Devaneios de um Qualquer


Na varandinha…
24 Setembro, 2009, 11:26 am
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Antes eu tinha tudo e não sabia.
Não sabia que se perdesse
Nunca mais poderia ter seu toque
E assim, viveria no limbo da solidão.
Dentre todas as situações que passei
Já não as enumero mais.
Agora percebo a falta que você faz.
Na vida a gente precisa valorizar
Isso é fato.
Restaurar a confiança ainda é complicado
Ainda é difícil, mas não impossível.
Simplesmente não desito.
Insisto, o quanto ainda puder.
Lanço mão do quê tenho
Vejo-te num futuro não muito oblíquo
E é isso que me faz seguir em frente.
Igual sentimento não há.
Reescrevo significados para velhos sentimentos
Antes esquecidos, agora plenos.
E se pudesse voltar no tempo
Se pudesse refazer algumas coisas
Inquestionavelmente te teria a meu lado
Lugar de onde você nunca devia ter saído.
Você não sabe que falta faz.
Antes eu tinha tudo, e não sabia.



Perto de mim.
11 Agosto, 2009, 1:55 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias | Tags: , ,

Sinto você perto de mim.
Sinto, e distingo, seu perfume dentre a multidão.
As músicas que ouvimos juntos me trazem você.
Trazem pensamentos impuros, sentimentos inoportunos.
Seu cheiro ainda está em mim, e aposto que você ainda tem o meu.
Não sei por quê não apago você, mas minhas memórias..
Ah, quantas memórias. Quantas aventuras.
Seu toque, seus olhares e, de novo, seu perfume.
A marca que deixaste em mim..
Não há ferro em brasa que cauterize meu peito.
Não há sedativo que me faça entorpecer.
Não há nada que me faça esquecer.
Você sempre me vem à cabeça.
Esse fulgor que nasce em meu peito, pra começar basta pensar em ti.
Se preciso mesmo te sentir de novo? Não sei.
Se gostaria? Com certeza.
Se te rejeitaria depois? Talvez.
Se te quereria mais uma vez? Depende de você.
Ainda sou todo seu, ainda sinto você perto de mim.
Sinto muito por não poder fazer nada.
Ou não querer fazer o quê posso.
Mas espero por você, decisão que não cabe à mim.
Ainda sinto você perto de mim.



Agora sim, falando de mim.
10 Agosto, 2009, 11:55 am
Arquivado em: Fragmentos, Não sei o quê, Poesias

Nem tudo na vida é coisa boa.
Nem sempre é amor e alegria.
É, às vezes, pouca luz em pleno dia.
É às vezes canto que desentoa.

Assim vou vivendo.
Sendo franco e honesto.
Mesmo seguindo sofrendo.
Sei que ainda tenho o resto.

O resto que é alegria não é resto.
É o quê resta do que há de bom.
Onde o dia se torna claro.
E o canto de novo volta para o tom.

Sou o que sou.
Sei onde estou.
Sei pra onde vou.

Expresso o quê quero, quando e como quero.
Não me interprete mal, assim espero.
Não se confunda tentando me entender.
Pois vou te convencer a, comigo, se entreter.

Meu verbo costuma ser vasto.
Minha verba, nem tanto, às vezes escassa.
Meu silêncio é inoportuno, indesejado.
Minha boca, seu prazer e seu agrado.



..e me beije a boca.
22 Julho, 2009, 9:36 am
Arquivado em: Amor, Fragmentos

Vem cá e me beije à boca.
Não tenha pudores, exerça poderes.
Apodere-se de mim.
Pondere sobre o quanto te quero.
Não me peça poesias, poemas ou prosa.
Peço apenas que pense em mim.
Como pessoa, como ser.
Como ser um ser que ama?
Ou que apenas te deseja em desvarios?
Num desvio permanente de conduta.
Quero-te como minha concubina, minha puta.
Esqueça os versos por enquanto.
Enquanto isso, seja minha musa inspiradora.
Inspire a luxúria que exalamos.
Amantes ofegantes em corações acelerados.
Não queira juras de amor, não é hora para isso.
Queira a minha carne, o meu sexo.
Demonstre o seu desejo.
Vem cá, me beije a boca.



O pior.
8 Junho, 2009, 12:26 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

O meu silêncio é resultado da sua inquietude,
Da sua pressa, algo que te cega, te ilude.
Momentos bons que tivemos foram poucos.
Embora estivéssemos agindo como loucos.
Não pudemos ver o que seria, até onde iria.
Nossas idéias não compartilham a mesma alegria.
Um agrado, um afago, um nada eu esperei.
E de bom grado, vago te presenteei.
Mentiras sinceras não me interessam.
Ao meu passado esquecido, me regressam.
Tornam mais pálido e opaco o meu futuro.
Me trazem pensamentos vis e impuros.
Não espero que aprove o quê escrevo.
Não digo o quanto machuca o quê descrevo.
Guardo pra mim o quê achar melhor.
Nada espere de mim, a não ser o pior.



O caos, ou o cais?
29 Maio, 2009, 5:26 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Não quero mais tentar.
Faço do desgosto um alívio.
Entre súplicas e lamúrias
Sei que não vou alcançar.

Busca vã pelo meu norte.
Companhia incessante da solidão
Não pude contar com a sorte
Desse amor em meu coração.

A porta aberta, o porto certo.
A casa, o cais, o caos.
Por aqui, só um peito aberto.
O vazio, o vacilo, os vãos.

Bem não podes me querer.
Querer assim, não é o que quero.
Quero amor sincero, de estremecer.
De toda alma, assim espero.

Hei de saber o quê pensas.
Não tende à meu favor, entendo.
Não dormir em noites tensas
Apenas sonhando, não vivendo.

Tuas lembranças eram acalentos
Suas histórias me traziam momentos
Seus olhares traziam sentimentos
E de sua boca, hoje, o meu maior sofrimento.

Devolva a minha paz, o meu sossego.
Faça com que eu possa sonhar novamente.
Deixe-me livre, e liberte-se também.
Pois preciso tentar ser feliz com outro alguém.



Inveja
11 Maio, 2009, 12:46 am
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Nesse caso não chega a ser má coisa, admitir ter inveja.
Acabo por desejar o que, em parte, é do outro.
Mas não consigo apenas contentar-me em apenas olhar.
Preciso tocar, sentir, saber do seu cotidiano.
Conheço cada parte do que espero, por já tê-lo tido aquela vez.
E se precisar fazer o impossível se tornar possível, assim o farei
Para que não seja mais inveja o sentimento, para que se torne puro amor.
Para que eu a tenha de volta em meus braços.
Assim sonho, assim espero.
Assim me contento com um futuro próximo.
Com seu amor, perto de mim.

_________________________________________________
Fim de semana legal, vi meus amigos, tive uma surpresa pra lá de especial, bebi muita tequila e falei o dobro de besteira.
Como disse antes, ia passar e passou.. Até mesmo por quê é melhor ter a esperança de que um dia vai dar, e estar, tudo certo do que ter a certeza do contrário.



Nas asas da certeza.
20 Abril, 2009, 3:03 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Me leve pras asas da certeza, me tire desse labirinto de dúvidas. Dê-me a dádiva do amor pois, há muito, anseio por isso. A espera deve ser sem mais delongas, pois já foi longa e longe demais. Se o meu bastar não for o bastante, que tentem me impedir de impelir esse sentimento pra fora do meu peito. Já não aguento mais, já não preciso mais carregar esse peso. Não que tenha desistido da espera, mas por saber que a espera é vã. Por saber que existem coisas que ainda quero experimentar. Ainda restam os restos do fogo que ardia em meu coração. Mas agora eu manterei esse fogo em brasa eterna, para quando você chegar, eu possa usar a brisa do seu amor para fazer com que a brasa vire labareda novamente, para fazer meu coração arder em meu peito.
Ainda espero-te, mas tenho mais paciência caso não venhas logo. Não mais me guardarei para algo que sonho acontecer, não mais me conterei quando quiser gritar ao mundo o que sinto.
Certa vez, pediram para que eu diferenciasse solidão de “estar só”. Acho que estar só, é apenas não ter ninguém a seu lado, enquanto a solidão é ter inúmeras pessoas próximas a você e mesmo assim parecer que você não está lá… A solidão é a sensação do vazio, mas não do vazio em nós. A solidão é o vazio que se sente por não ser importante para outra pessoa, por não se ter por quem ser amado. E eu sinto como se não tivesse, e soubesse que não há, alguém que me ame de verdade, alguém que sinta ansiedades e desejos por mim. No meu entender, essa é a pura solidão.
Mas não quero mais esses pensamentos lúgubres, esses tons e verbetes melancólicos. Quero palavras amenas e, a menos que as coisas mudem, assim as manterei.
Cansei de esperar por você, mas ainda estarei aqui caso queira se aproximar. Já cansei de lutar batalhas comigo mesmo onde ninguém sai vitorioso. Onde o fim de cada batalha é apenas o extermínio da esperança que, nessa guerra interminável, não tarda nascer novamente para sumir outra vez. Sei que o quê me aguarda, tá guardado.. Infelizmente ainda tá guardado.

Serei meu próprio sacerdote e construirei, com meu coração, a minha própria sorte. E quem sabe, essa sorte não me brinde com algo inverso à morte?



Não..
13 Abril, 2009, 12:08 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Não me peça para mentir, eu tenho meus motivos.
Não tente adivinhar o que eu sinto, não faço demonstrações óbvias.
Não duvide dos meus sonhos, só eu sei quantos sonhos já realizei.
Não me julgue, se não me conhecer.
Não pense que me conhece, até eu me desconheço às vezes.
Não finja gostar de mim, pois te direi se antipatizar.
Não queira impor suas vontades, ainda não sei o quê quero.
Não queira nada por mim, meus gostos variam com o vento.
Não seja mais inconstante que eu, senão me torno simples.
Não seja mais simples que eu, senão fico complexo.
Não me deixe influenciar-te, só sirvo de má influência.
Não saiba mais que eu, pois nem sempre compartilho tudo que sei.
Não me queira bem, senão me apaixono.
Não se apaixone por mim, posso amar-te.
Não me ame, senão meu mundo se ilumina.
Não seja o quê procuro, pois não sei o quê se a busca acabar.
Não me deixe. Se me amar, não me deixe.
_________________________________________________________________

Andava de férias do trabalho e do blog tb… Voltando ao trabalho nos dois.
A quem possa interessar, meu texto “à 4 mãos” em parceria com o Troll, foi publicado na quinta passada. Segue o link para o “Interlúdio“.



..não me enganas.
19 Março, 2009, 3:30 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Adoro quando você mente.
Dá pra ver que você acha que me engana.
Gosto quando você percebe meus olhos em você.
Suas insinuações me alucinam.
Ouvir seus suspiros me deixa surdo para outros sons.
Sentir seu gosto, seu cheiro, seu toque, me coloca em outra dimensão.
Onde tudo se torna secundário, a não ser você.
Você não sabe, mas sinto sua mentira.
Se você diz que não, eu sei que sim.
Se você diz que sim é por que quer mais.
Se não diz nada, é por que as palavras de nada valem.
Numa hora em que só eu e você sabemos o quanto somos um.
Na hora que todos os sentimentos se misturam.
Na hora que todos os pensamentos somem.
Não há lógica, não há sentido. E é assim que deve ser.
Mas não finja me enganar, você não consegue.
Vejo através de você. Sinto-me através de você.
E não preciso de mais nada, a não ser você.