Devaneios de um Qualquer


Sigo sonhando
13 Outubro, 2009, 9:50 am
Arquivado em: Não sei o quê

Noite passada, tive um sonho perfeito.
Você estava nele, claro.
Sonho difícil de acabar, complicado pra acordar.
Nesse sonho você conversava comigo.
Bem pertinho, dava pra sentir seu hálito.
Era tão real, tão bom.
Exatamente como queria que fosse.
Você falava, me olhava, mas eu só via sua boca.
Tudo que pensava era se você me beijaria.
Sabe que podemos controlar os sonhos?
Por quê você me beijou, sutilmente.
Seus lábios quentes, sua respiração ofegante..
Tudo parecia perfeito, assim como você é.
O problema é que no fundo, eu sabia..
Aquilo não passava de um sonho, não passa de um sonho.
A distância que nos separa não pode ser esquecida.
Por isso eu sabia que era só um sonho.
Sonho um dia poder ter sua boca, te ter em meus braços.
Um dia, você há de ser só minha.
Enquanto isso, sigo sonhando. Me castigando.
Pois não há castigo pior que acordar de tal sonho.
Um beijo, e bom dia..



Novela Mexicana
28 Setembro, 2009, 4:23 pm
Arquivado em: Não sei o quê

Não me acho “inviável” ou que não vá acontecer. Eu acredito nos sentimentos, acho que eles movem montanhas e pessoas, e coisas… e tudo. A gente podia morar na mesma cidade? Podia, mas não mora., e pra compensar você ainda vai se mudar pra outro país. Ah, potencialmente complicado? Posso ser, mas não é culpa minha, nós sabemos dos nossos compromissos e responsabilidades. Não sei explicar direito mas, quando se encontra uma pessoa com tantas qualidades e defeitos tão encantadores, não acho certo ficar quieto e não fazer nada. Mas na minha situação atual, eu não tinha, e ainda não tenho, o que fazer a não ser lamentar.

Não sei o quê você pensa, não sei o quê acha. Só sei que a você de hoje, não é a mesma que conheci pessoalmente. A de antes tinha um certo brilho no olhar, que parecia esperança. Daquelas que superam tudo e qualquer obstáculo. Parecia que, naquela época, você ainda acreditava que daria certo…

Só queria que você soubesse que não tenho como ficar mais triste com a sua partida. Só queria que você soubesse que você É SIM, muito mais que perfeita pra ocupar a vaga de “Relacionamento Sério” na minha vida.

Quando o universo começar a conspirar pra trazer você de novo pra perto de mim, talvez seja tarde demais pra nós dois. Talvez quando ele quiser tornar as coisas “potencialmente descomplicadas”, não seja mais tão interessante como é agora. Talvez outras pessoas entrem em nossas vidas e nos façam esquecer o pouco que a gente construiu, talvez não.

Mas queria que você soubesse que, mesmo tendo lágrimas nos olhos, ainda não conheci pessoa mais especial que você. E se eu queria você pra mim? Ah, como queria! Mas como nem tudo que a gente quer, pode se ter. Melhor me contentar com o que restar..

Ironicamente escrevo isso tudo ouvindo The Police:

“I can’t stand loosing you…” Que já emenda em “I feel so lonely..”

Muito ruim querer tanto uma pessoa e…

e…

NÃO!



Controle
17 Setembro, 2009, 10:31 am
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Estava conversando, numa mesa de bar, com uma amiga que é psicóloga. E naquele papo de botequim, botávamos os assuntos em dia até mesmo por que sempre conversamos sobre vááários assuntos. Essa amiga, inclusive, já foi motivo de ciúmes de várias namoradas só por que, não sei explicar por que, o assunto flui muito bem nas nossas conversas e, por isso, sempre temos momentos bem agradáveis. Mas o assunto que conversávamos era trabalho, ou seja: Eu falei um pouquinho do meu, que de interessante não tem muita coisa a não ser pra quem já trabalha na área. Mas o trabalho dela é um assunto que me interessa muito, por que ela passa por diversas situações e, algumas, até muito inusitadas.
Sei que no fim das contas eu já estava contando uma situação que passei quando meu pai veio a falecer, por que minha mãe não conversava comigo já naquela época e me forçou a ir no psicólogo. Como eu tinha 10 anos na época, já estava puto por que meu pai havia morrido e ainda assim me forçaram a ir pro consultório, eu já chegava lá avesso à qualquer coisa e simplesmente não falava nada. Ou seja, passava 1 hora quieto, sentado, olhando pra cara do psicólogo sem falar nada, nem meu nome.
A única coisa que achei interessante, dei o braço à torcer e interagi com o psicólogo foi quando ele me passou uns testes de QI pra fazer (naquela época ainda não existia o conceito de QE).
Mas enfim, depois de contar toda a situação ela me deu uma resposta simples que me quebrou no meio, ela disse:

- Fabinho, é tudo uma questão de controle. Você só queria o controle e nada mais. E te digo mais, se você parar pra pensar direito, até hoje é esse o seu foco: CONTROLE.

Na boa? Os 5 segundos após ela ter dito isso, eu revi todas as situações que já passei e acabei tendo que concordar com ela. Realmente, controle é algo muito interessante sob qualquer aspecto. Tá bom, concordei com ela, mas ao mesmo tempo já comecei a pensar em inúmeras outras coisas que vinham à minha cabeça e foi quando cheguei à uma conclusão:

Viver é saber lidar com o quê não controlamos.

Não sei se fui mesmo eu que “inventei” essa frase, não sei já havia lido-a em algum lugar e acabei me lembrando naquele momento. Mas tive a nítida impressão de ter chegado à essa conclusão só pela conversa que tivemos.

Mas não é verdade? As coisas que controlamos, damos o rumo que quisermos. Como disse Marcelo Camelo:

“..aponta pra fé e rema.”

Ou seja, você tem o controle da situação, acredita que a sua influência sobre essa situação vai funcionar e pronto. Tudo se resolve como você previu ou quis. E caso o resultado não seja positivo (ou como você esperava) a culpa é sua, por que você tinha o controle.
Agora o problema é o quê não está sob controle, ou que não pode ser controlado por depender de outras pessoas, outras influências, fatores externos e etc…
E como controlar ansiedade, ter paciência e tudo mais pra que essas situações dêem certo e se resolvam positivamente? Daí a minha conclusão..

Enfim, não sei mesmo se fui eu que inventei isso e se não fui, por favor, me corrijam. Mas que isso foi uma coisa que ficou martelando a minha cabeça, devo admitir que foi. Afinal de contas o que incomoda no dia-a-dia são as coisas fora do nosso controle. E como lidar com essas situações? Melhor mesmo é ir vivendo, e vendo no quê dá…



Platônico²
20 Agosto, 2009, 2:23 pm
Arquivado em: Não sei o quê

É, não adianta. Ultimamente não tenho conseguido tirar você da minha cabeça. Sei que já era pra eu ter esquecido essa história há muito tempo, mas não consigo. É difícil ter você perto de mim e não poder falar nada, não poder demonstrar o quê sinto.
Ainda não consegui decifrar os seus olhares, não sei dizer por quê. Não sei se é por você ainda não ter certeza de nada ao olhar pra mim. Mas sei que ao menos alguns pensamentos devem estar povoando a sua imaginação. Não sei se é coisa boa, mas pelo menos tenho certeza que você pensa em mim.
Acho uma pena que nossos destinos não tenham se cruzado antes, acho que muita coisa teria sido diferente na minha vida. Eu teria aprendido coisas sobre o amor que hoje em dia desconheço completamente. E por isso acho que não consigo tirar você dos meus pensamentos. É uma coisa um tanto quanto complicada pra mim, e sei que é culpa minha apenas. Fiz coisas que não devia ter feito, e você mesma já me recriminou por isso. Mas gostaria que entendesse que você sempre foi um “caso perdido”, sabe? Algo platônico até o fim. Um inalcançável que parece que escapa pelos meus dedos. Então assim vou permanecer com seus olhares, seus sorrisos, sua voz que tanto me agrada. Fazer parte de parte da sua vida, vai ter que ser o suficiente. Pelo menos enquanto você não me quiser de verdade…



Vitorioso é quem sabe vencer.
11 Agosto, 2009, 7:49 pm
Arquivado em: Diversos, Indignação, Não sei o quê

Outro dia, passei por uma situação nada agradável, séria. Daquelas que quando acabam deixam a gente com o peito apertado e não dá pra pensar em mais nada, a não ser a maneira como se deveria mesmo ter agido. Acabei pensando muito nas coisas erradas que fiz, pensei que não havia mesmo nada que eu pudesse fazer pra reparar a minha situação naquele momento. Cheguei à conclusão que deveria me submeter ao que me fosse imposto, e que nada mais havia para ser feito.
Mas antes do fim dessa situação, surgiu um sorriso sarcástico do meu interlocutor. O tipo de coisa que não se espera para um momento tão sério. O tipo de coisa que acende a chama do ódio, arde o peito e ferve o sangue. E por conhecer bem o sarcasmo, por já ter me utilizado dele inúmeras vezes, assimilei calado. Esbocei apenas singela reação. E daí surgiu outro sorriso sarcástico. Nesse momento, com minha cabeça à mais de mil por hora, mantive a calma. Medi, e escolhi à dedo, cada palavra que deveria dizer. Cada sentença, cada frase foi pensada. E no fim das contas eu, ainda no mesmo personagem, entendi que nada devia fazer naquele momento para revidar, afinal de contas a vingança não combina muito comigo.
Mas aquele sorrisinho sarcástico não me saiu da cabeça por muito tempo. A situação, em si, já foi deixada pra trás, mas não aquele sorriso. Nunca esquecerei. Afinal de contas o sarcasmo serve para desvalorizar a ofensa direta, para mascarar a verdade. Serve, também, para dizer o quê se deveria dizer com outras palavras. Serve para abrir os olhos algumas vezes. Comigo, foi como um clarão que iluminou meu céu, meu mundo, minha vida. Abriu portas em minha mente que há muito haviam sido fechadas, trancadas e as chaves jogadas fora. Enfim, me tocou profundamente.
Se pensei em me vingar? Claro, pensei inclusive em todas as formas possíveis. Pensei em inúmeras maneiras que no fim me levariam à um mesmo objetivo. Pensei no que eu deveria fazer, e como faria. Quais seriam os cuidados necessários e todos os outros pontos que se deve considerar numa vingança. Mas, felizmente, concluí que a vingança de nada me adiantaria, nada me acrescentaria, não me faria crescer.
Então resolvi mudar e mudando, percebi que poderia retribuir aquele sorriso sarcástico. E quando vislumbrei essa possibilidade, parei e pensei que não o faria. Pelo simples fato de não querer me igualar. Pelo simples fato de saber que sou muito, mas muito melhor do que aquele sorriso. Por saber que meus atos, dali em diante, seriam meticulosamente pensados e no fim o meu objetivo, muito mais nobre e poético, seria alcançado com louvor. No fim, percebi que faltava essa idéia de superação, isso sim faz mais o meu feitio. Isso sim me impulsiona mais. E isso é o quê vai me fazer vencer no final, vai me fazer olhar para baixo e poder ajudar quem, por mim, for derrotado. Pois é disso que se fazem os verdadeiros vencedores. Já dizia meu pai: “É necessário saber perder, mas mais ainda é necessário saber vencer.” É Sr. Fernandes, o Sr. Sempre esteve coberto de razão. Uma pena eu ter demorado tanto para atentar para tal fato. Eu soube perder e o quê ganhei? Um sorrisinho sarcástico…

Mas quando eu vencer, vou estender a mão, de coração. Daí fica clara a nobreza na vitória.



Agora sim, falando de mim.
10 Agosto, 2009, 11:55 am
Arquivado em: Fragmentos, Não sei o quê, Poesias

Nem tudo na vida é coisa boa.
Nem sempre é amor e alegria.
É, às vezes, pouca luz em pleno dia.
É às vezes canto que desentoa.

Assim vou vivendo.
Sendo franco e honesto.
Mesmo seguindo sofrendo.
Sei que ainda tenho o resto.

O resto que é alegria não é resto.
É o quê resta do que há de bom.
Onde o dia se torna claro.
E o canto de novo volta para o tom.

Sou o que sou.
Sei onde estou.
Sei pra onde vou.

Expresso o quê quero, quando e como quero.
Não me interprete mal, assim espero.
Não se confunda tentando me entender.
Pois vou te convencer a, comigo, se entreter.

Meu verbo costuma ser vasto.
Minha verba, nem tanto, às vezes escassa.
Meu silêncio é inoportuno, indesejado.
Minha boca, seu prazer e seu agrado.



Não é o caso.
20 Julho, 2009, 4:19 pm
Arquivado em: Não sei o quê

Não sei o quê será.
Do amanhã um nada sei, um nada quero saber.
Algumas coisas do hoje, consigo prever.
Algumas coisa podres, consigo evitar.
Mas não quero que seja diferente do quê já sei.
Só quero saber do “Daqui pra frente”.
Será mesmo que vai ser diferente?
Será que vai ser diferente do quê sei que será?
Confuso? Um pouco.
Complexo? Um tanto.
Do convívio entre hipócritas.
Do martírio entre paredes.
Do extermínio da esperança.
Da estagnação.
Da depravação.
Da depreciação.
Nada quero levar.
Levo apenas o quê me interessa.
Só o quê é meu, por direito.
Direito de ter aproveitado o máximo.
Dever de ser aproveitado ao máximo.
Mas do máximo que tiveram, foi o mínimo que dei.
Meu máximo é pra quem valoriza.
E esse não era o caso.

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Sem inspiração pra escrever, sem inspiração nem pra inspirar um ar que me traga melhores ventos. Da brisa que me acalenta o rosto conheço a esperança de dias melhores, de dias mais felizes, mais completos.

E, à quem se considera meu amigo: Feliz dia do Amigo. ;)



A quem possa interessar
14 Maio, 2009, 10:27 am
Arquivado em: Diversos, Não sei o quê

Eu sou aquele chato. Aquele que sempre tem algo a dizer, que ninguém sabe, sobre um assunto numa mesa de bar. Sou daqueles que quando paro de falar quando começa a reflexão e a busca por um novo assunto, por ter sempre conclusões complexas. Costumo ser aquele que alimenta as gargalhadas quando junto aos amigos. Gosto de ser o cara que todos recebem com sorrisos e, ao mesmo tempo, sou daqueles que causa inveja por ser tão querido por muitos. Faço de tudo para manter um amigo, mas vou ser o primeiro a rechaçá-lo caso aja erradamente. Sou meio tosco às vezes, tenho manias estranhas. Não me peça para ficar caso eu queira ir embora, não me peça para fazer algo que eu não queira. Não tente adivinhar as minhas expressões, elas nem sempre são sinceras. Mas acredite em minhas palavras, pois dificilmente direi alguma inverdade. Não queira impor a sua opinião, explique-a da melhor maneira possível e quem sabe assim eu não poderei ao menos te entender? Então, obviamente, não queira discutir religião, futebol ou política, caso não esteja realmente preparado. Sou daqueles que gosta de ouvir por também gostar de ser ouvido. Sou daqueles que fala demais às vezes, mas me desculpo assim que percebo a gafe. Gosto de ser ombro amigo. Gosto de tentar achar a solução pros problemas dos outros, mas não tente opinar sobre os meus. Ninguém tem o meu ponto de vista, mas eu entendo o de todo mundo. Sou daqueles que você pode contar caso precise de verdade, mas não vou pedir ajuda facilmente. Caso se aventure comigo em minhas peripécias, esteja preparado para superar seus limites pois assim lhe encorajarei. Se houver uma pedra para pularmos numa cachoeira, pode deixar que eu pulo primeiro e te mostro como é, para depois ficar gritando lá de baixo: “Uhuuuulll!!! IRADO!! Pulaê pô!”. Se estivermos pegando jacaré, acredite em mim por que as ondas não são tão bravas como aparentam. Se eu oferecer montar uma bandinha pra tocar na sua festa de aniversário, aceite. É garantia de diversão. Sou daqueles apaixonados incompreendidos, um cara que gosta de viver a vida que tem mesmo com todos os problemas do cotidiano. Sinto saudades, sinto raiva, sinto solidão às vezes, sinto que cada vez mais eu me esforço pra melhorar mas nem sempre sinto melhoras visíveis. Tenho um talento nato para fazer amizades e, involuntariamente, o mesmo talento para fazer inimigos. Gosto de coisas simples. Não gosto de planos que tenham mais que 1 semana de previsão. Gosto do desconhecido, gosto do quê não aparento. Ouço reggae todos os dias, mas não duvide que sei tocar tan-tan e pandeiro numa roda de pagode. Sou um branquelo sambista, bateirista que gosta de tocar violão, metido à surfista e skatista, gosto de bicicletas, gosto de futebol com chuva, sou metido à escritor, gosto de coisas que quando as faço ouço: “Você é doido!”. Gosto de contar minhas aventuras pra minha mãe e vê-la ficar com aquela cara de que sabe que aquele menino de 10 anos ainda é parte grande de mim. Quando estou junto com meu filho, não queira a minha atenção porquê não vou querer te dar. Sou mais amigo do que pai, sou mais “colego” do que alguém que impõe regras, nossas brincadeiras são sempre as melhores e se você duvidar eu te mostro como são legais.

Mas quando eu disser que preciso de alguém, estenda-me a mão. Por quê pra admitir que preciso, é por quê já não consigo mais sozinho..



Feliz Aniversário atrasado… sempre atrasado.
13 Maio, 2009, 7:13 pm
Arquivado em: Diversos, Não sei o quê

Pra início de conversa não quero me justificar, gostaria mais de passar a idéia de desculpas do quê qualquer outra coisa. Eu sou um cara relapso com certas coisas sabe? Por exemplo, às vezes deixo alguma louça suja para ser lavada no outro dia, uso o mesmo par de meias mais de uma vez, não curto fazer a barba sempre porquê é um saco, dentre outras coisas… Mas a minha maior displicência é com o fato de não guardar datas. Sinceramente isso é uma merda. Eu bem que tento me esforçar pra poder gravar o aniversário de todo mundo, mas simplesmente não consigo. Ano passado esqueci o aniversário da minha irmã e ela ficou completamente possessa comigo não pelo fato de eu ter esquecido, mas pelo fato dela precisar me lembrar. Por que mesmo depois de tê-la encontrado várias vezes depois do aniversário ela virou-se pra mim e disse:

“- Sabia que você esqueceu meu aniversário esse ano?”

Aí respondi:

“- Bom, só te digo que não foi por mal.”

No fim das contas a gente conversou, ela só me deu os parabéns com 2 dias de atraso no aniversário desse ano pra se vingar, e pronto. Tá, ela é a minha irmã e me perdoa por me amar incondicionalmente, e ela também sabe que eu não guardo datas.
Sinceramente sou péssimo com datas, as que tenho decoradas são a do meu aniversário, no aniversário do meu filho, natal e ano novo. Simplesmente não consigo decorar outras. Já tentei inúmeros “métodos infalíveis”, mas não dá. Aí de uns tempos pra cá eu desisti.

Só que as pessoas se magoam comigo, e eu queria deixar bem claro que não faço por mal. Simplesmente é da minha natureza não decorar datas. No trabalho, por exemplo, tenho inúmeros post-it’s colados no meu monitor, com datas de reuniões, prazos para entregar trabalhos, data de início e término de projetos e por aí vai. Porque eu não consigo decorar tudo. O problema maior é explicar isso pra alguém que fez aniversário e eu não lembrei.
Além de ter esse “alzheimmer residual”, tenho tido bastante stress em tudo o quê faço, seja em casa, no trabalho, na faculdade. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E isso tudo associado ao fato de eu não ficar com meu celular o tempo todo à tira-colo, acaba por fornecer espaço suficiente para malentendidos.

Não faço por mal, juro. Só que não dá pra explicar como é estar sob pressão o tempo todo e, mesmo assim, ainda ter que lidar com as coisas do cotidiano com a mesma avidez de como se não tivesse nada pra fazer. E tem mais, o fato de não ter tempo disponível pras coisas que eu tenho como lazer, também é fator coadjuvante pra piorar minha situação porque eu viro outra pessoa. Sem skate, sem praia, sem bateria, sem banda, sem nada de lazer, eu praticamente viro um autômato autônomo. Não penso, só executo. Aí quando consigo uma folguinha pra escapulir e fazer o quê preciso fazer pra desanuviar as idéias e a cabeça, simplesmente largo tudo e saio correndo.

NADA justifica esquecer o aniversário de alguém querido. NADA, de verdade. E quanto à mim, só me resta tentar dizer que não foi por mal e tentar expressar o quanto essa pessoa é importante e especial pra mim. Mas nem sei se isso interessa mais para essa pessoa, até mesmo porque já demorei muito a me tocar que havia esquecido a data, mas pra mim interessa… e muito.

Então, feliz aniversário pra você. E, acredite em mim, não foi por mal. Não foi mesmo.



“…longe de ser um post decente.”
6 Maio, 2009, 2:45 pm
Arquivado em: Indignação, Não sei o quê

Sugestão: Utilize a coluna ao lado para ler posts interessantes, esse aqui não vale a pena.

Tô cansado de estar longe.. Longe da minha família, longe do meu filho, longe de encontrar o meu amor, longe de onde me imaginei um dia estar, longe de ter o quê sonho, longe de ser o profissional que almejo ser, longe da imagem que gostaria que tivessem de mim, longe dos meus amigos de verdade, longe da minha banda, longe de poder tocar bateria todo dia, longe de ter sossego e paz, longe de ser capaz, longe de ser um bom rapaz… E longe disso tudo pareço tão distante, mas não o bastante por estar perto de tantos problemas que me cercam, por estar tão perto de tudo o quê não dá certo, por saber o quê tenho como incerto, perto da falta de solução, de inspiração..

Às vezes comigo é assim, parece que a vontade de melhorar é sempre tão grande que me coloca longe de tudo, a saudade é tão grande que aumenta essa distância de tudo, sei lá. Queria poder aproximar as coisas boas e ter uma previsão de onde e quando acertarei bem perto de mim, pra poder ter certeza que no fim não vai ser o fim, mas o início do quê há de bom que me espera.

Por exemplo, nesse momento, acho que esse texto está longe de ser um post decente. Mas como minha inspiração também está bem longe, terei que me contentar com o quê posso fazer. Na verdade, dificilmente me contento com o que faço. Geralmente me cobro demais pra produzir sempre meu máximo, e quando não consigo fico frustrado, cabisbaixo, decepcionado por não ter conseguido ou não ter me empenhado o bastante. Nunca fui tão intimista por aqui, mas me cobro bastante com relação ao blog, pois gostaria de escrever todo dia. Mas não dá, simplesmente não dá, não consigo. Gosto muito quando paro na frente do teclado e os dedos só param no último ponto final, sem necessidade de revisão, de correção. Mas ultimamente isso tem se tornado mais difícil de acontecer, embora eu deseje o contrário.

É foda, tem horas na vida que só dá pra ver céu cinza, nublado.. Nada de sol, nada de luz. Só o opaco, turvo e embaçado da incerteza.

Foi mal, momento meio “saco cheio de tudo”, daqui a pouco passa..