Devaneios de um Qualquer


Não (²)
24 Novembro, 2009, 9:34 am
Arquivado em: Amor, Indignação, Não sei o quê, Poesias

Não quero mais escrever.
Não tenho inspiração.
Não quero mais gritar.
Não tenho mais voz.
Não quero nem saber.
Não tenho interesse.
Não quero mais aventuras.
Não me satisfazem mais.
Não entendo certas coisas.
Não tenho tanta pretensão.
Não quero mais me iludir.
Não almejo esse falso futuro.
Não quero nada pela metade.
Não me completas.
Não quero lamentar.
Não agüento continuar assim.
Não quero mentiras.
Não suporto-as.
Não quero um pseudo amor.
Quero apenas um amor de verdade.



Encanto algum.
28 Outubro, 2009, 2:55 pm
Arquivado em: Poesias | Tags: ,

Num canto me vejo
Só, sóbrio, são.
Num canto me ouço
Sol, bemol, em vão.
Não há voz.
Nada há em vós.
Silêncio que me atormenta
Fala que nunca cala
Junto os pedaços
De um conjunto despedaçado
Cato migalhas perdidas
Pedidas de joelhos
Não as tenho, nunca as terei.
Temo tanto, torço e tento
Traze-la para meu canto
Canto o quanto for preciso
Para que, em meu canto
O silêncio cesse.
Canto no meu canto,
Mas por enquanto, não encanto.
Em canto algum,
Encanto algum.



Parte de mim, me parte.
30 Setembro, 2009, 5:57 pm
Arquivado em: Amor, Poesias

não quero chorar por sua causa.
pelo menos ainda não.
se a saudade que já sinto vai aumentar.
não sei, e não quero saber.
só sei que o sentimento que tenho
parece só aumentar.
parece só, exponencialmente, crescer.
não controlo, não tem controle.
foge de mim.. mas não como você.
você não foge, você parte..
longe de mim, e não tenho você.
e parte, e meu coração também.



Na varandinha…
24 Setembro, 2009, 11:26 am
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Antes eu tinha tudo e não sabia.
Não sabia que se perdesse
Nunca mais poderia ter seu toque
E assim, viveria no limbo da solidão.
Dentre todas as situações que passei
Já não as enumero mais.
Agora percebo a falta que você faz.
Na vida a gente precisa valorizar
Isso é fato.
Restaurar a confiança ainda é complicado
Ainda é difícil, mas não impossível.
Simplesmente não desito.
Insisto, o quanto ainda puder.
Lanço mão do quê tenho
Vejo-te num futuro não muito oblíquo
E é isso que me faz seguir em frente.
Igual sentimento não há.
Reescrevo significados para velhos sentimentos
Antes esquecidos, agora plenos.
E se pudesse voltar no tempo
Se pudesse refazer algumas coisas
Inquestionavelmente te teria a meu lado
Lugar de onde você nunca devia ter saído.
Você não sabe que falta faz.
Antes eu tinha tudo, e não sabia.



Perto de mim.
11 Agosto, 2009, 1:55 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias | Tags: , ,

Sinto você perto de mim.
Sinto, e distingo, seu perfume dentre a multidão.
As músicas que ouvimos juntos me trazem você.
Trazem pensamentos impuros, sentimentos inoportunos.
Seu cheiro ainda está em mim, e aposto que você ainda tem o meu.
Não sei por quê não apago você, mas minhas memórias..
Ah, quantas memórias. Quantas aventuras.
Seu toque, seus olhares e, de novo, seu perfume.
A marca que deixaste em mim..
Não há ferro em brasa que cauterize meu peito.
Não há sedativo que me faça entorpecer.
Não há nada que me faça esquecer.
Você sempre me vem à cabeça.
Esse fulgor que nasce em meu peito, pra começar basta pensar em ti.
Se preciso mesmo te sentir de novo? Não sei.
Se gostaria? Com certeza.
Se te rejeitaria depois? Talvez.
Se te quereria mais uma vez? Depende de você.
Ainda sou todo seu, ainda sinto você perto de mim.
Sinto muito por não poder fazer nada.
Ou não querer fazer o quê posso.
Mas espero por você, decisão que não cabe à mim.
Ainda sinto você perto de mim.



Agora sim, falando de mim.
10 Agosto, 2009, 11:55 am
Arquivado em: Fragmentos, Não sei o quê, Poesias

Nem tudo na vida é coisa boa.
Nem sempre é amor e alegria.
É, às vezes, pouca luz em pleno dia.
É às vezes canto que desentoa.

Assim vou vivendo.
Sendo franco e honesto.
Mesmo seguindo sofrendo.
Sei que ainda tenho o resto.

O resto que é alegria não é resto.
É o quê resta do que há de bom.
Onde o dia se torna claro.
E o canto de novo volta para o tom.

Sou o que sou.
Sei onde estou.
Sei pra onde vou.

Expresso o quê quero, quando e como quero.
Não me interprete mal, assim espero.
Não se confunda tentando me entender.
Pois vou te convencer a, comigo, se entreter.

Meu verbo costuma ser vasto.
Minha verba, nem tanto, às vezes escassa.
Meu silêncio é inoportuno, indesejado.
Minha boca, seu prazer e seu agrado.



O pior.
8 Junho, 2009, 12:26 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

O meu silêncio é resultado da sua inquietude,
Da sua pressa, algo que te cega, te ilude.
Momentos bons que tivemos foram poucos.
Embora estivéssemos agindo como loucos.
Não pudemos ver o que seria, até onde iria.
Nossas idéias não compartilham a mesma alegria.
Um agrado, um afago, um nada eu esperei.
E de bom grado, vago te presenteei.
Mentiras sinceras não me interessam.
Ao meu passado esquecido, me regressam.
Tornam mais pálido e opaco o meu futuro.
Me trazem pensamentos vis e impuros.
Não espero que aprove o quê escrevo.
Não digo o quanto machuca o quê descrevo.
Guardo pra mim o quê achar melhor.
Nada espere de mim, a não ser o pior.



O caos, ou o cais?
29 Maio, 2009, 5:26 pm
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Não quero mais tentar.
Faço do desgosto um alívio.
Entre súplicas e lamúrias
Sei que não vou alcançar.

Busca vã pelo meu norte.
Companhia incessante da solidão
Não pude contar com a sorte
Desse amor em meu coração.

A porta aberta, o porto certo.
A casa, o cais, o caos.
Por aqui, só um peito aberto.
O vazio, o vacilo, os vãos.

Bem não podes me querer.
Querer assim, não é o que quero.
Quero amor sincero, de estremecer.
De toda alma, assim espero.

Hei de saber o quê pensas.
Não tende à meu favor, entendo.
Não dormir em noites tensas
Apenas sonhando, não vivendo.

Tuas lembranças eram acalentos
Suas histórias me traziam momentos
Seus olhares traziam sentimentos
E de sua boca, hoje, o meu maior sofrimento.

Devolva a minha paz, o meu sossego.
Faça com que eu possa sonhar novamente.
Deixe-me livre, e liberte-se também.
Pois preciso tentar ser feliz com outro alguém.



Briga
13 Maio, 2009, 4:13 pm
Arquivado em: Poesias

Se perco a calma, acalmo a fera em mim.
Atenho-me à simplicidade, a tenho me dizendo o quê fazer.
Perdido o pedido de desculpas, de culpas não medidas.
Me dite o quê fazer, e medite sobre o quê farás.
Meça suas palavras e assim encontre a razão.
Me satisfaça com seu aço e seu açoite.
Dê-me motivo para domá-la com minha fala.
De um pouco cego à um completo surdo, me confundo.
Fundo, pro fundo, e profundo o propósito de minhas palavras.
Raso o intuito de suas vãs idéias.
Não bastante minha sinceridade, e o bastante de seu descaso.
Descalço, me sinto como um flagelado jogado ao chão.
Gelado o seu coração, que não perdoa.
Brado alto o meu amor por ti, mas sem emitir som.
Sou apenas um nada inerte, inerente à minha natureza.
Fraco e franco, faço o quê posso.
Posso ser um poço de lealdade.
Ou apenas para trazer-te à minha realidade.
Não veja pelos meus olhos o meu ponto de vista.
Aviste a sua idéia do quê tenho em vista.
Assim, tendemos a entendermo-nos.



Inveja
11 Maio, 2009, 12:46 am
Arquivado em: Amor, Fragmentos, Poesias

Nesse caso não chega a ser má coisa, admitir ter inveja.
Acabo por desejar o que, em parte, é do outro.
Mas não consigo apenas contentar-me em apenas olhar.
Preciso tocar, sentir, saber do seu cotidiano.
Conheço cada parte do que espero, por já tê-lo tido aquela vez.
E se precisar fazer o impossível se tornar possível, assim o farei
Para que não seja mais inveja o sentimento, para que se torne puro amor.
Para que eu a tenha de volta em meus braços.
Assim sonho, assim espero.
Assim me contento com um futuro próximo.
Com seu amor, perto de mim.

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Fim de semana legal, vi meus amigos, tive uma surpresa pra lá de especial, bebi muita tequila e falei o dobro de besteira.
Como disse antes, ia passar e passou.. Até mesmo por quê é melhor ter a esperança de que um dia vai dar, e estar, tudo certo do que ter a certeza do contrário.