinham à minha cabeça e foi quando cheguei à uma conclusão:
Viver é saber lidar com o quê não controlamos.
Não sei se fui mesmo eu que “inventei” essa frase, não sei já havia lido-a em algum lugar e acabei me lembrando naquele momento. Mas tive a nítida impressão de ter chegado à essa conclusão só pela conversa que tivemos.
Mas não é verdade? As coisas que controlamos, damos o rumo que quisermos. Como disse Marcelo Camelo:
“..aponta pra fé e rema.”
Ou seja, você tem o controle da situação, acredita que a sua influência sobre essa situação vai funcionar e pronto. Tudo se resolve como você previu ou quis. E caso o resultado não seja positivo (ou como você esperava) a culpa é sua, por que você tinha o controle.
Agora o problema é o quê não está sob controle, ou que não pode ser controlado por depender de outras pessoas, outras influências, fatores externos e etc…
E como controlar ansiedade, ter paciência e tudo mais pra que essas situações dêem certo e se resolvam positivamente? Daí a minha conclusão..
Enfim, não sei mesmo se fui eu que inventei isso e se não fui, por favor, me corrijam. Mas que isso foi uma coisa que ficou martelando a minha cabeça, devo admitir que foi. Afinal de contas o que incomoda no dia-a-dia são as coisas fora do nosso controle. E como lidar com essas situações? Melhor mesmo é ir vivendo, e vendo no quê dá…
Li no blog da Sisa, um post falando sobre a habilidade que o homem tem para tomar pra si algumas tarefas, tipicamente masculinas, que porventura algumas mulheres possam ser forçadas a passar. Trocar um pneu por exemplo, é uma tarefa que exige uma certa técnica e algum desapego com limpeza. Isso mesmo, é necessário seguir um passo-a-passo que na cabeça dos homens (pelo menos na minha) já fica subliminarmente inserido. Não pretendo “destronar” as rainhas sugerindo que não são capazes de trocar um pneu, pelo contrário. Me disponho, inclsuvive, à ajudar qualquer “Damsel in Distress” numa situação dessas.
Isso me trouxe à memória de um dia que estávamos eu e o meu filho, ele devia ter uns 5 anos na época, na estrada e o pneu do carro furou. Não dá pra esquecer a carinha de decepção dele quando falei que a viagem fôra interrompida por causa de um pneu furado. Não entendi muito bem a causa daquela frustração, mas logo entendi o por quê. Eu desci do carro e ele perguntou se poderia descer também (sabem como é né? Filho sempre quer fazer o quê a gente faz). Dada a autorização, ele desceu do carro e olhou o pneu e viu que não daria pra seguir viagem com aquele pneu. Aí ele virou-se pra mim, com as mãos na cintura, completamente desanimado, e perguntou:
- E agora papai? Sem pneu o carro não anda né?
- É, com o pneu furado o carro não anda. Vamos ter que trocar. – Respondi.
- Mas se você trocar, um dos pneus vai continuar furado. Se você colocar ele atrás, vai continuar furado e o carro não vai andar…
- Não rapaz, vamos trocar o pneu furado pelo step.
- Step? Isso não é aquela cordinha da prancha?
- Não, aquilo é strap. Step é esse pneu aqui ó. – Falei, mostrando o pneu debaixo do tapete do porta-malas.
- Ué! Quem colocou esse pneu aí?!?!?!?! – Completamente maravilhado.
- Rapaz, todo carro vem com um pneu sobrando. Justamente pra gente trocar, se algum furar.
- Ãhn….
À partir daí, pedi pra que ele ficasse num ponto seguramente distante de mim, mas perto o bastante pra ver o quê eu fazia. Áí comecei o check-list mental, enquanto executava-o:
1 – Sinalizar a estrada com o triângulo.
2 – Pegar chave de roda, macaco e step.
3 – Afrouxar os parafusos da roda em questão.
4 – Posicionar o macaco.
5 – Levantar o carro.
6 – Tirar os parafusos.
7 – Tirar a roda, e guarda-la no lugar do step.
8 – Colocar o step em posição.
9 – Colocar os parafusos, mas ainda sem apertá-los.
10- Descer o carro, e tirar o macaco.
11- Apertar os parafusos.
12- Guardar a chave de roda, o macaco e pegar o triângulo.
13- Parar no borracheiro mais próximo.
Bom, como o carro era novinho naquela época, o processo foi muito rápido e eficiente. Acho que em menos de 5 minutos já estávamos de volta à estrada. O quê depois meu filho ficou falando que havia sido um “pit-stop”. Quem o via contando como o pai dele havia sido um super-herói e trocado o pneu do carro tão rápido quanto um pit-stop de formula-1, não tinha como imaginar o quanto o pai dele sofreu na primeira vez que foi trocar um pneu. Bom, inexperiência conta muito nessas situações. Às vezes a vontade de fazer tudo muito bem feito é atrapalhada pela inexperiência. Na minha primeira vez(trocando pneus, que fique claro), tinha uns 16 anos, fiz uma merda atrás da outra:
1 – Levantei o carro com o macaco.
2 – Tentei desafrouxar os parafusos
3 – Derrubei o carro de cima do macaco (por sorte não caiu no meu pé)
4 – Lembrei do Triângulo (quando quase fui atropelado por um carro q passava)
5 – Afrouxei os parafusos.
6 – Levantei o carro e troquei o pneu.
7 – Tentei apertar os parafusos.
8 – Derrubei o carro de novo (dessa vez eu já tinha pulado pra longe!)
9 – Apertei os parafusos.
10- Segui viagem.
11- Voltei pra pegar a chave de rodas e o triângulo q tinha deixado pra trás.
Enfim, pode-se observar que foram menos itens seguidos mas o tempo gasto foi muito maior que o triplo do primeiro check-list. Mas esse é um dos problemas de aprender as coisas de orelhada. E como, nesse dia, só tinha eu de homem no carro e eu era quem melhor entendia o funcionamento de uma roda, acabei forçadamente fazendo o papel de macho-alfa.
Confesso, não resisto à ver uma “Damsel in Distress” que logo páro pra ajudar. Afinal de contas, nós gostamos de ajudar, e elas adoram serem ajudadas.. Não é verdade?
É bom que no fim do “pit-stop” só falta aquele suspiro delas dizendo: “- Meu Herói!”
Outro dia, passei por uma situação nada agradável, séria. Daquelas que quando acabam deixam a gente com o peito apertado e não dá pra pensar em mais nada, a não ser a maneira como se deveria mesmo ter agido. Acabei pensando muito nas coisas erradas que fiz, pensei que não havia mesmo nada que eu pudesse fazer pra reparar a minha situação naquele momento. Cheguei à conclusão que deveria me submeter ao que me fosse imposto, e que nada mais havia para ser feito.
Mas antes do fim dessa situação, surgiu um sorriso sarcástico do meu interlocutor. O tipo de coisa que não se espera para um momento tão sério. O tipo de coisa que acende a chama do ódio, arde o peito e ferve o sangue. E por conhecer bem o sarcasmo, por já ter me utilizado dele inúmeras vezes, assimilei calado. Esbocei apenas singela reação. E daí surgiu outro sorriso sarcástico. Nesse momento, com minha cabeça à mais de mil por hora, mantive a calma. Medi, e escolhi à dedo, cada palavra que deveria dizer. Cada sentença, cada frase foi pensada. E no fim das contas eu, ainda no mesmo personagem, entendi que nada devia fazer naquele momento para revidar, afinal de contas a vingança não combina muito comigo.
Mas aquele sorrisinho sarcástico não me saiu da cabeça por muito tempo. A situação, em si, já foi deixada pra trás, mas não aquele sorriso. Nunca esquecerei. Afinal de contas o sarcasmo serve para desvalorizar a ofensa direta, para mascarar a verdade. Serve, também, para dizer o quê se deveria dizer com outras palavras. Serve para abrir os olhos algumas vezes. Comigo, foi como um clarão que iluminou meu céu, meu mundo, minha vida. Abriu portas em minha mente que há muito haviam sido fechadas, trancadas e as chaves jogadas fora. Enfim, me tocou profundamente.
Se pensei em me vingar? Claro, pensei inclusive em todas as formas possíveis. Pensei em inúmeras maneiras que no fim me levariam à um mesmo objetivo. Pensei no que eu deveria fazer, e como faria. Quais seriam os cuidados necessários e todos os outros pontos que se deve considerar numa vingança. Mas, felizmente, concluí que a vingança de nada me adiantaria, nada me acrescentaria, não me faria crescer.
Então resolvi mudar e mudando, percebi que poderia retribuir aquele sorriso sarcástico. E quando vislumbrei essa possibilidade, parei e pensei que não o faria. Pelo simples fato de não querer me igualar. Pelo simples fato de saber que sou muito, mas muito melhor do que aquele sorriso. Por saber que meus atos, dali em diante, seriam meticulosamente pensados e no fim o meu objetivo, muito mais nobre e poético, seria alcançado com louvor. No fim, percebi que faltava essa idéia de superação, isso sim faz mais o meu feitio. Isso sim me impulsiona mais. E isso é o quê vai me fazer vencer no final, vai me fazer olhar para baixo e poder ajudar quem, por mim, for derrotado. Pois é disso que se fazem os verdadeiros vencedores. Já dizia meu pai: “É necessário saber perder, mas mais ainda é necessário saber vencer.” É Sr. Fernandes, o Sr. Sempre esteve coberto de razão. Uma pena eu ter demorado tanto para atentar para tal fato. Eu soube perder e o quê ganhei? Um sorrisinho sarcástico…
Mas quando eu vencer, vou estender a mão, de coração. Daí fica clara a nobreza na vitória.
Sempre acompanho as estatísticas do blog, mas obviamente levo em consideração que deve haver alguma margem de erro que não demonstra os acessos ao blog com 100% de precisão. Mas uma coisa que constatei é que os textos mais “calientes” são sempre os mais acessados. Sério gente, os posts “Diversão” e “Bom dia” são os mais acessados daqui… Não sei dizer se isso é bom ou se é ruim, mas sei que isso quer dizer que todo mundo só pensa em sacanagem. Não que, obrigatoriamente, todo mundo pense em sacanagem mas é que alguns tem a coragem de admitir isso, enquanto outros só pensam. Sei que pode ter gente que ao ler isso pode pensar: “Eu não penso em sacanagem.”. Mas pensa sim, nem que seja com a pessoa amada ou com aquela paquera que você viu na hora do almoço, ou se não pensa de verdade é por que tem vergonha até de pensar.
Mas isso deveria mesmo ser visto como um tabu? Acho que hoje em dia não existe mais esse negócio de casar virgem… Bom, pode até existir, mas eu acredito que seja utópico demais. Tento imaginar um camarada que se mantém virgem com o objetivo de encontrar uma mulher na mesma condição pra, daí, pensar em namorar e casar, mas não consigo ver lógica nisso. Não que eu seja contra, que isso fique bem claro: Acho que cada um tem o direito de fazer o quê achar melhor da própria vida, mesmo que isso não faça o menor sentido pra quem é expectador dela.
Outro dia conheci um cara que é assim, tudo bem que essa opinião dele foi embasada numa criação com muitos domingos na igreja, muita conversa com os pais que impunham inúmeras outras regras. Aí concluí que ele é assim porquê quer. Ok, ele “quer” pois foi condicionado para aceitar, até mesmo por quê regras no meu ponto de vista são feitas para serem quebradas, mesmo que ninguém esteja olhando. Tentei conversar com ele, mas de forma alguma eu tentei convencê-lo de que o quê fazia era errado ou que ele deveria agir de outra forma, eu só queria entender como ele processava a informação. E não encontrei explicação, ele só quer ser assim por que acha que é assim que tem que ser, por que “Deus” vai querer que assim seja a vida dele e ponto final.
Mesmo assim esse troço não entrou na minha cabeça, eu ficava pensando assim:
“Tá, você vai querer casar virgem, mas aí vão ser você e a sua esposa virgens e o sexo? Como vai ser? Quem vai ensinar o quê o outro deverá fazer???”
Não agüentei, aproveitei o gancho e perguntei logo com toda a cara de pau do mundo:
“- Mas como vai ser? Quem vai ensinar o quê pra quem? A parada vai rolar só no instinto mesmo?”
Resposta:
“- Na verdade isso não é base pra um relacionamento. Não sei por quê você se importa tanto com isso.”
Excelente resposta evasiva que ele deu, mas não saber por que me importo tanto com isso???? COMOASSIMBIAL? Tão conseguindo pegar o quanto as minhas idéias estavam longe das dele?? Eu simplesmente não conseguia ver isso com naturalidade. Até mesmo por que, pra mim, sacanagem é necessária, todo o tempo possível SIM. Imagina você casar virgem, e ainda marcar um dia na semana pra “praticar sexo” (assim ele me falou)??? Ah tá, agora entendi, na verdade você só é alienado mesmo né?
Fiquei me questionando sobre a durabilidade de um casamento assim. Tá, em parte até concordo que realmente sexo não é a base de um casamento, pode não ser a base mas compõe uns 45% da parada. Até mesmo por quê senão o amor entre marido e mulher viraria amor de irmão, ou de “enteados”. Imagina você chegar em casa e encontrar a sua “amiga”, só que nesse caso é só amiga e vocês ainda têm um dia na semana pra “praticar sexo”. Sinceramente? Pra mim não dá. Tem que ter aquela atração sabe? Aquela coisa doida que, às vezes, pega a gente desprevenido no trabalho e quando a gente dá por si a imaginação tá longe, obscena e indecente que só. Claro que quando isso acontece e você tem a pessoa certa pra povoar seus pensamentos, isso fica até mais fácil, até mais propenso à criatividade. Por que, num relacionamento, é dever agradar em todos os sentidos, inclusive quando o assunto é sexo. Mas todo mundo sempre acaba pensando numa sacanagenzinha de vez em quando, nem que seja pra depois não admitir ter pensado e muito menos pensar que precisa admitir.
Me acho bastante indecente sabe? Não consigo ver uma mulher bonita e já não pensar inúmeras coisas que é melhor não comentar aqui, mas eu penso e ainda admito. Eu sou assim, e digo que é bom pra caramba ser assim. Não lamento pelo cara que vai casar virgem, pelo contrário, acho mesmo que ele deve fazer o que mais lhe agradar. Mas que eu não consigo entender, não consigo. Acho que se me impusessem tantas regras e tabus eu ia explodir uma hora, literalmente, tanto em hormônios como psicologicamente. Mas é da minha natureza questionar, é da minha natureza atender aos meus desejos e vontades, por que pra mim é disso que a vida se trata. Não só sonhar, mas realizar o que se sonha e objetivar novos sonhos para serem realizados. Eu sou assim, mas esse cara em questão não é…
Não adianta, sacanagem tá mesmo na cabeça de todo mundo e, provavelmente, esse cara que vai casar virgem também tem sacanagem na cabeça. Só torço pra que, quando ele encontrar a virgem dele, ele não se arrependa muito por não ter experimentado antes.
Depois eu digo se esse post fez sucesso nas estatísticas…
Eu sou aquele chato. Aquele que sempre tem algo a dizer, que ninguém sabe, sobre um assunto numa mesa de bar. Sou daqueles que quando paro de falar quando começa a reflexão e a busca por um novo assunto, por ter sempre conclusões complexas. Costumo ser aquele que alimenta as gargalhadas quando junto aos amigos. Gosto de ser o cara que todos recebem com sorrisos e, ao mesmo tempo, sou daqueles que causa inveja por ser tão querido por muitos. Faço de tudo para manter um amigo, mas vou ser o primeiro a rechaçá-lo caso aja erradamente. Sou meio tosco às vezes, tenho manias estranhas. Não me peça para ficar caso eu queira ir embora, não me peça para fazer algo que eu não queira. Não tente adivinhar as minhas expressões, elas nem sempre são sinceras. Mas acredite em minhas palavras, pois dificilmente direi alguma inverdade. Não queira impor a sua opinião, explique-a da melhor maneira possível e quem sabe assim eu não poderei ao menos te entender? Então, obviamente, não queira discutir religião, futebol ou política, caso não esteja realmente preparado. Sou daqueles que gosta de ouvir por também gostar de ser ouvido. Sou daqueles que fala demais às vezes, mas me desculpo assim que percebo a gafe. Gosto de ser ombro amigo. Gosto de tentar achar a solução pros problemas dos outros, mas não tente opinar sobre os meus. Ninguém tem o meu ponto de vista, mas eu entendo o de todo mundo. Sou daqueles que você pode contar caso precise de verdade, mas não vou pedir ajuda facilmente. Caso se aventure comigo em minhas peripécias, esteja preparado para superar seus limites pois assim lhe encorajarei. Se houver uma pedra para pularmos numa cachoeira, pode deixar que eu pulo primeiro e te mostro como é, para depois ficar gritando lá de baixo: “Uhuuuulll!!! IRADO!! Pulaê pô!”. Se estivermos pegando jacaré, acredite em mim por que as ondas não são tão bravas como aparentam. Se eu oferecer montar uma bandinha pra tocar na sua festa de aniversário, aceite. É garantia de diversão. Sou daqueles apaixonados incompreendidos, um cara que gosta de viver a vida que tem mesmo com todos os problemas do cotidiano. Sinto saudades, sinto raiva, sinto solidão às vezes, sinto que cada vez mais eu me esforço pra melhorar mas nem sempre sinto melhoras visíveis. Tenho um talento nato para fazer amizades e, involuntariamente, o mesmo talento para fazer inimigos. Gosto de coisas simples. Não gosto de planos que tenham mais que 1 semana de previsão. Gosto do desconhecido, gosto do quê não aparento. Ouço reggae todos os dias, mas não duvide que sei tocar tan-tan e pandeiro numa roda de pagode. Sou um branquelo sambista, bateirista que gosta de tocar violão, metido à surfista e skatista, gosto de bicicletas, gosto de futebol com chuva, sou metido à escritor, gosto de coisas que quando as faço ouço: “Você é doido!”. Gosto de contar minhas aventuras pra minha mãe e vê-la ficar com aquela cara de que sabe que aquele menino de 10 anos ainda é parte grande de mim. Quando estou junto com meu filho, não queira a minha atenção porquê não vou querer te dar. Sou mais amigo do que pai, sou mais “colego” do que alguém que impõe regras, nossas brincadeiras são sempre as melhores e se você duvidar eu te mostro como são legais.
Mas quando eu disser que preciso de alguém, estenda-me a mão. Por quê pra admitir que preciso, é por quê já não consigo mais sozinho..
Pra início de conversa não quero me justificar, gostaria mais de passar a idéia de desculpas do quê qualquer outra coisa. Eu sou um cara relapso com certas coisas sabe? Por exemplo, às vezes deixo alguma louça suja para ser lavada no outro dia, uso o mesmo par de meias mais de uma vez, não curto fazer a barba sempre porquê é um saco, dentre outras coisas… Mas a minha maior displicência é com o fato de não guardar datas. Sinceramente isso é uma merda. Eu bem que tento me esforçar pra poder gravar o aniversário de todo mundo, mas simplesmente não consigo. Ano passado esqueci o aniversário da minha irmã e ela ficou completamente possessa comigo não pelo fato de eu ter esquecido, mas pelo fato dela precisar me lembrar. Por que mesmo depois de tê-la encontrado várias vezes depois do aniversário ela virou-se pra mim e disse:
“- Sabia que você esqueceu meu aniversário esse ano?”
Aí respondi:
“- Bom, só te digo que não foi por mal.”
No fim das contas a gente conversou, ela só me deu os parabéns com 2 dias de atraso no aniversário desse ano pra se vingar, e pronto. Tá, ela é a minha irmã e me perdoa por me amar incondicionalmente, e ela também sabe que eu não guardo datas.
Sinceramente sou péssimo com datas, as que tenho decoradas são a do meu aniversário, no aniversário do meu filho, natal e ano novo. Simplesmente não consigo decorar outras. Já tentei inúmeros “métodos infalíveis”, mas não dá. Aí de uns tempos pra cá eu desisti.
Só que as pessoas se magoam comigo, e eu queria deixar bem claro que não faço por mal. Simplesmente é da minha natureza não decorar datas. No trabalho, por exemplo, tenho inúmeros post-it’s colados no meu monitor, com datas de reuniões, prazos para entregar trabalhos, data de início e término de projetos e por aí vai. Porque eu não consigo decorar tudo. O problema maior é explicar isso pra alguém que fez aniversário e eu não lembrei.
Além de ter esse “alzheimmer residual”, tenho tido bastante stress em tudo o quê faço, seja em casa, no trabalho, na faculdade. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E isso tudo associado ao fato de eu não ficar com meu celular o tempo todo à tira-colo, acaba por fornecer espaço suficiente para malentendidos.
Não faço por mal, juro. Só que não dá pra explicar como é estar sob pressão o tempo todo e, mesmo assim, ainda ter que lidar com as coisas do cotidiano com a mesma avidez de como se não tivesse nada pra fazer. E tem mais, o fato de não ter tempo disponível pras coisas que eu tenho como lazer, também é fator coadjuvante pra piorar minha situação porque eu viro outra pessoa. Sem skate, sem praia, sem bateria, sem banda, sem nada de lazer, eu praticamente viro um autômato autônomo. Não penso, só executo. Aí quando consigo uma folguinha pra escapulir e fazer o quê preciso fazer pra desanuviar as idéias e a cabeça, simplesmente largo tudo e saio correndo.
NADA justifica esquecer o aniversário de alguém querido. NADA, de verdade. E quanto à mim, só me resta tentar dizer que não foi por mal e tentar expressar o quanto essa pessoa é importante e especial pra mim. Mas nem sei se isso interessa mais para essa pessoa, até mesmo porque já demorei muito a me tocar que havia esquecido a data, mas pra mim interessa… e muito.
Então, feliz aniversário pra você. E, acredite em mim, não foi por mal. Não foi mesmo.
Não quero citar ninguém sabe? Acho que consigo escrever um texto sem precisar usar palavras já ditas. Mesmo sabendo que isso é sinal de sabedoria e aquele blá blá blá.. Poderia começar com: “Jogador que joga nas 11 posições, não joga bem em nenhuma!” mas como “Há pessoas que têm um impecável mal gosto.” prefiro pensar que: “Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a um entendimento de nós mesmos.”.
Não é que eu não saiba ou não goste de fazer, mas acho que citação é aquela coisa chique que se deve fazer em casos onde elas se encaixam perfeitamente. E não tentar escrever um texto só com citações. Até mesmo por quê escrever assim dá uma impressão de colcha de retalhos sabe? Pode ficar bonito no final, mas é aquela coisa desigual, disforme, sem um padrão, sem muita clareza. Como meu filho costuma me perguntar: “Tendeu??” E já estou citando de novo. Mas não sou completamente contra e que isso fique bastante claro, mas às vezes devemos dar-nos as rédeas da escrita. Poder ser quem cria para, quem sabe, ser citado depois. Existem coisas que realmente não ficam bem sem uma citação, uma monografia por exemplo, ou qualquer texto acadêmico. Enfim, tem que ter bom senso.
Na verdade não quero interferir no direito de citar de ninguém, citem, citem-se, incitem, excitem e excitem-se (ou não). Afinal de contas citações demonstram que no momento que lemos o texto e depois citamos parte dele, significa que – naquele momento e naquele texto – tivemos pleno entendimento do quê o autor quis expressar, ou então contextualizamos a leitura no nosso dia-a-dia e conseguimos encaixar bem o texto dos outros nos nossos.
Então, pra terminar, vou tentar acabar com citações de impacto:
“Meu pai costumava dizer que quem cita demais não tem idéias próprias.”
(não sei quem disse)
“Todos nós somos um mistério para os outros… E para nós mesmos.”
(Érico Veríssimo)
“Tendeu?”
(meu filho..)