Devaneios de um Qualquer


“Eu quero é PAZ!”
20 Outubro, 2009, 11:21 am
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Não quero saber de violência, acho que a gente já teve violência demais. O Rio, desde o início dos anos 80, apresenta esse problema. E sou realista a ponto de não colocar a culpa só nos bandidos, até mesmo por quê parte da polícia é conivente com o crime organizado. Mas também não quero desmerecer os policiais honestos que mesmo com o despreparo, a falta de infra-estrutura, a baixa remuneração, a falta de incentivos do governo, continua fazendo seu trabalho diariamente contando com a merreca que o governo paga.

Eu, pessoalmente, acho que o policial militar deveria ser remunerado a ponto de não precisar se sentir tentado à receber suborno assim como os policiais federais. Tudo bem que aceitar ou não o suborno é uma questão de ética pessoal, mas se um PM que recebe 1 salário mínimo tiver a oportunidade de lucrar 10 mil pra não atrapalhar o funcionamento de uma boca de fumo, admito que a tentação deve ser grande.
O problema é que no Brasil, o judiciário é tão enrolado que todo mundo acha uma brecha pra lucrar com alguma coisa. Eu, por exemplo, me pergunto o por quê da polícia do estado do Rio saber da existência de milícias em várias favelas e não fazer nada. É mais fácil fazer blitz e arrecadar uma graninha dos inadimplentes com o IPVA do que subir o morro e trocar tiro com bandido que tem fuzil, tem metralhadora, tem granada de fragmentação. Por quê a PM não tem esses recursos, sabe? Isso me leva a uma dedução lógica, veja bem:

Polícia não faz nada, recebe suborno e dá a desculpa que é despreparada. Traficante paga o suborno, vende drogas, compra mais armas pra brigar com outros traficantes ou pra se resguardar caso a polícia mude de idéia e resolva entrar na favela.

Nesse meio tempo quem, literalmente, se fode é o contribuinte que paga horrores de impostos e esses governantes de MERDA que não fazem porra nenhuma. Ter que adaptar a própria vida pra não passar por riscos desnecessários, tem que mudar o caminho de volta pra casa pra não dar mole perto de favela e tomar uns tiros de fuzil que derrubam helicóptero. E quando aconteceu a queda do helicóptero, vi uma imagem no jornal de um ônibus que desviava do seu trajeto normal, que trazia um passageiro completamente revoltado que gritava à plenos pulmões:

“- Eu quero paz brother! Só isso, só queremos PAZ. Mais nada!”

Concordo completamente com ele, até mesmo por quê a fala dele soou mais como um pedido do quê uma reclamação. Ele parecia já estar de saco cheio com tanta violência.

O nível de organização dos bandidos é tamanho que poderiam ser sub-divididos em departamentos:

Logística: responsável pelo transporte de drogas e armas, também serve pra chamada “contenção”.
Recursos Humanos: responsável pelo recrutamento e contratação, administração de plano de carreira (sim, porque o tráfico tem isso mas a PM não consegue aplicar bem essa idéia), folha de pagamento e até incentivos para aumento de produção (inclui gratificações e penalidades), cuida também da logística de realocação de funcionários. Caso uma favela precise de reforços, esse departamento atua.
Administração: responsável pela análise do negócio, ponto de tomada de decisão, análise de vendas e lucros.
Operacional: responsável pela manufatura e embalagem das drogas.
Segurança: “contenção”, monitoramento da movimentação na favela, parte que interage diretamente com os policiais corruptos.
Telecom: gerenciamento de meios de comunicação, compra e manutenção de rádios, conexão com internet, telefones, fogos de artifício e pipas..

Enquanto própria polícia deve sucatear seus carros e seus equipamentos devido à baixa remuneração. Equipamento tem, porquê o helicóptero abatido não deve ter custado barato, mas de quê adianta um helicóptero sobrevoar uma favela? Vão prender um altofalante no bichão e ficar gritando lá de cima:

- Ei, você aí ladrão! Aqui é a polícia, você está preso!

Nesses últimos dias, ainda presenciamos a quantidade de “filiais” que uma facção pode ter, por que a maior parte dos atentados incluindo queima de ônibus no Rio foi, declaradamente, uma tentativa da bandidagem distrair a atenção da polícia e não faze-los invadir o Morro dos Macacos e acabar com a bagunça. Eles administram de dentro de presídios, todo mundo sabe do problema e continua parado.

Ou seja, é placebo pra mídia engolir e achar que a polícia é equipada, quando na verdade está sucateada. Essa é a única parte do Brasil que dá vergonha de ser brasileiro e é o Governo que não dá exemplo de ética, é o Governo que gasta mais tempo com CPI’s pra “se investigar” do quê para realmente trabalhar à favor do povo.

To é de saco cheio já…



Catch a fire!
8 Outubro, 2009, 3:55 pm
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Não tenho tido muita coisa pra escrever por aqui ultimamente, muita coisa “maiomeno” acontecendo… Trabalho e faculdade à todo vapor, enfim cotidiano em rotina encravado na pele. Então, como tá faltando novidade vou falar sobre Bob Marley. Mas assim, uma coisa levou à outra por que estava eu, ouvindo Bob no trabalho e tive que desconectar o fone do computador deixando o som alto pra caramba, e o Estagiário logo se pronunciou:

“- Caraca, você ouve essa música de maconheiro?”

Bom, pra começo de conversa ele é estagiário e tem o direito de dar esses vacilos. Só que reparei todo o preconceito com o qual ele formulou a pergunta. Ficou aparente não só o preconceito para com os usuários da cannabis, mas também uma profunda ignorância musical. Digo isso por quê Bob Marley não foi apenas um “maconheiro” não caberia esse termo pejorativo sabe? Fumava maconha? Fumava e não devia ser pouca. Mas ele praticamente inventou um estilo musical, e hoje em dia isso é muito raro de se ver. Pegou parte do Ska Americano, diminuiu a batida, introduziu outros instrumentos, backing vocals e tudo mais que o Reggae representa hoje em dia. Além dessa iniciativa bárbara em relação à música, ele SEMPRE trazia em suas letras, mensagens de paz, amor, às vezes de alerta e em outras tantas um grito de guerra para que os povos africanos se unissem e lutassem contra a opressão que foi vivida no passado que ainda perdura em alguns pontos do mundo.

Enfim, Bob Marley tinha defeitos? Claro, ele era um homem como outro qualquer, mas não pode ser menosprezado por consumir Cannabis. Diga-se de passagem eu não tenho nada contra quem consome, até mesmo por quê não me fazem mal. Por mim, seria até legalizada por que aí geraria impostos, seria regulamentada e não contribuiria pro tráfico. Diferentemente dos consumidores de drogas lícitas como o álcool (o qual sou consumidor eventual) e o tabaco. Quantas vezes já presenciei cenas deploráveis de pessoas dormindo no chão, vomitando em si próprias devido ao consumo do álcool, isso sem contar a quantidade de acidentes automobilísticos que ocorrem mesmo com a vigência da lei seca?? Nunca vi em nenhuma manchete de jornal:

“MACONHEIRO ULTRAPASSA SINAL VERMELHO E ATROPELA 20 PESSOAS”

Pelo contrário, já vi gente dentro de carro desligado viajando sem sair do lugar.

Já o tabaco, que é considerado um dos piores vícios que uma pessoa pode ter por ser o mais difícil de se abandonar, é mais incômodo ainda pra quem não fuma. Tudo bem que hoje em dia existem leis pertinentes que ajudam os fumantes passivos, mas mesmo assim ainda é uma merda chegar num lugar e ter uma pessoa fumando perto de você com toda aquela fumaça vindo pra sua cara… Os fumantes que me desculpem, mas que é incômodo, ah isso é.

Enfim, voltando ao estagiário vacilão, ele acabou merecendo uma aula sobre as mensagens de amor do Bob, além de haverem também mensagens de motivação. Separei umas interessantes para dizer pra ele:

The stone that the builder refuse, could always be the head-corner-stone.
A pedra que o construtor recusa, poderá vir a ser a pedra-mestra.

Ou seja, se você se sente rejeitado, reprimido, ainda há esperança que existe um propósito para sua existência. Cabendo até uma interpretação de Deus para “Builder”.

If you are a big tree, We’re the small axe. Sharpened to cut you down, ready to cut you down.
Essa era uma mensagem ao governo opressor, de fácil tradução:
“Se você é uma árvore grande, nós somos um machado pequeno. Afiados para te derrubar, prontos para tal.”

Uma que alerta para lutar pelos próprios direitos (Todos, sem exceção):

Get up, stand up. Stand up for your rights! Don’t give up the fight!

Sabe, dizendo essas coisas para o estagiário, até fiquei pensando na força que Bob tinha enquanto era vivo, tanto foi que escreveu uma música descrevendo a emboscada (Ambush in the night) que sofrera quando invadiram sua casa e atiraram nele e sua esposa (Rita Marley) mas felizmente, sem sucesso.

Uma perda enorme foi sua morte. E eu sou defensor das mensagens de paz, amor, união e esperança que ele sempre pregou. Ainda não consegui encontrar outra pessoa que faça isso hoje em dia, a não ser ele. Por quê até hoje os discos dele vendem muito bem, obrigado. E farei o quê precisar para passar a mensagem dele adiante, sem apologia a nada que não seja o amor, paz e esperança. Afinal de contas, precisamos bastante disso hoje em dia não é mesmo?

Sem preconceito, sem as idéias embaladas que a mídia faz todos engolirem, é até melhor pra ver a realidade.



Vitorioso é quem sabe vencer.
11 Agosto, 2009, 7:49 pm
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Outro dia, passei por uma situação nada agradável, séria. Daquelas que quando acabam deixam a gente com o peito apertado e não dá pra pensar em mais nada, a não ser a maneira como se deveria mesmo ter agido. Acabei pensando muito nas coisas erradas que fiz, pensei que não havia mesmo nada que eu pudesse fazer pra reparar a minha situação naquele momento. Cheguei à conclusão que deveria me submeter ao que me fosse imposto, e que nada mais havia para ser feito.
Mas antes do fim dessa situação, surgiu um sorriso sarcástico do meu interlocutor. O tipo de coisa que não se espera para um momento tão sério. O tipo de coisa que acende a chama do ódio, arde o peito e ferve o sangue. E por conhecer bem o sarcasmo, por já ter me utilizado dele inúmeras vezes, assimilei calado. Esbocei apenas singela reação. E daí surgiu outro sorriso sarcástico. Nesse momento, com minha cabeça à mais de mil por hora, mantive a calma. Medi, e escolhi à dedo, cada palavra que deveria dizer. Cada sentença, cada frase foi pensada. E no fim das contas eu, ainda no mesmo personagem, entendi que nada devia fazer naquele momento para revidar, afinal de contas a vingança não combina muito comigo.
Mas aquele sorrisinho sarcástico não me saiu da cabeça por muito tempo. A situação, em si, já foi deixada pra trás, mas não aquele sorriso. Nunca esquecerei. Afinal de contas o sarcasmo serve para desvalorizar a ofensa direta, para mascarar a verdade. Serve, também, para dizer o quê se deveria dizer com outras palavras. Serve para abrir os olhos algumas vezes. Comigo, foi como um clarão que iluminou meu céu, meu mundo, minha vida. Abriu portas em minha mente que há muito haviam sido fechadas, trancadas e as chaves jogadas fora. Enfim, me tocou profundamente.
Se pensei em me vingar? Claro, pensei inclusive em todas as formas possíveis. Pensei em inúmeras maneiras que no fim me levariam à um mesmo objetivo. Pensei no que eu deveria fazer, e como faria. Quais seriam os cuidados necessários e todos os outros pontos que se deve considerar numa vingança. Mas, felizmente, concluí que a vingança de nada me adiantaria, nada me acrescentaria, não me faria crescer.
Então resolvi mudar e mudando, percebi que poderia retribuir aquele sorriso sarcástico. E quando vislumbrei essa possibilidade, parei e pensei que não o faria. Pelo simples fato de não querer me igualar. Pelo simples fato de saber que sou muito, mas muito melhor do que aquele sorriso. Por saber que meus atos, dali em diante, seriam meticulosamente pensados e no fim o meu objetivo, muito mais nobre e poético, seria alcançado com louvor. No fim, percebi que faltava essa idéia de superação, isso sim faz mais o meu feitio. Isso sim me impulsiona mais. E isso é o quê vai me fazer vencer no final, vai me fazer olhar para baixo e poder ajudar quem, por mim, for derrotado. Pois é disso que se fazem os verdadeiros vencedores. Já dizia meu pai: “É necessário saber perder, mas mais ainda é necessário saber vencer.” É Sr. Fernandes, o Sr. Sempre esteve coberto de razão. Uma pena eu ter demorado tanto para atentar para tal fato. Eu soube perder e o quê ganhei? Um sorrisinho sarcástico…

Mas quando eu vencer, vou estender a mão, de coração. Daí fica clara a nobreza na vitória.



Direito de resposta.
15 Junho, 2009, 3:14 pm
Arquivado em: Indignação

Minha criação? Não a repassarei ao meu filho. Eram surras desnecessárias, às vezes desavisadas e sem motivo. Acho que me fizeram aprender que não são funcionais, não educam, portanto jamais as utilizarei com ele. Você sempre soube disso.

Minhas responsabilidades? Não assumi as que não precisava. Sempre soube avaliar quando a minha atuação era necessária ou não. Então só agi quando minha ação era realmente necessária. Você nunca antes havia me cobrado por saber disso.

Minhas amizades e companhias? Não cabe a ninguém julga-las, assim como não cabe julgamento ao que se desconhece. Eu não me relacionaria com quem não fosse interessante. Então não diga com quem eu devo andar. Você não tem o direito de me privar de quem você não gosta.

Minhas atitudes? Algumas impensadas, outras equivocadas, mas a maioria condizente com o meu caráter. Se eu devia ter feito mais? Acho que sim, e até posso apontar o quê deveria ter feito. Mas num minuto ouço que de nada adiantaria eu ter feito tudo certo, e logo depois sou criticado por não ter feito nada. Então o problema não é atitude e sim entendimento, e você nunca me entendeu nem quis entender.

Meu interesse por sexo? Não condiz a você, e saiba que eu nunca quis uma “mulher gostosa pra guardar no guarda-roupa e só”. Na verdade entre nós sempre ouve o mínimo que podia haver pelas suas imposições, restrições e tabus. Então não queira me criticar por não ter interesse. Você sempre soube se esquivar quando necessário.

Minha falta de interesse pelo quê diz? Não é que não me interesse nos seus assuntos, falta apenas concisão no quê você tem a dizer. Detalhes desnecessários são desnecessários de serem ouvidos, caminhos mais longos para contar uma história sem graça só aumentam o martírio de ser seu ouvinte.

Ouvi tudo o que você tinha a dizer, sem questionar, sem revidar, sem sequer querer argumentar. Até mesmo por que tudo o que eu dissesse seria uma verdade que você não percebe, nunca quis ver e nunca verá. Não quero me desgastar mais, já me esgotei. Já cansei de pensar em respostas pras suas acusações infundadas, pras suas agressões aleatórias em momentos impróprios. Já cansei de você querendo ditar o quê eu deveria ou não fazer. Cansei de ter que ser alguém que não sou, de ter que agir de forma contrária aos meus princípios para te agradar, e mesmo assim nunca conseguir te satisfazer. Como você disse tudo o quê queria, acho que já deve estar satisfeita.

Só espero que você não tenha que se arrepender do quê disse. Por que eu não vou te dar oportunidade de dizer tudo de novo.



Obrigado.
2 Junho, 2009, 7:46 pm
Arquivado em: Amor, Indignação

Obrigado por admitir que não me quer mais. Sei que suas palavras não foram completamente sinceras, até mesmo por quê um amor assim não se apaga tão facilmente, mas obrigado por dizê-las. Não sei mais o quê você pensa, ou acha, a meu respeito. Provavelmente você acha que eu ainda sou aquela quantidade de imaturidade e ciúmes de anos (e diga-se de passagem são muitos anos) atrás, e por isso tem medo de dar o braço a torcer. Mas mesmo assim devo lhe agradecer, por ter me deixado sonhar alto que um dia poderia ser feliz de verdade, por ter alimentado esperanças que enchiam meu mundo de alegria e luz, por me fazer entender que um amor pode resistir à tudo.
Mas fomos uma exceção não é? No nosso caso ele não resistiu tanto assim. Acho que, na sua concepção, a mesmice é muito mais aceitável do quê viver um amor intenso e verdadeiro. A facilidade de permanecer num estado mórbido de comodidade com a situação atual, lhe faz pensar que é melhor ficar assim como está. Parabéns pela belíssima conclusão errada.

Bom, já me agradeci pela libertação que me destes. Mas não tenho como não penar por saber que tomaste esta atitude arbitrária sem estar certa do quê seria, mesmo eu sabendo que você não tem a menor certeza do quê será sem mim. Disse-lhe que é melhor ter certeza que você não me quer do quê permanecer na dúvida se um dia eu te teria, mas isso não se aplica a você já que preferiu se acomodar com um amor que não se compara ao meu, já que preferiu se apegar a preconceitos e a concepções que o tempo já fez questão de mudar à base de muita dor, angústia e sofrimento. Não soube entender que isso foi um aprendizado enorme pra mim e que, por isso, não sou o mesmo de antes.
Mas obrigado por me deixar ir, me deixar livre, me deixar buscar o quê sempre tive por você em outra pessoa.

Não vou dizer que espero que você seja feliz com outro, mas digo que espero que você seja feliz. E admito que é difícil dizer isso sabendo que você não será feliz, pois as dúvidas do passado sempre te atormentarão, você sempre terá um “E se..” que me trará de volta às suas memórias. Fico triste por saber que o seu medo e seu orgulho não te fizeram ver o óbvio, não te fizeram vislumbrar um mundo novo, tão colorido e claro que quase ofuscam os olhos do coração. Não te fizeram entender que o tempo muda as pessoas mas não por quê passou, e sim por que se tornou passado! E passado é um tempo que deve ficar pra trás, deve ser lembrado para servir de exemplo de como se viver o presente e planejar o futuro. Mas você não me quis, e mais uma vez sou obrigado à agradecer por isso.

Espero, sinceramente, que você me tire de seus pensamentos por saber o quanto me incomoda ter você só neles e não na realidade. Espero que você seja feliz com o quê encontrar e não precise comparar mais ninguém à mim, pois você sempre chegará à conclusão que fui incomparável mesmo com todos os meus erros e defeitos.

Espero que você saiba que deu um fim às minhas expectativas e, acima de tudo, à minha dor. Mas a sua está apenas começando…

Então, me sinto obrigado a dizer: Obrigado, e sigo como consigo.

___________________________________________________

Adeus você (Los Hermanos).

Adeus você.
Eu hoje vou pro lado de lá.
Estou levando tudo de mim.
Que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar.

Cuida do seu.
Pra que ninguém te jogue no chão.
Procure dividir-se em alguém.
Procure-me em qualquer confusão.
Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar.

Quero ver você maior meu bem.
Pra que minha vida siga adiante.

Adeus você,
Não venha mais me negar se há,
Teu choro não me faz desistir,
Teu riso não me faz reclinar.
Acalma essa tormenta e se aguenta que eu vou pro meu lugar.

É bom, às vezes, se perder.
Sem ter porquê.
Sem ter razão.
É um dom saber envaidecer por se saber mudar de tom.

Quero não saber de cor, também.
Pra que minha vida siga adiante.



“Hare baba” de c* é rola!
26 Maio, 2009, 10:19 am
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Bom, pra começo de conversa sei que muitas leitoras não ficarão satisfeitas com o assunto desse texto. Mas é uma coisa que tem me deixado tão incomodado que não tenho como não comentar. Todo mundo que me conhece sabe o quanto não gosto de novelas, mas essa nova novela das 8 é um profundo absurdo. Tá, eu entendo que é entretenimento para as massas e, inclusive, há muita gente que goste de verdade. Mas eu simplesmente acho muito mais interessante assistir a um documentário do Discovery Channel do quê assistir as baboseiras comportamentais que a Globo tenta empurrar pra dentro de nossas cabeças.

Primeiramente é fato que a Rede Globo é uma das mais ricas emissoras de televisão do Brasil. Isso se deu pela esperteza do Sr. Roberto Marinho que, desde cedo, soube explorar o mercado televisivo, além de ter buscado outros mercados para as novelas “made in brazil”. Então, por isso, a Globo faz propaganda de seus próprios produtos de maneira intensiva e, às vezes, até subliminar pois somos bombardeados o tempo todo por trechos das novelas sendo exibidos. E como se não fosse o bastante, ainda somos obrigados a ouvir as músicas das trilhas sonoras das respectivas novelas nas propagandas do CD feito pela, subdivisão da Globo Marcas, Globo Music.

Outro fator que me incomoda muito é a futilidade dos assuntos tratados nas novelas. Tá, tudo bem que ultimamente os autores têm tentado impor um cunho social para cada nova novela. Em uma se fala da situação do racismo, em outra se fala dos homossexuais, em outra se fala da violência e assim, aos poucos, a globo vai fazendo todos engolirem as intrigas de relacionamentos e ainda acharem que estão fazendo as pessoas pensarem. O quê na verdade não acontece, pois ao invés da Dona de casa pegar um livro pra ler depois de um dia estafante de trabalho, é muito mais fácil se sentar em frente a TV e engolir todo o texto fútil que está ali, previamente digerido e encenado, na forma das falas e encenação dos atores.

Pra mim a novela nada mais é do quê uma forma de fofoca. Basicamente você assiste, participa dos diálogos e no fim das contas vai comentar com a vizinha sobre o capítulo de ontem da novela, e mesmo se não comentar já é fofoca por ter se interessado pelo cotidiano de outra pessoa. Não há como negar que é a mais pura verdade.
Além de haver o fato que, para cada novela, há um nicho de expressões e frases prontas que são, prontamente, repetidas pela população e passam a fazer parte do cotidiano de todos, inclusive do meu que odeio novelas. “Hare baba”? Quê porra é essa???

Tá, já que é pra não gostar, antes tenho que conhecer. Aí ontem estava fazendo uns trabalhos da faculdade e deixei a TV ligada depois do Jornal Nacional (que também manipula algumas informações), quando começou a novela o assunto principal do capítulo era o comportamento de uma brasileira que havia se casado com um indiano mas ainda não havia se acostumado com os costumes de lá. Respeito costumes, mas alguns devem ser questionados afinal de contas assim se dá a evolução. E o quê eu mais ouvi foi o Tony Ramos falando com a esposa fictícia sobre o quê as pessoas iriam pensar quando o filho dele passasse na rua com uma estrangeira. Vê se tem cabimento uma porra dessas??? O costume impõe que ele esteja mais feliz vivendo de aparência, do quê zelar de verdade pela felicidade de um filho??? Ah tá, é costume. Mas eu me acostumei a questionar tudo e ainda bem que sou brasileiro. Porra, uma hipocrisia do cacete mostrada em horário nobre?? Na minha cabeça isso simplesmente dá overflow, não consigo processar.

Sabe por que o incentivo ao teatro não é lá grandes coisas? Por influência da globo, que só passa essa falsa impressão que leva “conhecimento” para à população. A Malhação, por exemplo, é um ninho de atores que poderiam ser direcionados para o teatro, mas isso só não ocorre por ser mais difícil para o ator conseguir um patrocinador que incentive o teatro. Hoje em dia, já foram descobertos tantos “novos talentos” que outras emissoras de TV já estão entrando no mercado de novelas também utilizando somente ex-globais. Sinceramente? Por que não direcionar esse talento todo para produção de filmes??? Por quê??? Por que as novelas dão dinheiro a apenas 1 emissora, pelo menos por enquanto é assim.

Tenho muito prazer de ser brasileiro, e tenho muito orgulho também. Por isso que sempre prestigio o cinema nacional que, inclusive, tem produzido enormes sucessos que, na minha opinião, batem de longe muitos dos filmes hollywoodianos.

Outro problema sério é que nunca são retratados problemas como eles acontecem de verdade. Você nunca verá como são as margens do Ganges na novela, por que fica feio mostrar os corpos dos mortos que são velados no rio no horário nobre da TV, e ainda assim as pessoas vão lá se banhar, beber a água, e levar pra casa para fazerem orações e benzimentos. Você nunca verá o quanto a Índia é um país de maioria pobre, e o mais populoso do mundo, onde as pessoas defecam nas ruas (de verdade), onde animais transitam livremente pelas ruas caóticas, onde o que há de mais marcante é o cheiro podre da cidade(pergunte pra qualquer um que já foi lá.), onde existe tanta desigualdade social que nem cabe comentar aqui.
Mas não verá isso só por que não é interessante pra Globo fazer essa parte “social”.

Enquanto isso, sou obrigado a conviver com todo mundo falando “Hare”, “Hare baba”, “Tic” e inúmeras outras expressões circenses impostas pela Globo e pela falta de interesse em procurar um bom livro antes de ligar a TV.

Certa vez, li que:

“Pessoas inteligentes conversam sobre idéias. Pessoas normais conversam sobre coisas. E pessoas fúteis conversam sobre outras pessoas.”

Minha Vó que me desculpe – por que ela sim é uma noveleira daquelas que não se pode perguntar nada sobre novela senão ela reprisa, mentalmente, todos os capítulos de cabeça – mas eu penso que existe vida lá fora.



“…longe de ser um post decente.”
6 Maio, 2009, 2:45 pm
Arquivado em: Indignação, Não sei o quê

Sugestão: Utilize a coluna ao lado para ler posts interessantes, esse aqui não vale a pena.

Tô cansado de estar longe.. Longe da minha família, longe do meu filho, longe de encontrar o meu amor, longe de onde me imaginei um dia estar, longe de ter o quê sonho, longe de ser o profissional que almejo ser, longe da imagem que gostaria que tivessem de mim, longe dos meus amigos de verdade, longe da minha banda, longe de poder tocar bateria todo dia, longe de ter sossego e paz, longe de ser capaz, longe de ser um bom rapaz… E longe disso tudo pareço tão distante, mas não o bastante por estar perto de tantos problemas que me cercam, por estar tão perto de tudo o quê não dá certo, por saber o quê tenho como incerto, perto da falta de solução, de inspiração..

Às vezes comigo é assim, parece que a vontade de melhorar é sempre tão grande que me coloca longe de tudo, a saudade é tão grande que aumenta essa distância de tudo, sei lá. Queria poder aproximar as coisas boas e ter uma previsão de onde e quando acertarei bem perto de mim, pra poder ter certeza que no fim não vai ser o fim, mas o início do quê há de bom que me espera.

Por exemplo, nesse momento, acho que esse texto está longe de ser um post decente. Mas como minha inspiração também está bem longe, terei que me contentar com o quê posso fazer. Na verdade, dificilmente me contento com o que faço. Geralmente me cobro demais pra produzir sempre meu máximo, e quando não consigo fico frustrado, cabisbaixo, decepcionado por não ter conseguido ou não ter me empenhado o bastante. Nunca fui tão intimista por aqui, mas me cobro bastante com relação ao blog, pois gostaria de escrever todo dia. Mas não dá, simplesmente não dá, não consigo. Gosto muito quando paro na frente do teclado e os dedos só param no último ponto final, sem necessidade de revisão, de correção. Mas ultimamente isso tem se tornado mais difícil de acontecer, embora eu deseje o contrário.

É foda, tem horas na vida que só dá pra ver céu cinza, nublado.. Nada de sol, nada de luz. Só o opaco, turvo e embaçado da incerteza.

Foi mal, momento meio “saco cheio de tudo”, daqui a pouco passa..



Eterno pesar
16 Abril, 2009, 10:28 am
Arquivado em: Indignação, Poesias

Trocadilhos postos como espartilhos.
Que dispostos, apertam e exprimem
Palavras que não cabem, que não deveriam.
Não expressam com a devida pressa
As coisas fora do lugar que já não são.
Já não estão, e não estarão.
Mentes fracas, impertinentes
Tratam assuntos banais como premissa maior
Expurgam o lixo de suas mentes inertes,
Seus pensamentos doentes
Me enojam, me enjoam.
Me fazem perceber que nada percebem
Que não sabem que a vida é melhor
Se vivida, não comentada.
Que o inferno é aturar-lhes
Que eterno é o pesar
Por tamanha insuficiência
Por tamanha subserviência
Tentam impor influência
Não interpretam, não lêem
Não se dão ao prazer de tentar entender.
Se iludem e pensam que são melhores.
Entopem-se de futilidades
Se inflam, e se registram
Numa vã tentativa de se diferenciar.
Mas são todos iguais.
São todos normais.
Como se fosse normal ser igual.
Anormais não se tocam do mais
Não se informam e não cultivam
Têm cultura inculta, que de nada adianta
Que não adia a conclusão final
Tolos, fartos de tudo.
Fardos do mundo.
Almejam para si, o dos outros
Não alimentam, só se alimentam.
Inúteis, vis, e podres
Esses, sapientíssimos, ignorantes.



Não gosto de dizer a verdade..
12 Dezembro, 2008, 1:58 pm
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Não sei como fazê-lo. Na verdade não o faço por não achar necessário. Acredito na inteligência e bom senso das pessoas. Não preciso deixar claro a ponto de ser cruel. Apenas faço-me entender da melhor maneira possível. Mas mesmo assim ainda existem pessoas que teimam em querer ouvir a verdade. Vejo uma certa nobreza nisso, o ato heróico de confrontar uma verdade que não se quer ouvir. Mas, ainda assim, não consigo mudar meu jeito de interpretar as pessoas. Atitudes são sentimentos em ação. Portanto não se faz necessário, pelo menos em alguns casos, tornar a verdade evidente pois as atitudes já dizem muito e quando bem feitas demonstram tudo.

Tudo bem que não posso seguir essas idéias o tempo todo, afinal de contas tem gente que só aprende ouvindo a verdade de forma nua, crua, cruel e até sarcástica às vezes. E como agir nesses casos??? Acho melhor tentar transparecer o quê quero, o quê penso. Assim dou uma oportunidade da pessoa perceber o quê quero sem precisar dizer, assim como aquela premissa: “Pra bom entendedor, meia palavra basta.”
Ninguém gosta de ouvir a verdade. Alguns podem dizer que gostam, mas quando se deparam com ela simplesmente desmontam, desabam em prantos. Claro que é melhor ouvir a verdade, saber de tudo e sofrer logo por conta disso pra superar o quanto antes e estar pronto novamente pra ouvir outra verdade. Mas eu não gosto de ser o portador da verdade, prefiro ser da clareza de idéias, das palavras concisas no momento ideal. É duro ver a expressão de dor que se causa ao dizer a verdade, acho que prefiro sentir a dor, a perceber que alguém a sente por algo que eu tenha dito.

É meio estranho ter que explicar como é saber a verdade, já tê-la demonstrado, e ainda assim hesitar em dizê-la. Sempre soube entender muito bem quando alguém falava pelas atitudes. De longe consigo identificar um olhar, um gesto, um suspiro entre frases ditas. Tudo isso é a verdade sendo dita de uma forma secundária, quando se distancia a verdade do argumento, mesmo o argumento ainda contendo a verdade de uma forma subvertida.

Outro dia, ouvi a verdade de uma pessoa que acha que me conhece, que acredita que não sou o quê escrevo. Não me chateei por ter ouvido essa verdade, me chateei por tê-la ouvido não da boca de quem realmente acreditava nela. E também essa é a verdade dela, não a minha. Só eu sei realmente como sou, e acho uma merda não ter mais ninguém pra compartilhar isso sabe? Demonstrar a verdade dos meus defeitos mais sinistros, das minhas atitudes impensadas, das vezes que consigo ser um completo imbecil, de como sou sem as máscaras (bem lembradas pelo Troll num post dele) que utilizo sempre, que todos nós temos. Por quê qualidades não merecem ser comentadas aqui, sei que possuo algumas poucas pra pelo menos me lembrar que não sou só defeitos. E em parte, esse blog aqui é pra isso mesmo. Pra eu poder falar as coisas que eu quiser, inventar os textos que eu quiser, fantasiar sobre um amor platônico que sinto por alguém que ainda não encontrei mas que hei de encontrar um dia, enfim falar sobre o quê me der na telha, e se não quiser ler o botão “fechar” lá no canto superior direito da página é serventia da casa.



Aquecimento Global
3 Dezembro, 2008, 5:16 pm
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É meio complicado ver tantas notícias sobre a catástrofe que aconteceu (e ainda está acontecendo) em Santa Catarina, e não ficar indignado. Mas essa indignação vai muito além das mazelas cometidas pelo governo que deveria dar mais atenção para a ocupação de áreas com risco em potencial, com o assoreamento dos rios Itajaí-Mirim e Itajaí-Açu, e poluição de uma forma geral que todos nós já estamos cansados de ver por aí. Ela acontece, basicamente, pelo descaso de uma forma geral pela natureza tão presente no nosso país como no mundo todo. Essas mudanças climáticas repentinas, com chuva em demasia em alguns lugares e seca em outros podem ser apenas um fenômeno natural ocasional. Mas já reparou a quantidade de catástrofes naturais que vêm acontecendo? Tsunamis, furacões, enchentes, terremotos e por aí vai.. Isso aí, na minha opinião, é o aquecimento global.

Modelos climáticos referenciados pelo IPCC projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100.” (Fonte: Wikipedia)

Comentei isso com meu colega de trabalho, que me respondeu:

- Pô, 6º C de diferença em 110 anos é pouco. Nem faz tanta diferença.

Se na temperatura interna do corpo 1º faz muita diferença, imaginem isso em larga escala num organismo muito maior que é o nosso planeta?

Mais um fato pra incrementar minha indignação foi que domingo passado assisti o Fantástico e mais uma vez fizeram um marketing sobre o site GLOBO AMAZÔNIA, que em parte até é bem útil né? A gente pode entrar lá e fazer denúncias que supostamente seriam analisadas pelas autoridades. Mas mesmo com essa poderosa ferramenta para a população denunciar, quem é responsável pra ir lá fiscalizar? O IBAMA que tem um número insuficiente de servidores para fiscalizar um país tão vasto quanto o nosso?? A Polícia que não tem preparo, nem salário decente, nem equipamento para tal?? O Exército Brasileiro, que deveria nos proteger de ameaças externas, não dos latifundiários e madeireiros invasores??
Tá, então cheguei à conclusão que vamos denunciar, mas não vai ter ninguém pra efetivamente ouvir nossas denúncias.

Fico tentando imaginar o quê passa pela cabeça de um governante quando o assunto é Preservação Ambiental, provavelmente deve ser algo contrário ao que está acostumado a pensar né? Afinal de contas o que conta para se conseguir votos são obras, concreto, asfalto, pontes, viadutos. Mas não árvores plantadas, áreas reflorestadas, leis mais contundentes aos criminosos ambientais. Sinceramente só me decepciono por saber que problemas como o de Santa Catarina, só nos faz pensar o quanto somos desleixados com a natureza (“nós” nesse caso, é a humanidade), o quanto não se toma uma atitude em relação ao desmatamento da Amazônia. Além de haverem desleixados em outros países também, como os Estados Unidos que tiveram a CARA-DE-PAU de não assinar o Protocolo de Kioto. Porra, eles acham que os EUA é um outro planeta né? Se continuarem com a liberação de gases poluentes na atmosfera, desculpem a expressão, mas isso vai fuder com o mundo todo, inclusive com o mundinho deles. Gastam mais dinheiro e tempo planejando atitudes anti-terroristas e não reparam que estão sendo os próprios homens-bomba do mundo inteiro. Tomara que o Obama tome uma atitude pra não ser comparado ao Osama.

Sinceramente, minha parte eu faço. Não jogo lixo na rua, economizo água o máximo possível, troco o carro pela bike ou pelo skate em pequenas distâncias (pq se houvesse transporte coletivo de qualidade meu carro seria só pra viagens intermunicipais, no duro), sempre faço questão de lembrar na minha empresa do papel ambiental que se deve tomar, separo meu lixo (mesmo sabendo que os lixeiros não estão nem aí com a coleta seletiva onde moro) ensino meu filho a fazer o mesmo e ainda brigar com os mais velhos quando estes fazem alguma coisa contra a natureza e ainda me filiei ao Greenpeace. Não quero que ninguém seja “santinho do pau-ôco” dizendo que faz quando na verdade não faz merda nenhuma, mas pelo menos o MÍNIMO que cada um consegue fazer, DEVE SER FEITO.

Imagine como deve ser ter sua vida completamente alterada por sua casa ser destruída por uma inundação? Ou por um deslizamento de terra? Ou falta de chuva? Ou um furacão? Ou poluição do ar?? Imaginou? Agora imagine que isso vai acontecer com seus netos e bisnetos e qualquer outro descendente que venha a ter. Imaginou? Que merda né? Eu não vou desistir. Não quero isso pra eles, e você?

Vai um videozinho, pra ver se alguém se comove com a situação… Pq eu tô é puto.